Trovoada / Velvet N’ Goldmine

Luís Guerra / Aurora Pinho

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Trovoada (2014)
Luís Guerra

45 min

Nas suas “Seis propostas para o próximo milénio”, Italo Calvino fala de como ”A rapidez e a concisão do estilo agrada porque apresenta à alma um amontoado de ideias simultâneas […] que ou não consegue abraçá-las todas de uma vez nem plenamente cada uma delas, ou não tem tempo de ficar ociosa e vazia de sensações […]”. Trovoada, de Luís Guerra, transporta algo desta desordem para cena: uma explosão tempestuosa em modo de presságio traduzido numa coreografia errática sem pontos de apego além da música. Dez anos depois de ter dançado com o Ballet Gulbenkian nos últimos anos da sua existência, Luís Guerra regressa agora palco do Grande Auditório na remontagem do seu próprio trabalho ao lado da pianista Joana Gama.

 

FICHA TÉCNICA

Luís Guerra Direção
Joana Gama Piano
Luís Guerra Bailarino
Ulrich Estreich Música eletrónica original
João Godinho Música para piano original 
Anatol Waschke Luzes e direção técnica 
Luís Guerra com o apoio de Agência 25 Produção
O Espaço do Tempo, Teatro Viriato, DGArtesAlkantara e Festival Circular Apoio

Trovoada recebeu a bolsa de apoio à criação da Fundação Calouste Gulbenkian em 2014.
Estreia: 4 de outubro 2014 no Festival Circular de Artes Performativas, Teatro Municipal de Vila do Conde


Velvet N’ Goldmine (2016)
Aurora Pinho

45 min

“O significado não está nas coisas mas entre elas”. Criado em 2016, Velvet N’ Goldmine marca um momento no trabalho de Aurora Pinho em que a performatividade de género não é apenas matéria de representação, mas uma prática consciente do dia a dia. E é por esse dia a dia que Aurora vagueia, nas ruas do Porto, entrevistando passantes e convidados sobre questões de género e liberdade. No palco a mundividência da rua contrasta com um ritual de performance que tanto é um concerto de diferentes personas quanto uma passarela de identidades, por entre as quais Aurora reivindica o direito à androgeneidade e à “flutuação transgénica”.

Este espetáculo utiliza luz estroboscópica.

 

FICHA TÉCNICA

Aurora Pinho Conceção, direção, coreografia, interpretação, cenografia, som e texto
Diogo Mendes e Joana Torrinha Desenho de luz
Aurora Pinho e Tiago da Costa Guarda-roupa
Odete, Manuel Costa e Najia Mattos Convidados
Diana Santos, Diogo Bessa e Rodrigo Tiago Fotografia
José Diogo Nogueira Poema
Jorge Bragada Cabelo e imagem
Heurtebise Produção
Cineteatro António Lamoso, Mala Voadora, Rua das Gaivotas 6 Apoio
AAD, Companhia Instável, Queer Porto, Pólo | Caixa das Artes Parceiros
Xana Novais Agradecimentos

Velvet N’Goldmine recebeu a bolsa de criação da Fundação Calouste Gulbenkian em 2016.
Estreia: 5 de outubro 2016, Rua das Gaivotas 6, Lisboa.


Luís Guerra nasceu em Lisboa há trinta e cinco anos atrás e desde muito pequeno que dizia aos pais que queria dançar. E assim foi. Estudou dança no Conservatório e coreografia na Gulbenkian e tem interpretado criações de diversos autores sendo recorrente a sua participação em obras de Tânia Carvalho. Paralelamente ao mundo do movimento e do gesto, entrega-se também com muita paixão às artes visuais, nomeadamente à pintura e ao desenho, disciplinas que estuda atualmente no ArCo.

Joana Gama (Braga, 1983) é uma pianista portuguesa que se desdobra em múltiplos projetos quer a solo quer em colaborações nas áreas do cinema, da dança, do teatro, da fotografia e da música. Doutorada pela Universidade de Évora, prossegue as suas investigações enquanto membro do CESEM/NOVA FCSH. A sua discografia está presente nas editoras Shhpuma, Room40, mpmp, Pianola, Grand Piano e Boca/Douda Correria.­

Aurora Pinho (Porto, 1991) é artista, música, bailarina, modelo e atriz. Desenvolveu Flesh Against Flesh, Nymphomaniac, Útero, Heteroptera, Aurora de Areia e Rave in a Cave. Trabalhou com vários artistas como Teatro Praga, João Pedro Vale, Filipe Sambado, Vaiapraia, António Onio, Cyril Viallon, Odete, Né Barros, Marco da Silva Ferreira, Moullinex, Joclécio Azevedo entre outros. Recentemente desenvolveu a curta Aurora com Carlota Flor e o filme Break Your Dick com Pedro Rei.


P DE DANÇA

Ao longo de dois fins de semana alargados, a dança regressa aos auditórios da Fundação com a apresentação de duas dezenas de criações apoiadas pela Gulbenkian ao longo dos últimos anos e que, em alguns casos, nunca foram apresentadas em Portugal. Mostra com a curadoria de João dos Santos Martins.

Ver programação

A Fundação Calouste Gulbenkian reserva-se o direito de recolher e conservar registos de imagens, sons e voz para a difusão e preservação da memória da sua atividade cultural e artística. Caso pretenda obter algum esclarecimento, poderá contactar-nos através de [email protected].