Peter Evans “Som Crescente” / Peter Evans, João Barradas e Demian Cabaud

Event Slider

CONDIÇÕES DE ACESSO

A Fundação Calouste Gulbenkian adotou as orientações da Direção-Geral de Saúde para prevenir a transmissão da Covid-19 em equipamentos culturais. Os espectadores são sentados com dois lugares de intervalo, sendo obrigatório o uso de máscara durante os espetáculos. Foram também implementadas normas rigorosas de higienização dos espaços. Conheça em detalhe todas as condições de acesso.


Programa

Peter Evans “Som Crescente” 

Após quatro edições da residência “Som Crescente” no espaço da Galeria Zé dos Bois, Peter Evans faz uma espécie de súmula de todo o trabalho desenvolvido aí, convidando para esta apresentação alguns dos músicos que estiveram presentes em sessões anteriores. Com a ideia base de criar uma “escola de música experimental” e as premissas louváveis de apoiar e promover a música local, pôr em contacto músicos de diferentes áreas e providenciar músicos em desenvolvimento com experiência do “mundo real” em várias áreas da criação musical, o workshop “Som Crescente” cobriu um espectro amplo de abordagens que passaram pela improvisação livre, pela música contemporânea, pelo jazz e bebop ou eletrónica. Organizados de acordo com uma lógica que permita ser bastante reveladora de todo esse processo, esta atuação do “Som Crescente” vai essencialmente dar voz aos seis músicos convidados por Evans, sob a batuta e apontamentos do próprio mas com um espaço e tempo primordialmente seus.

Ficha técnica

João Carlos Pinto: eletrónicas 
João Costa e de Almeida: trompete 
João Gato: saxofone 
João Valinho: bateria 
José Almeida: baixo 
Peter Evans: trompete 
Samuel Gapp: piano

 

ZONA: Peter Evans, João Barradas e Demian Cabaud

União entre o trompete de Peter Evans, o acordeão de João Barradas e o contrabaixo de  Demian Cabaud, esta formação algo atípica estreia-se neste palco. Expectativas altas para este encontro de três figuras com trajectos distintos mas todos eles bem referenciados nos meandros do jazz, da música improvisada ou contemporânea. 

Evans tem sido um dos mais activos e aclamados trompetistas das últimas duas décadas, num percurso sempre fascinante e aberto a novas possibilidades que levam a tocar com os mais diversos músicos e chegar a um fraseado e linguagem no instrumento tão reveladores quanto seus. Barradas é um acordeonista amplamente premiado e de currículo vasto por entre o jazz e a composição, tendo lançado este ano já dois álbuns – Solo I e Portrait – que se juntam a um espólio cuja aclamação generalizada em inúmeras frentes é tão justificada quanto nova para um músico com esse instrumento. Cabaud é um contrabaixista argentino sediado desde 2004 em Portugal e cuja música se expande por uma rede de colaborações que vão de Lee Konitz e Mário Laginha à presença na Orquestra Jazz de Matosinhos.


Peter Evans é um trompetista e compositor radicado em Nova Iorque desde 2003. Integra a ampla rede do panorama hibridizado da experimentação musical e o seu trabalho abrange um vasto leque de práticas musicais modernas e de tradições. Está comprometido com a natureza simultaneamente autodeterminada e colaborativa da improvisação musical como ferramenta de composição e trabalha na criação de música nova com um grupo de músicos e compositores que não cessa de se alargar.

É líder dos grupos Peter Evans Ensemble e Being & Becoming (com Joel Ross, Nick Jozwiak e Savannah Harris). Tem vindo a explorar o trompete a solo desde 2002 e é amplamente reconhecido como uma figura de referência na cena musical, tendo lançado vários álbuns ao longo da última década. É membro dos grupos Pulverize the Sound (com Mike Pride e Tim Dahl) e Rocket Science (com Evan Parker, Craig Taborn e Sam Pluta) e vive em constante experimentação com novas formações e com músicos com quem tem afinidade.

Foi comissionado, como compositor, pela International Contemporary Ensemble (ICE), Wet Ink, Yarn/Wire, pelo Donaueschingen Musiktage Festival, pelo Jerome Foundation's Emerging Artist Program e pela Doris Duke Foundation. Apresentou muitos dos seus trabalhos em festivais importantes por todo o mundo e anda frequentemente em tour com os seus grupos.

Trabalhou com algumas das figuras de proa da música contemporânea: John Zorn, Peter Broetzmann, Pauline Oliveros, Brian Ferneyhough, Kanye West, George Lewis, Anthony Braxton, Mary Halvorson, Ambrose Akinmusere, Weasel Walter, Ingrid Laubrock, Jeff “Tain” Watts, Tyshawn Sorey, Jim Black, Ikue Mori, Steve Schick e também toca com ICE e Wet Ink. Como intérprete de música erudita já tocou trabalhos de Varese, Xenakis, Bach, Stravinsky, Elliot Carter, Marcos Balter, Augusta Read Thomas, Roscoe Mitchell, entre outros.

