Em deriva (2010)

António Pedro Lopes e Gustavo Ciríaco

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Quando apresentaram Em Deriva em Lisboa há nove anos atrás, António Pedro Lopes e Gustavo Ciríaco casavam-se em cena, cumprindo o preceito do projeto de mapear os afetos que correm numa cidade através de diferentes tipos de encontros. Este evento define a irrepetibilidade da performance, por um lado, mas também o carácter episódico deste projeto que abre um novo capítulo em cada cidade por onde passa. Passada uma década desde a sua primeira iteração e passagem por Rio de Janeiro, Taipé, São Paulo, Porto e Ponta Delgada, Em Deriva regressa a Lisboa com a bagagem de mais de um ano de pandemia para ressignificar a cidade onde se habita, em cumplicidade com 6 artistas seus residentes invisíveis, seu “corpo-exposição”.


FICHA TÉCNICA

António Pedro Lopes e Gustavo Ciríaco Conceção geral
Gustavo Ciríaco Conceção e direção | episódio Gulbenkian
Analu, Felipe Vian, Gaya de Medeiros, Gustavo Ciríaco, Joana Levi e Julian Pacómio Artistas participantes
Santiago Tricot Design de luz e som
Gustavo Ciríaco Produção
Missanga Antunes Administração

Elenco original 
Ana Eliseu, Andrea Brandão, Bruno Caracol, Clara Kutner, Cristina Zabalaga, Eduardo Frazão, Marta Rema, Paolo Andreoni, Rita Sousa Mendes e Vânia Rovisco

Parceiros
Bamboo Curtain Studio (Taipé), Negócio/ZDB (Lisboa),  Como Clube & Centro Cultural São Paulo (São Paulo), SESC Santo Amaro, Maus Hábitos (Porto), Walk&Talk Festival de Artes (Ponta Delgada)

Agradecimentos
Margaret Shiu, Thelma Bonavita, Marta Furtado e Natxo Checa, Daniel Pires, Jesse James, Marcos Villas Boas, o casal Gui Garrido e Rita Almiro (nossos padrinhos) e os amados participantes de nosso Em Deriva, 2012

Em Deriva recebeu a bolsa de apoio à criação da Fundação Calouste Gulbenkian em 2011. 
Primeira iteração do projecto: maio de 2010, Casa França-Brasil, Rio de Janeiro.


António Pedro Lopes (Ponta Delgada, 1981) trabalha movido por afetos, a construção de comunidade, a colaboração e a criação de espaço para o outro. Estudou teatro musical no Novo México, licenciou-se em teatro na Universidade de Évora e fez o curso de coreografia do Fórum Dança no Porto. Criou espetáculos em nome próprio e em colaboração com outros artistas e organizou inúmeros projetos coletivos como o Skite/Sweet&Tender Porto 2008, Celebração ou Meio Mundo Estrada Fora. Foi diretor artístico do TREMOR Festival em São Miguel, do Fabric Arts Festival em Fall River, EUA ou do centro cultural móvel MAPAS em Leiria. Atualmente é o diretor artístico de Azores 2027, o projeto de candidatura de Ponta Delgada/ Açores à Capital Europeia da Cultura.

Gustavo Ciríaco (Rio de Janeiro, 1969) é um coreógrafo e artista contextual, cujo trabalho transita entre as artes performativas e as artes da imagem, a performance, a arquitetura, a antropologia e o paisagismo. Cientista político e bailarino de formação, o seu trabalho está marcado por um pronunciado perfil site-specific, fazendo dialogar contexto, geografia e habitação, realidade e ficção, numa pesquisa contínua desde há 20 anos sobre os campos extensivos da arte de fazer danças. Desde 2018, Ciríaco é artista pesquisador associado ao programa THIRD, da DAS—Universidade de Amesterdão, com a pesquisa Cobertos pelo Céu.


P DE DANÇA

Ao longo de dois fins de semana alargados, a dança regressa aos auditórios da Fundação com a apresentação de duas dezenas de criações apoiadas pela Gulbenkian ao longo dos últimos anos e que, em alguns casos, nunca foram apresentadas em Portugal. Mostra com a curadoria de João dos Santos Martins.

Ver programação

A Fundação Calouste Gulbenkian reserva-se o direito de recolher e conservar registos de imagens, sons e voz para a difusão e preservação da memória da sua atividade cultural e artística. Caso pretenda obter algum esclarecimento, poderá contactar-nos através de [email protected].