Participação cultural para o desenvolvimento local e comunitário
Fazer cultura é construir comuns. Essencialmente coletivas, as práticas culturais e artísticas existem ancoradas nas comunidades, reforçam sentimentos de pertença e contribuem para a melhoria dos territórios em que se inscrevem.
A conferência inaugural do Isto é PARTIS & Art for Change 2026 partiu desta noção expandida de prática cultural para debater a participação cultural e a sua relação com o desenvolvimento local e comunitário.
Eliana Sousa Silva, fundadora da Redes da Maré (Brasil) foi a oradora principal desta conferência, em que deu a conhecer o trabalho que esta ONG desenvolve num conjunto de favelas do Rio Janeiro. Um exemplo da relação indissociável entre as práticas culturais, a garantia de direitos básicos e o compromisso com o bem-estar das comunidades.
No painel seguinte, discutiu-se o papel das práticas artísticas e culturais para o fortalecimento de laços comunitários. A importância de construir e fazer crescer projetos a partir e dentro dos territórios foi debatida pelos representantes da Associação de Moradores PER11, Coletivo Espaço Invisível, Ecos Urbanos, Nossa Fonte e Kubata.
O segundo painel do dia focou-se nas influências mútuas entre território, comunidades e políticas públicas. Eliana Sousa Silva, Pedro Adão e Silva, Anabela Rodrigues e António Brito Guterres discutiram estratégias para fomentar o poder e o desenvolvimento local através da participação cultural e cívica.
A conferência terminou com uma sessão dinamizada por Virgílio Varela, onde as pessoas presentes foram convidadas a pensar em conjunto uma política para a participação cultural.
Os comentários finais ficaram a cargo da poeta Alice Neto de Sousa.