Desde 2011 que Peter Evans tem lançado os seus trabalhos através da sua própria editora – More is More. O ano de 2020 ficará marcado pelo álbum de estreia de Being & Becoming, por um novo disco dos Peter Evans Ensemble, e ainda por um álbum com música de Natal a 3 pianos.

João Barradas é um dos mais conceituados e reconhecidos acordeonistas europeus, movendo-se, simultaneamente, entre a música Clássica, o Jazz e a música improvisada. Venceu alguns dos mais prestigiados concursos internacionais, dos quais se destacam, entre outros, o Troféu Mundial de Acordeão, que vence por duas vezes, o Coupe Mondale de Acordeão, o Concurso Internacional de Castelfidardo e o Okud Istra International Competition.

João Barradas é uma das figuras de maior destaque no acordeão Jazz, tendo gravado para a editora nova-iorquina Inner Circle Music e colaborado com diversos músicos de renome, nomeadamente Greg Osby, Gil Goldstein, Fabrizio Cassol, Mark Colenburg, Jacob Sacks, Sérgio Carolino, Pedro Carneiro, entre muitos outros. Em 2016 grava, com a editora nova iorquina Inner Circle Music, o seu primeiro álbum enquanto líder. “Directions” conta com a produção de Greg Osby e com as participações de Gil Goldstein e Sara Serpa. O grupo é formado por João Barradas (acordeão), André Fernandes (Guitarra), João Paulo Esteves da Silva (Piano), André Rosinha (Contrabaixo) e Bruno Pedroso (Bateria).

Demian Cabaud nasceu em Buenos Aires, Argentina, em 1977, numa família onde não havia músicos. Descobriu a música sozinho, aos 11 anos, e começou a mergulhar nela. Mais tarde apaixonou-se pelo som do contrabaixo e começou a estudar com Hernan Merlo, Miguel Angel Villarroel e, nos últimos 10 anos, com Alejandro Erlich Oliva. Em 2001 mudou-se para Boston, Massachusetts, depois de receber uma bolsa de estudos da Berklee College of Music, onde se graduou em maio de 2003. Em Boston, teve contacto e aprendeu com grandes mestres, começou a atuar com muitos músicos talentosos e uma digressão levou-o a Portugal. Em 2004 mudou-se para Lisboa e depois de 7 anos mudou-se para o Porto, onde vive com a sua família.

Demian é um artista muito ativo. Tocou e gravou com músicos como Lee Konitz, Joe Lovano, Chris Cheek, Mark Turner, Bill Mchenry, Rich Perry, Rick Margitza, Seamus Blake, Ohad Talmor, Miguel Zenon, Perico Sanbeat, David Schnitter, Maria Schneider, Kurt Rosenwinkel, Gilad Hekselman, Phil Grenadier, Darren Barret, Russ Johnson, Jason Palmer, Jason Moran, Bill Carrothers, Leão Genovese, Bernardo Sasseti, Albert Sanz, Mario Laginha, Maria João, Maria João, Theo Bleckman, Sheila Jordan, Ra Kalam Bob Moses, Jeff Williams, John Riley, Jorge Rossy, Gerald Cleavert, Francisco Mela, Dan Weiss, Ari Hoenig Ferenc Nemeth, John Hollenbeck, entre muitos outros.

É membro regular da prestigiada Orquestra Jazz de Matosinhos da OJM há 16 anos. Já tocou em mais de 60 discos e como líder lançou “Naranja” (TOAP Records, 2008), “Ruínas” (TOAP Records, 2010) e “How about you?” (TOAP Records, 2011), “En febrero” (Fresh Sound New Talent Records, 2013), “Off the ground” (Robalo records, 2016), “Astah” (Carimbo Portajazz, 2018), “A terra é de quem trabalha” (Carimbo Portajazz, 2018) e “Aparición” (Carimbo Portajazz, 2019).


JARDIM DE VERÃO

Num ano em que o Jardim Gulbenkian é, mais do que nunca, um lugar de liberdade, e num tempo marcado pelos desafios à fruição artística, o Jardim de Verão apresenta-se com uma programação transdisciplinar e verdadeiramente eclética, a cargo da ZDB (Galeria Zé dos Bois).

Pensado para “salvaguardar um espaço inclusivo, mantendo uma atenção particular ao usufruto individual”, o programa parte das qualidades do Jardim para explorar vários caminhos que passam pela instalação, pela performance e pela música.

 

Conheça a programação

 

 

A Fundação Calouste Gulbenkian reserva-se no direito de recolher e conservar registos de imagens, sons e voz para a difusão e preservação coletiva da memória da sua atividade cultural e artística. Caso pretenda obter algum esclarecimento, poderá contactar-nos através de [email protected]