“Qualquer paciente com cancro aguardava numa fila para evacuação. Atualmente, já não é assim.”
Diagnóstico, tratamento e cuidados paliativos oncológicos em Cabo Verde
O cancro é um dos principais desafios de saúde pública em Cabo Verde. Nos últimos dez anos, a parceria estabelecida com a Fundação Gulbenkian e alguns hospitais portugueses permitiu qualificar um maior número de profissionais de saúde, criar um novo polo oncológico na Ilha de São Vicente e desenvolver a investigação clínica.
Esta parceria resultou ainda numa redução muito significativa nas evacuações de doentes para hospitais portugueses. Com cerca de 500 novos casos por ano, Cabo Verde tem hoje uma capacidade reforçada de diagnóstico e de tratamento das doenças oncológicas.
Neste vídeo damos a conhecer alguns dos principais rostos da oncologia cabo-verdiana e os resultados alcançados, tanto na prática clínica como na investigação.
Nos testemunhos dos profissionais de saúde e dos investigadores há um objetivo comum: diagnosticar mais cedo e tratar localmente os casos de cancro, sem esquecer uma área da oncologia em que Cabo Verde lidera dentro dos PALOP—os cuidados paliativos.
O Ministério da Saúde cabo-verdiano e a Fundação Gulbenkian trabalham juntos desde 2016 para reforçar a capacidade de diagnóstico e tratamento das doenças oncológicas no país, através de projetos centrados na capacitação dos profissionais de saúde e na aquisição de equipamento clínico específico para os dois hospitais centrais.