Exposições futuras

Um olhar histórico sobre a coleção moderna e contemporânea da Fundação, um encontro singular entre dois artistas – Jorge Queiroz e Arshile Gorky, Visões de Dante, duas grandes exposições, uma dedicada a Hergé, pai de Tintim, e outra dedicada às artistas mulheres portuguesas, e as individuais de Hugo Canoilas e Fernão Cruz são as próximas propostas expositivas.

Hergé

A Galeria Principal do Edifício Sede será palco de Hergé, uma exposição que reúne uma importante seleção de documentos, desenhos originais e várias obras criadas pelo célebre autor de Tintin.

Apresentada pela primeira vez  no Grand Palais, em Paris e organizada em colaboração com o Museu Hergé de Louvain-la-Neuve, a mostra revela as múltiplas facetas de uma personalidade artística de referência, da ilustração à banda desenhada, passando pela publicidade, imprensa, desenho de moda e artes plásticas. Para os fãs e não só, uma oportunidade única de descobrir os tesouros dos estúdios Hergé: pranchas originais, pinturas, fotografias e documentos de arquivo.

Visões de Dante. O Inferno segundo Botticelli

A propósito das comemorações dos 700 anos da morte de Dante Alighieri (1265-1321), esta exposição vai dar a ver dois excecionais desenhos sobre pergaminho de Sandro Botticelli, alusivos ao «Inferno» d’A Divina Comédia, e também dois manuscritos de Jacopo della Lana e de Boccaccio, cedidos pela Biblioteca Apostólica Vaticana.

A mostra integra ainda um exemplar do manuscrito dantesco proveniente do acervo da Biblioteca Nacional de Portugal, que foi propriedade de Frei Manuel do Cenáculo, bem como um conjunto de obras da Coleção Calouste Gulbenkian. Uma escultura e desenhos de Rui Chafes, em estreita referência ao «Inferno» de Dante.

Tudo o que eu quero. Artistas Portuguesas de 1900 a 2020

Partindo do icónico autorretrato de Aurélia de Souza, pintado em 1900, apresenta-se uma seleção de artistas mulheres portuguesas desde o início do século XX até hoje, propondo uma reflexão focada num contexto de criação que durante muitos séculos foi quase exclusivamente masculino.

Estarão presentes 41 artistas de referência, como Maria Helena Vieira da Silva, Lourdes Castro, Paula Rego, Ana Vieira, Salette Tavares, Helena Almeida, Joana Vasconcelos, Maria José Oliveira, entre muitas outras. As obras, vinda de coleções públicas, particulares e também acervos de artistas,  incluem pintura, escultura, desenho, objeto, livro, instalação, filme e vídeo.

Aurélia de Souza (1866-1922), Autoretrato, 1900
Aurélia de Souza (1866-1922) Autoretrato, 1900
Helena Almeida (1934-2018), A casa, 1979
Helena Almeida (1934-2018) A casa, 1979

Histórias de uma Coleção. Arte Moderna e Contemporânea da Fundação Calouste Gulbenkian

Numa altura em que o Centro de Arte Moderna está encerrado para obras de renovação, esta mostra segue a linha de aquisições das obras ao longo dos anos, detendo-se nos seus momentos-chave e nas circunstâncias históricas e artísticas que fazem desta uma coleção ímpar, composta por nomes maiores da arte moderna e contemporânea nacional e com relevantes pontuações internacionais.

Esta coleção começou a ser constituída no final da década de 1950, com o objetivo de integrar exposições temporárias itinerantes dentro e fora de Portugal, fixou-se num edifício próprio em 1983 e conta, atualmente, com cerca de 12 mil obras.

Jorge Queiroz e Arshile Gorky

Um encontro imaginado entre dois artistas com uma obra singular: Jorge Queiroz e Arshile Gorky.

Jorge Queiroz é autor de um dos mais fascinantes universos artísticos no panorama atual da arte portuguesa e Arshile Gorky é considerado o «pai» do expressionismo abstrato americano do pós-guerra e uma referência fundamental da arte ocidental da primeira metade do século XX.

Hugo Canoilas

Hugo Canoilas apresenta um projeto concebido para a galeria de exposições temporárias do Museu Gulbenkian, prosseguindo uma investigação iniciada em 2020 em torno dos fundos marinhos, dos ambientes aquáticos e dos organismos primitivos que os habitam.

O artista, que vive e trabalha em Viena, propõe uma instalação intensa e sensorial, habitada por pinturas-esculturas, «novas formas de vida» em que a cor, as texturas-tessituras e a fluidez lhes confere uma qualidade quase alquímica, como se, sob o nosso olhar, estivessem em plena metamorfose.

Morder o Pó, de Fernão Cruz

Primeira exposição individual, em contexto institucional, de Fernão Cruz, um jovem artista que nos interpela com a formulação inquieta de uma pergunta sobre a morte, tão antiga quanto a humanidade.

Sendo a pintura um espaço de ficção exaltado pelo humor e por gestos expansivos, passa também a ser, neste projeto, intitulado Morder o Pó, porta basculante para outra dimensão: uma passagem estreita e um lugar escurecido onde a escultura fica em queda livre, num abismo insondável.