Prémio Gulbenkian Património – Maria Tereza e Vasco Vilalva

Candidaturas até 31 de março de 2026

O Prémio Gulbenkian Património – Maria Tereza e Vasco Vilalva, no valor de 50 mil euros, distingue projetos de excelência na área da conservação, recuperação, valorização ou divulgação do património português, imóvel ou móvel.

Correspondendo à vontade manifestada por Maria Tereza Burnay de Almeida Belo Eugénio de Almeida de homenagear a memória do seu marido Vasco Vilalva, mecenas a quem o país, e em particular o Alentejo, muito deve na área da recuperação e da valorização do património, a Fundação Calouste Gulbenkian criou um prémio anual com o seu nome, destinado a assinalar intervenções exemplares em bens imóveis ou móveis de valor cultural que estimulem a preservação e a recuperação do património. Atribuído pela primeira vez em 2007, após a morte da Condessa de Vilalva, em 2017, o Prémio recebeu o nome de Maria Tereza e Vasco Vilalva.

Regulamento

Perguntas Frequentes

O que é o Prémio Gulbenkian Património – Maria Tereza e Vasco Vilalva?

O Prémio Vilalva foi criado pela Fundação Calouste Gulbenkian, em 2005, em homenagem a Vasco Vilalva, mecenas a quem o país muito deve na área da recuperação e da valorização do património.

O Prémio destina-se a assinalar intervenções exemplares e de excelência na área da conservação, recuperação, valorização ou divulgação do património português, designadamente em bens imóveis ou móveis de valor cultural, de modo a incentivar a preservação e recuperação do património.

O Prémio é atribuído por concurso com periodicidade anual.

Quem foi Vasco Vilalva?

Vasco Maria Eugénio de Almeida, conde de Vilalva, também conhecido como Vasco Vilalva, foi uma personalidade de fortes convicções cristãs e humanistas, com uma ação filantrópica notável, sensível a preocupações educativas, sociais, regionais e ao papel da cultura como fator de desenvolvimento, sobretudo na região do Alentejo.

Foi também o anterior proprietário do Parque Santa Gertrudes, em Lisboa, onde estão edificados a Sede e os Museus da Fundação Calouste Gulbenkian.

Qual é o valor do Prémio?

O valor do Prémio Gulbenkian Património – Maria Tereza e Vasco Vilalva é de 50.000€ (cinquenta mil euros).

O que se entende por bens culturais imóveis?

Em sentido amplo, entende-se por bens culturais imóveis o património edificado ou construído, incluindo o arqueológico e o paisagístico; em sentido restrito, os bens que pertencem às categorias de monumento, conjunto ou sítio, nos termos da  Lei de Bases do Património Cultural (Lei nº 107/2001, de 8 de setembro).

O que se entende por bens culturais móveis?

São bens culturais móveis aqueles que constituem espécies artísticas, arqueológicas, etnográficas, científicas ou técnicas, bem como espécies arquivísticas, audiovisuais, bibliográficas, fotográficas, fonográficas ou ainda quaisquer outras que venham a ser consideradas pela legislação, nos termos da Lei de Bases do Património Cultural (Lei nº 107/2001, de 8 de setembro).

Quem decide a atribuição do Prémio?

A decisão de atribuição do Prémio Gulbenkian Património – Maria Tereza e Vasco Vilalva é da responsabilidade do Conselho de Administração da Fundação Calouste Gulbenkian, com base numa proposta elaborada pelo Júri do Prémio.

Que projetos são elegíveis para o Prémio?

São elegíveis intervenções:

  • que se reportem a bens de inquestionável valor cultural;
  • que apresentem um projeto de inserção e reutilização (paisagístico, museológico ou outro) sempre que se verificar a alteração da função do bem em causa;
  • que sejam levadas a cabo por equipas lideradas por técnicos de qualificação legalmente reconhecida;
  • apenas poderão ser consideradas intervenções que se reportem a bens cujo proprietário seja o Estado, incluindo as Autarquias Locais, se estes bens estiverem arrendados ou concessionados a entidades privadas.

