Gesächt + Tutuguri (2016)

Flora Detraz

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Tutuguri é a parte final da peça sonora Para Acabar com o Juízo de Deus que Antonin Artaud interpretou para a rádio em 1947. Artaud profere a sua poesia como um ritual, no qual a linguagem, mais do que significante, se expande e adquire um caráter performativo e encantatório. É a partir desse movimento transformativo do sentido para a sensação que Flora Détraz se concentra propondo a dessincronização entre micro-movimentos e sons que ora escapam, ora se rendem à relação com o gesto. Neste jogo de perceção o corpo é “povoado por sussurros, rangeres de animais, ruídos de crianças, barulhos de aliens, conversas e espasmos”, que o confundem e expandem para outras dimensões. Tutuguri é precedido de um prólogo, Gesächt, que explora os códigos da representação através da figura de uma cantora lírica, de uma diva decadente.


FICHA TÉCNICA

Flora Détraz Conceção e interpretação
Arthur Gueydan Luzes
Anaïs Dumaine Olhar externo
PLI Produção
Materiais Diversos (Pt), PACT Zollverein (De), MA Scène Nationale Montbéliard (Fr), Relais Culturel de Falaise (Fr), CCN de Caen (Fr) Coprodução
Ramdam, un centre d’art (FR), Alkantara (PT), Espacio Azala (ES) Residências artísticas
DRAC Normandie, Institut Français du Portugal Apoios

Tutuguri recebeu a bolsa de apoio à criação da Fundação Calouste Gulbenkian em 2016.
Estreia: 16 de setembro 2016, Festival Materiais Diversos, Minde.


Flora Détraz (Paris, 1988) formada em dança e estudos literários, integrou o curso dirigido por Maguy Marin (CCNR, Lyon) e participou no programa de pesquisa coreográfica PEPCC (Fórum Dança, Lisboa). Enquanto performer trabalhou com Marlene Monteiro Freitas, Miguel Pereira, Laurent Cèbe, Cédric Cherdel e Sara Anjo. Começou a desenvolver o seu próprio trabalho em 2013.


P DE DANÇA

Ao longo de dois fins de semana alargados, a dança regressa aos auditórios da Fundação com a apresentação de duas dezenas de criações apoiadas pela Gulbenkian ao longo dos últimos anos e que, em alguns casos, nunca foram apresentadas em Portugal. Mostra com a curadoria de João dos Santos Martins.

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A Fundação Calouste Gulbenkian reserva-se o direito de recolher e conservar registos de imagens, sons e voz para a difusão e preservação da memória da sua atividade cultural e artística. Caso pretenda obter algum esclarecimento, poderá contactar-nos através de [email protected].