Desenho para mentes curiosas
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Data
- 10:30 / Cancelado 10:30 / Esgotado 10:30 – 12:00
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Local
Museu Calouste GulbenkianPonto de encontro: Átrio Biblioteca de Arte
Preço
- 12,00 €
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Desenho para mentes curiosas são oficinas concebidas pela artista plástica Catarina Dias. Nestas oficinas, explora-se o ato de desenhar.
Com a reabertura do Museu, voltamos a desenhar as obras de arte da Coleção Gulbenkian, descobrindo formas, cores e histórias escondidas em cada uma.
Mais do que um meio de expressão, o desenho é uma ferramenta de conhecimento, concentração e curiosidade, capaz de despertar a imaginação e reinventar o mundo à nossa volta.
As sessões são independentes entre si, não pressupondo continuidade e sendo a aquisição de bilhetes avulsa. Os participantes devem trazer os seus materiais de desenho.
Programa
Reencontro com um sorriso
Regressamos às oficinas dentro do Museu para nos encontrarmos com uma escultura que tem um sorriso muito contagiante: Flora, da autoria de Jean-Baptiste Carpeaux. Nesta sessão vamos estar atentos aos diferentes sentidos que o nosso corpo ativa durante o ato de desenhar. São precisamente esses sentidos que nos ajudam a explorar o mundo à nossa volta e a compreender melhor aquilo que observamos e desenhamos.
A constante transformação da paisagem
Nesta sessão, reencontramo-nos com obras impressionistas para trabalharmos o tema da paisagem e, sobretudo, a sua constante transformação. À semelhança dos artistas impressionistas, vamos observar como os elementos da paisagem se revelam de forma diferente a cada momento. Enquanto descobrimos que o nosso traço pode variar em resposta a essas transformações, exploramos dimensões como a gestualidade, o peso e a leveza.
Expressão e movimento
Como podemos desenhar algo que parece estar em movimento? Inspirados nas obras de William Turner, vamos explorar diferentes formas de representar ação, energia e emoção. Nesta sessão, experimentaremos linhas, formas e gestos que ajudam a dar vida aos desenhos e a expressar diferentes sensações.
O olho que pensa
Os artistas impressionistas inovaram o ato de pintar pois deram atenção ao próprio ato de observar! Procuravam captar, através da pintura, aquilo que os seus olhos observavam num determinado momento. Inspirados em obras impressionistas, nesta sessão vamos estar atentos, precisamente, ao ato de observar. Será que os nossos olhos também pensam?
Retratos com histórias
Os retratos ajudam-nos a descobrir pessoas e histórias de diferentes épocas. Cada rosto tem expressões e características que o tornam único. Nesta sessão, vamos observar alguns retratos da coleção do Museu Gulbenkian e explorar o que os torna singulares. Através do desenho, aprenderemos que são os pormenores fazem toda a diferença!
Uma outra forma de viver o tempo
Será possível viver o tempo enquanto estamos a desenhar? O que significa isso? Nesta sessão, vamos desenhar uma escultura e explorar as suas formas, proporções e linhas. Enquanto exploramos com calma todos esses pormenores, percebemos que o tempo pode transformar a nossa forma de criar.
Como se pudéssemos tocar
Sedoso ou áspero, liso ou rugoso, frio ou quente... Já alguma vez olhaste para uma pintura e tiveste a sensação de que só de olhar conseguias tocar o que nela estava pintado? Os artistas que pintam naturezas-mortas são especialistas em recriar texturas, cores e detalhes. Só pelo olhar parece que estamos a tocar nesses objetos. Nesta sessão, vamos observar uma obra de Fantin-Latour e descobrir como se representam as qualidades de diferentes texturas.
O diálogo entre o lugar e as coisas
Nesta sessão de desenho, vamos até à galeria das culturas islâmicas para descobrir extraordinárias lâmpadas de vidro, criadas há cerca de 700 anos. Chegaram até hoje intactas apesar de serem feitas inteiramente em vidro! Hoje, no Museu, vamos observá-las de perto e explorar as ligações que estabelecem com tudo o que as rodeia: a luz, a vista para o jardim e as outras obras de arte que habitam este espaço.
Direções e movimento
Será que um desenho pode ter movimento? Nesta sessão vamos explorar a ideia de movimento através de uma série de exercícios em que experimentaremos as direções das próprias linhas. O ponto de partida serão duas grandes fénixes orientais bordadas num tecido japonês com mais de 200 anos.
O desenho que vive dentro dos objetos
Há desenhos a viver dentro de objetos? Terão sido pintados, moldados ou esculpidos? Nesta sessão vamos observar peças de porcelana chinesa da coleção do Museu e descobrir as formas, os motivos e as histórias que guardam.
O retrato e o seu contexto
Nesta sessão vamos observar uma pintura cheia de elementos—o retrato de uma jovem que se chamava Elisabeth Lowndes-Stone—realizada pelo pintor Thomas Gainsborough. Perante tantos elementos presentes na pintura, coloca-se a pergunta: o que devemos desenhar primeiro? Esta pergunta dará mote a uma série de exercícios de desenho.
Um menino, um cupido
Ao observarmos um cupido esculpido por Carpeaux, vamos descobrir que desenhar pode ser como o trabalho de um detetive. Tudo começa com uma observação atenta: cada pormenor desperta novas perguntas e revela pistas sobre aquilo que estamos a ver. Quanto mais curiosos e atentos formos, mais conseguimos compreender a obra.
Ficha técnica
Conceção e orientação
Catarina Dias