Que outros tipos de intervenções podem ser candidatadas?

Podem ser consideradas intervenções de preservação, valorização ou divulgação de outras tipologias de património, incluindo o património imaterial, designadamente as tradições culturais, o saber-fazer artesanal, e outros.

Quais são os critérios de avaliação das candidaturas?

Na avaliação das candidaturas, será tido em conta:

  • que as intervenções valorizem e salvaguardem um bem de reconhecido valor cultural;
  • que evidenciem uma aplicação criteriosa de recomendações e boas práticas;
  • que tenham um efeito demonstrativo que permita estimular o interesse pela recuperação do património português.

Quais são as prioridades atuais na valorização de património?

Exemplos de prioridades atuais, ao nível europeu, na valorização do património:

  • Mitigação da ação de alterações climáticas nas intervenções em património sem comprometer a sua identidade e valores;
  • Uso de novas tecnologias compatíveis com edifícios históricos;
  • Eficiência energética – contributos inovadores;
  • Criatividade cultural (heritage creativity) inserida no discurso sobre sustentabilidade;
  • Colaboração com universidades: investigação social, económica e científico-tecnológica para um ambiente sustentável;
  • Transmissão de competências e saber-fazer (skills) entre gerações para a conservação de património;
  • Envolvimento de comunidades locais na abertura e divulgação de património.

Quem pode apresentar uma candidatura?

Poderão candidatar-se ao Prémio:

  • os proprietários, possuidores ou titulares de outros direitos reais de gozo sobre os bens em causa;
  • os promotores das intervenções;
  • as equipas técnicas responsáveis pela execução dos projetos;
  • cada candidatura deve ser subscrita pelo coordenador / representante da equipa de projeto e pelo representante do dono da obra, indicando a quem será entregue o valor do prémio, no caso de ser contemplada;
  • os candidatos podem ser pessoas singulares, individualmente ou em grupo, ou pessoas coletivas de direito privado.

A intervenção candidata ao Prémio tem de estar concluída?

Não. Poderão ser apresentadas candidaturas relativas a:

  • intervenções concluídas no ano anterior;
  • intervenções concluídas no ano a que se reporta o Prémio;
  • intervenções em curso.

Qual é o formato das candidaturas ao Prémio?

Devido à diferente natureza das candidaturas e tipologia de bens culturais a que se podem reportar, não existe um formato específico ou formulário de candidatura. Os projetos apresentados devem evidenciar, por escrito, o cumprimento dos critérios de elegibilidade e de avaliação constantes no regulamento, a identificação e os curricula das equipas responsáveis.

As candidaturas devem ser apresentadas exclusivamente em formato digital (ficheiros PDF) e enviadas por correio eletrónico para: [email protected]

No caso de os candidatos pretenderem adicionar à candidatura maquetes ou outras componentes ilustrativas e/ou visuais das intervenções, de grande dimensão, um exemplar será suficiente para efeitos de avaliação. Esse exemplar deverá ser endereçado a:

Prémio Gulbenkian Património – Maria Tereza e Vasco Vilalva
Programa Gulbenkian Cultura
Fundação Calouste Gulbenkian
Av. de Berna, 45 A
1067-001 Lisboa

Qual o prazo de entrega das candidaturas?

As candidaturas podem ser submetidas entre 5 de janeiro e 31 de março de 2026. 

Como será comunicado o vencedor do Prémio?

A comunicação da atribuição do Prémio Gulbenkian Património – Maria Tereza e Vasco Vilalva será da responsabilidade da Fundação Calouste Gulbenkian, mediante o envio de uma comunicação escrita ao vencedor e aos outros candidatos. 

Quando será entregue o Prémio?

O Prémio Gulbenkian Património – Maria Tereza e Vasco Vilalva será entregue numa cerimónia pública organizada pela Fundação Calouste Gulbenkian, em articulação com o vencedor, em data e local a anunciar. 

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