Cocoon (2017)

Matthieu Ehrlacher

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Numa conferência de 2012, Peggy Phellan dizia que “em todas as peças do Beckett, a dificuldade de se mover – seja física, amorosa ou filosoficamente – constitui o cerne dramático da ação.” Cocoon, de Matthieu Ehrlacher, estabelece à partida uma relação de imobilidade e expectativa na relação entre uma cenografia e um corpo que perguntam: o que pode acontecer agora? O corpo incorpora a cenografia e ao mesmo tempo está dentro dela, procurando no mínimo movimento um percurso de amplificação. A estranheza deste objeto que se mexe, que fala, que para, que olha, que escuta, conduz o olhar do público por uma viagem de pormenores e intensidades que nunca é a mesma. Um objeto animado e inanimado, com personalidade, através do qual é estabelecida uma relação entre o absurdo de uma situação impossível e a confrontação com os mecanismos de ação do teatro.


FICHA TÉCNICA

Matthieu Ehrlacher Criação e interpretação
Tiago Gandra Luz, espaço cénico e assistência artística
João Bento Sonoplastia
Catarina Gonçalves Apoio ao figurino (criação)
Bernardo Chatillon Apoio ao figurino (digressão)
O Rumo do Fumo Produção
Teatro da Garagem Acolhimento

Apoio
Câmara Municipal de Lisboa/Pólo Cultural Gaivotas,  Casa da Dança, Causas Comuns, Companhia Olga Roriz, Eira, Forum Dança, Maria Matos Teatro Municipal, Teatro do Eléctrico e Teatro da Garagem – Teatro Taborda

Agradecimentos
Andresa Soares, Antonieta Lopes, Beatriz Simões Henriques, Cátia Leitão (Alface), Filipe Caldeira, Francisca Manuel, João Ferro Martins, Lara Boticario, Luis Gandra, Melissa Ehrlacher, Sezen Tonguz, Teresa Silva, Urândia Aragão 

O Rumo do Fumo é uma estrutura apoiada pela República Portuguesa | Cultura / Direcção-Geral das Artes

Cocoon recebeu a bolsa de apoio à criação da Fundação Calouste Gulbenkian em 2016.
Estreia: 29 de abril 2017, Ciclo Try Better, Fail Better’17, Teatro Taborda, Lisboa.


Matthieu Ehrlacher (Figeac, França, 1984) veio viver para Portugal em 1989. Estudou música na Escola de Jazz Luiz Villas-Boas entre 2004 e 2009. De 2010 a 2012 fez o Programa de Estudo, Pesquisa e Criação coreográfica do Forum Dança. Criou várias peças individualmente e em colectivo e foi apoiado pel’O Rumo do Fumo de 2013 a 2017. Enquanto músico tocou com várias bandas e tem vindo a desenvolver o seu projeto musical a solo com saxofones, a tocar com a banda dUASsEMIcoLCHEIASiNVERTIDAS e um duo de música com Tânia Carvalho.


P DE DANÇA

Ao longo de dois fins de semana alargados, a dança regressa aos auditórios da Fundação com a apresentação de duas dezenas de criações apoiadas pela Gulbenkian ao longo dos últimos anos e que, em alguns casos, nunca foram apresentadas em Portugal. Mostra com a curadoria de João dos Santos Martins.

Ver programação

A Fundação Calouste Gulbenkian reserva-se o direito de recolher e conservar registos de imagens, sons e voz para a difusão e preservação da memória da sua atividade cultural e artística. Caso pretenda obter algum esclarecimento, poderá contactar-nos através de [email protected].