Kin (2014)

David Marques

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Em 2014, David Marques vivia em Israel onde era olhado como judeu de ascendência norte-africana, ao mesmo tempo que fazia viagens regulares a Portugal para investigar danças tradicionais. Neste período experienciava a estranheza de dois olhares. Por um lado, um olhar estrangeiro sobre o seu corpo, por outro, um olhar alheio sobre tradições que lhe eram culturalmente próximas. Nesse mesmo ano, David Marques produzia Kin, um trabalho no qual questiona o ato de ser visto, nomeadamente a dançar. E se a “dança é difícil de ver”, Marques amplia as linhas de perspetiva sobre o seu corpo, provocando com isso um estranhamento, não sobre a sua identidade, mas sobre a sua atividade, expondo e objetivando o labor da dança sob o prisma do espectador.


FICHA TÉCNICA

David Marques Conceção e interpretação
Rui Monteiro Desenho de luz
Tiago Pinhal Costa Espaço cénico
Ido Feder Apoio à dramaturgia
Mestre André Apoio à sonoplastia em 2021
Patrícia Milheiro Assistência de ensaios em 2021
Carlos Ramos Direção técnica e operação em 2021
O Espaço do Tempo, Espaço Alkantara e Teatro Virgínia Residência
Francisca Rodrigues Produção executiva
Agência 25 Produção executiva em 2021
Centro Cultural de Belém, BoxNova 2014, Artist-Curates (Maya Levy & Hannan Anando Mars 2014) Coprodução

Kin recebeu a bolsa de apoio à criação da Fundação Calouste Gulbenkian em 2014. 
Estreia: 15 de novembro 2014, Teatro Virgínia, Torres Novas


David Marques (Torres Novas, 1985) é licenciado em Dança na ESD-IPL e participou na formação ex.e.r.ce, em França, como bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian. Além da sua atividade como intérprete com autores como Francisco Camacho, Filipa Francisco, Loïc Touzé, Raquel Castro ou Lucie Tuma, começou a desenvolver o seu trabalho como coreógrafo em 2007 com o apoio da EIRA. Tem-se debruçado sobre as questões do olhar e do tempo, procurando criar espaços de relações improváveis nos seus trabalhos. Recebeu o Prémio Autores SPA para ‘Coreografia’ com a sua peça ‘Mistério da Cultura’.


P DE DANÇA

Ao longo de dois fins de semana alargados, a dança regressa aos auditórios da Fundação com a apresentação de duas dezenas de criações apoiadas pela Gulbenkian ao longo dos últimos anos e que, em alguns casos, nunca foram apresentadas em Portugal. Mostra com a curadoria de João dos Santos Martins.

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A Fundação Calouste Gulbenkian reserva-se o direito de recolher e conservar registos de imagens, sons e voz para a difusão e preservação da memória da sua atividade cultural e artística. Caso pretenda obter algum esclarecimento, poderá contactar-nos através de [email protected].