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Tristany Mundu: «Eu não sou uma periferia, sou uma cidade à volta de outra cidade.»
Em Cidade à volta da Cidade, Tristany apresenta uma reflexão sobre identidade, território e criação artística fora dos centros convencionais. A partir da sua vivência na Linha de Sintra, o artista questiona o uso do termo «periferia», propondo uma nova centralidade cultural.
Com sete bandeiras, que podem ser vestidas, e uma narrativa audiovisual dividida em três vídeos, o projeto destaca a riqueza simbólica, afetiva e social de uma região muitas vezes invisibilizada. Tristany sublinha que, apesar da ausência de infraestruturas culturais formais, a Linha de Sintra é um dos maiores centros de produção cultural contemporânea, especialmente de música.
A obra celebra o «direito ao imaginário» e convida à criação de novas representações para estes territórios. Ao vestir bandeiras, o artista questiona o que significa representar uma identidade ou um lugar. Esta instalação é uma afirmação visual e política da Linha de Sintra como potência criativa.
BANTUMEN na Gulbenkian
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