Complexo Brasil

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Data

14 nov 2025 – 17 fev 2026

Local

Galeria Principal e Galeria do Piso Inferior Fundação Calouste Gulbenkian

Preço

Gratuito – Menores de 18
25% – Menores de 30
10% – Maiores de 65

Cartão Gulbenkian:
Gratuito – Menores de 30, sábados, 18:00 – 21:00
50% – Menores de 30
20% – Maiores de 65
10% – 30 a 64

Reunindo obras de arte, vídeos, peças musicais e documentos vários, a exposição complexo brasil propõe uma viagem pela cultura brasileira, procurando problematizar as relações seculares entre o Brasil e Portugal e promovendo o diálogo entre os dois países. 

Com curadoria de José Miguel Wisnik, Milena Britto e Guilherme Wisnik, a exposição não é concebida como uma simples mostra de objetos, mas como uma travessia de experiências que pretende dissolver estereótipos e abrir novas perspetivas de entendimento.

Projetada por Daniela Thomas, a mostra ocupa as duas galerias do Edifício Sede da Fundação Calouste Gulbenkian, e é acompanhada por um programa de atividades paralelas e por uma publicação, que amplifica a investigação realizada pela equipa curatorial.

Esta exposição contém conteúdos inadequados para crianças e suscetíveis de ferir a sensibilidade dos visitantes.

Artistas em exposição

Abdias do Nascimento, Albert Eckout, Alfredo Volpi, Aline Motta, Ana Elisa Egreja, Anita Ekman, Anna Mariani, Arjan Martins, Arnaldo Antunes, Arthur Bispo do Rosário, Augusto de Campos, Bárbara Wagner, Bruno Faria, Bruno Lyfe, Caetano Dias, Caio Aguiar, Cândido Portinari, Carlos Vergara, Cassio Vasconcellos, César Oiticica, Chicico Alkmim, Cildo Meireles, Clarissa Tossin, Claudia Andujar, Cristiano Mascaro, Dalton Paula, Damião Barros, Denilson Baniwa, Desali, Djanira da Motta e Silva, Eduardo Clark, Eleonore Koch, Elian Almeida, Emerson Rocha, Emmanuel Nassar, Fernanda Liberti, Gê Viana, Geraldo de Barros, Giselle Beiguelman & Lucas Bambozzi, Glicélia Tupinambá, Gustavo Caboco, Hélio Oiticica, Henrique Oliveira, Igi Ayedun, Ione Saldanha, Jaider Esbell, Jean Baptiste Debret, Joaquim Codina e José Freire, Jonathas de Andrade, Julio Bittencourt, Kika Carvalho, Lalo de Almeida, Larissa de Souza, Lenora de Barros, Leonardo Finotti, Lina Bo Bardi, Lucas Almeida, Lucio Costa, Luis Donisete Benzi Grupioni, Luiz Knud Correia de Araújo, Luiz Sacilotto, Luiz Zerbini, Lygia Clark, Lygia Pape, Marcia Xavier, Marepe, Mario Fontenelle, Maureen Bisilliat, Maxwell Alexandre, Mestre Didi, Mira Schendel, Modesto Brocos, Montez Magno, Mulambo, Nelson Kon, Nelson Leirner, Nuno Ramos, Pedro Américo, Priscila Rezende, René Burri, Roberto Burle Marx, Rogerio Reis, Rommulo Vieira Conceição, Rosana Paulino, Rubem Valentim, Sandra Nanayna, Sergio de Souza, Thays Chaves, Theodor de Bry, Thomaz Farkas, Tiago Sant'Ana, Tunga, Uýra Sodoma, Waldemar Cordeiro, Wyllis de Castro


Publicações


Biografias


Textos dos curadores / artistas

José Miguel Wisnik, Milena Britto e Guilherme Wisnik

A exposição complexo brasil é, como o seu próprio símbolo chamativo, uma flor sedutora e áspera que nos atrai para dentro de seu fundo insondável. Um convite à experiência de atravessamentos, sujeita às fricções e ao risco, à admiração e ao espanto, ao horror e ao fascínio.

Partimos do princípio de que o que se chama de Brasil (que se compõe de muitos brasis) é a resultante complexa de uma ação colonial de grandes proporções e consequências em que Portugal arrastou Áfricas para a América e tomou para si essa imensa terra indígena. O que foi chamado de descobrimento é um ato de força que encobre essa origem traumática. A exposição propõe-se a desencobrir o encobrimento dos brasis e a dispor a portugueses e brasileiros, num espelho comum que nos implica, a perspectiva de um desencobrimento recíproco. Nele, fundem-se a violentação apropriadora e o remoinho de experiências humanas em processo de cruzamento e de arrebentação que vêm bater em nós hoje.

Assumimos o país como um mosaico racial e cultural de grande potência: um complexo de biomas, de etnias, de culturas, de tempos, de lógicas, de línguas, de religiões, de processos econômicos. Afirmamos um valor forte da vida brasileira: o poder de incorporação, ou seja, de uma relação com o mundo em que não se tira o corpo fora, da qual são exemplos o manto tupinambá, o Manto da Apresentação de Arthur Bispo do Rosário, os parangolés de Hélio Oiticica. Neles está contido, de alguma forma, um enredo do Brasil. Enfatizamos as retomadas estéticas e políticas dos criadores e pensadores indígenas e pretos. Ao mesmo tempo, e por isso mesmo, trazemos à tona as realidades estruturais que fazem o país desigual e violento.

Na trama das muitas linguagens criativas envolvidas na vida brasileira, reconhecidas pela sua capacidade de problematizar e encantar o mundo, a exposição espera enfrentar o desafio do complexo brasil – essa droga que parece atuar enigmaticamente como veneno quando parece remédio, e como remédio quando parece veneno.


Ficha técnica

Curadoria

José Miguel Wisnik 
Milena Britto 
Guilherme Wisnik 

Cenografia

Daniela Thomas
Maristella Pinheiro

Projeto gráfico

José Albergaria
Kiko Farkas

Mecenas

Apoio

A Fundação Calouste Gulbenkian reserva-se o direito de recolher e conservar registos de imagens, sons e voz para a difusão e preservação da memória da sua atividade cultural e artística. Caso pretenda obter algum esclarecimento, poderá contactar-nos através do formulário Pedido de Informação.

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