Ciranda: Saberes
Anna Zêpa e Maria Giulia Pinheiro
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Data
- 18:00 / Cancelado 18:00 / Esgotado quinta, 18:00
Local
Sala 1 Fundação Calouste GulbenkianEm três rodadas, artistas leem ou interpretam obras de autoras e autores já falecidos, resgatando as suas poéticas através da palavra falada. A proposta cruza tradição e contemporaneidade, ativa memórias e abre espaço para outras narrativas.
Nesta edição, os saberes convocados vêm de pensadoras e pensadores da geografia brasileira cujas obras não ocupam, necessariamente, as estantes da «literatura», mas cujos legados são centrais para ajudar a compreender os brasis.
Nesta edição, André Tecedeiro lê Estamira (GO), Gisela Casimiro lê Stella do Patrocínio (RJ), Izabelle Louise lê Nêgo Bispo (PI), Natacha Campos lê Carolina Maria de Jesus (MG) e Tatiana Salem Levy lê Jaider Esbell (RO). Além das pessoas leitoras convidadas, teremos também microfone aberto mediante inscrição durante o evento.
Este evento faz parte da programação complementar da exposição complexo brasil, com curadoria de José Miguel Wisnik, Guilherme Wisnik e Milena Britto.
Biografias
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André Tecedeiro
Poeta, dramaturgo e artista plástico. É licenciado em Pintura (FBAUL) e em Psicologia (FPUL). É mestre em Artes Plásticas e em Psicologia do Trabalho. Publicou oito livros de poesia em Portugal, Brasil, Colômbia e Espanha, entre os quais A Axila de Egon Schiele (Porto Editora, 2020), recomendado pelo Plano Nacional de Leitura. Os seus poemas estão representados em mais de vinte revistas literárias e antologias. Escreveu sete peças para teatro, estreando em 2025 O Lago dos Cisnes (Teatro do Vão, CCB); Começar Tudo outra Vez (Raquel André e Tonan Quito, Culturgest ) e Trote Torto (Ana Luena & José Miguel Soares).
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Anna Zêpa
Anna Zêpa (Natal, 1983) é poeta e artista nas expressões de literatura, cinema e teatro. Tem 4 livros publicados: Primeiro Corte (2013), aconvivênciadosnossosrastros (2015), Da perda à pedra a queda é livre (2016 e 2024) e Instantes Manhãs (2019). Além do Ciranda, integra os projetos literários 37GRAUS (espetáculo literário-musical), Litheratório (laboratório sonoro poético) e Jusante (álbum poético-musical com nomes do slam brasileiro). Tem letras em parcerias musicais com Kiko Dinucci, Meno Del Picchia, Zé Nigro e Jonathan Silva. É mestranda em Desenvolvimento de Projeto Cinematográfico na ESTC/IPL e sócia-fundadora da Rabo de Olho Filmes.
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Gisela Casimiro
Gisela Casimiro (Bissau, 1984) é artista, escritora, tradutora, oradora e activista. Publicou Erosão, Giz e Estendais. Assinou as peças Casa com Árvores Dentro e Vida: Uma Aplicação. Apoiou a dramaturgia de Blackface, de Marco Mendonça, e a criação de Belonging, de Raquel André. Traduziu Thomas Sankara, Audre Lorde, Miss Major Griffin-Gracy, Julian Knxxx, e Stella Nyanzi. Expôs obras no Armário, Balcony, ZDB, Galerias Municipais do Porto, Lisboa e Almada, MACE, Appleton e Museu Afro-Brasil Emanoel Araújo. Integra a colecção António Cachola. Cofundou a UNA – União Negra das Artes.
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Izabelle Louise
Izabelle Louise nasceu entre o mangue e o mar, entre Fortaleza e Itarema (1996, Ceará, Brasil), entre a palavra e a imagem. É descendente do povo indígena Tremembé e Doutoranda em Belas-Artes pela Universidade de Lisboa, com período de mobilidade académica na Hochschule für bildende Künste Hamburg. Investiga e cria a partir da relação entre cinema indígena e encantaria, que tem nomeado como imagem encantada.
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Maria Giulia Pinheiro
Maria Giulia Pinheiro (São Paulo, 1990) é criadora, dramaturga, encenadora e agitadora cultural. Doutoranda na Universidade de Coimbra, recebeu o Prémio Nova Dramaturgia de Autoria Feminina em 2022. É autora de seis livros de poesia e dramaturgia e atua como diretora artística da FALA. Criadora de espetáculos como Viemos Roubar os Vossos Maridos (2025) e de projetos performativos como Todo Mundo SLAM (2019–2025), Slam no CAM (2025–2026) e Ginginha Poética (2019–2025), também desenvolve espaços formativos como o Núcleo de Dramaturgia Feminista (2017–2025) e o ZONA lê (2014–2025). O seu trabalho tem sido apresentado no Brasil, na Europa e em África.
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Natacha Campos
Natacha Campos é filha de pais angolanos nascida no final dos anos de 1990 e tem habitado as linguagens da dança, teatro e performance. A sua pesquisa foca no confronto entre o visível e o invisível, o íntimo e o público, numa tentativa de encontrar os denominadores comuns no aparentemente antagónico.
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Tatiana Salem Levy
Tatiana Salem Levy é escritora, investigadora na Universidade NOVA de Lisboa e colunista do jornal Valor Econômico. Publicou os romances A Chave de Casa (Prémio São Paulo de Literatura), Dois Rios, Paraíso, Vista Chinesa e Melhor não contar. É também autora de dois livros infantis, Curupira Pirapora (Prémio FNLIJ) e Tanto Mar (Prémio ABL), do ensaio A experiência do fora: Blanchot, Foucault e Deleuze e do livro O Mundo Não Vai Acabar, que reúne crónicas publicadas desde 2014. Eleita pela revista britânica Granta para a seleção dos 20 melhores jovens escritores brasileiros, os seus livros já foram publicados em 16 países.
Organização
A Fundação Calouste Gulbenkian reserva-se o direito de recolher e conservar registos de imagens, sons e voz para a difusão e preservação da memória da sua atividade cultural e artística. Caso pretenda obter algum esclarecimento, poderá contactar-nos através do formulário Pedido de Informação.