Chamamento do Manto Tupinambá

Glicélia Tupinambá

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Data

  • 15:00 / Cancelado 15:00 / Esgotado sábado, 15:00

Local

Galeria Principal

Preço

Gratuito – Menores de 18
25% – Menores de 30
10% – Maiores de 65

Cartão Gulbenkian:
Gratuito – Menores de 30, sábados, 18:00 – 21:00
50% – Menores de 30
20% – Maiores de 65
10% – 30 a 64

O Chamamento do Manto é um cerimonial concebido por Glicélia Tupinambá no qual se convoca a presença ancestral e a força espiritual do povo Tupinambá.

Num momento de inflexão da sua vida e do seu trabalho, Glicélia ouviu, em sonhos, o chamamento do manto ancestral, considerado um parente, um ente vivo, e foi à procura dos mantos que estavam confinados há séculos em instituições europeias. Passou a confecionar mantos com técnicas ancestrais indígenas, com o propósito de um resgate cultural e espiritual de seu povo. 

Mais do que uma celebração pelo regresso material de um objeto, O Chamamento do Manto é um rito de reativação: um chamamento às forças originárias, um gesto de cura e continuidade, e uma afirmação dos direitos culturais, espirituais e territoriais dos Tupinambá.

O ritual inclui a apresentação do filme Pena por Pena: o Manto em Movimento (2021), de Glicélia Tupinambá e Fernanda Liberti. 

Este evento faz parte da programação complementar da exposição complexo brasil, com curadoria de José Miguel Wisnik, Guilherme Wisnik e Milena Britto. 


Biografias


Programa

Pena por Pena: o Manto em Movimento (2021), 8´57

Glicélia Tupinambá e Fernanda Liberti
O vídeo reanima a potência ritual e política do Manto Tupinambá, transformando-o em corpo e território com o som dos pássaros. Realizado em diálogo entre a artista e liderança Tupinambá e a cineasta, o trabalho desloca o manto de sua condição museológica – como artefacto imóvel, testemunho do passado – para lhe restituir a vitalidade de um corpo coletivo. Em lugar de objeto-sagrado, aprisionado em vitrines, o que vemos é o renascimento de uma tecnologia espiritual: o movimento das penas, o sobrevoo pelo território da Serra do Padeiro e o ritmo da filmagem devolvem ao manto a sua função de envolver, proteger, cantar e  afirmar a existência do povo Tupinambá.

Ficha técnica

Imagem

Glicélia Tupinambá, Pouso do Manto Feminino – Embaixador em Veneza, abril de 2024. Foto: Jéssica Tupinambá

A Fundação Calouste Gulbenkian reserva-se o direito de recolher e conservar registos de imagens, sons e voz para a difusão e preservação da memória da sua atividade cultural e artística. Caso pretenda obter algum esclarecimento, poderá contactar-nos através do formulário Pedido de Informação.

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