Sons de Mudança para a participação cultural

Um grupo de jovens encontrou em Sons de Mudança um espaço para experimentar, criar e partilhar música. Apoiado pela iniciativa PARTIS & Art for Change, o projeto começou no Agrupamento de Escolas Marquesa de Alorna e ganhou vida no Teatro Avenidas, em Lisboa.
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01 out 2025 4 min
PARTIS & Art for Change

A transição do projeto Sons de Mudança para o Teatro Avenidas “permitiu alargar e receber outros jovens do território e até de fora do território”, explica Abel Arez, responsável pela direção artística do projeto. “O que pretendemos é dar-lhes oportunidades de criarem a sua própria arte, a sua música, os seus próprios espetáculos, e a partir daí, então, participar na vida cultural”.

E oportunidades não faltaram. Para Isaías Costa, o entusiasmo de participar no projeto vem de “criar músicas novas”. Já Folly Sallah nota a sua evolução na escrita das letras, e Joana Jordão, que começou na percussão e no canto, agora está “mais dedicada ao piano”.

Mais do que um espaço de ensaio, o projeto tornou-se um lugar de encontro e de libertação criativa. “O Abel ajuda-nos, dá-nos ideias e vai puxando pela nossa criatividade”, comenta Apollo Pimentel. “Tem-me feito muito bem, é uma maneira que, às vezes, eu uso para aliviar o stress.”

Para Abel Arez, a transformação em relação às primeiras sessões, em que “era difícil arrancar-lhes alguma coisa”, é visível: “A nossa maior dificuldade não é fazer com que eles criem, é fazer com que parem de criar, porque estão sempre cheios de ideias”. E acrescenta: “Sinto-os todos muito mais adultos, com mais capacidade de pensar, com uma grande capacidade criativa”.

Esse amadurecimento também se reflete no modo como os jovens se relacionam com os outros e na sua confiança. “Eu já era bastante sociável, mas agora sinto que multiplicou. Por exemplo, não conseguiria estar a fazer isto há um ano atrás: hoje em dia, estou numa entrevista, a falar com calma e tudo”, partilha Folly.

Entre beats improvisados, canções partilhadas e espetáculos em palco, os Sons de Mudança foram também sons de transformação – individuais, coletivos e comunitários. “Tenho a certeza que esta experiência fará deles sempre pessoas com mais capacidade de relação com a cultura e, sobretudo, mais confiança em si próprios para participarem da vida cultural”, conclui o diretor artístico.

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Conheça os projetos artísticos apoiados pela Fundação Calouste Gulbenkian, em parceria com a Fundação ‘la Caixa’, que demonstram o papel cívico das artes e da cultura na construção de comunidades mais sustentáveis, coesas e justas.
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