A Boca do Atlas

De Gaya de Medeiros e Ary Zara

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“Arquivos pessoais, da dança e do nu artístico, cruzando-se nos corpos de duas pessoas trans. A performance é um estudo que pensa a nudez e, por vezes, a sua relação social de antagonismo na subjetivação das corpas. Chacoalhar os arquétipos por dentro e criar tensionamentos subtis entre o quotidiano e a história, o público e o privado, o erotismo e a política. E se eu pudesse entrar na sua vida (sem roupas)?”

— Gaya de Medeiros e Ary Zara

A disseminação de nus artísticos no início do século XX serviu de mote ao convite dirigido a diferentes artistas que recorrem ao nu no seu trabalho coreográfico. De que forma os nus de hoje ecoam os do início do século? O que pode ser, hoje, uma dança livre?

Estas questões atravessam A Boca do Atlas, de Gaya de Medeiros e Ary Zara, que aqui se apresenta em estreia absoluta, sucedendo a e dialogando com a performance No body never mind, 002, de Ana Borralho & João Galante, apresentada no mesmo dia. No final, é realizada uma conversa com os quatro artistas e moderação de João Manuel de Oliveira.

Também no mesmo dia, sob o tema das Danças livres, é apresentada a performance Coração-mão, de Sofia Neuparth, interpretada por alunos da Escola de Dança do Conservatório Nacional.

*Espetáculo com nudez integral.
Com sessão aberta de desenho ao vivo – CORPAÇAS – dinamizada por Queer Art Lab e Lisbon Drawing Club.

Imagem © Mário Bettencourt. BRABA Plataforma

Ary Zara (1986, Lisboa) é artista multidisciplinar trans não binário. Estreou a sua primeira curta no Indie Lisboa 2022, An Avocado Pit, e foi premiado em festivais como o BFI, AFI Fest, Clermont Ferrand, e outros. Diretor criativo do Queer Art Lab — plataforma que apoia artistas LGBTQI+ e a comunidade. É ativista, atuando a solo e com Isaac dos Santos em T Guys Cuddle Too. Mais recentemente, integrou a plataforma BRABA como performer.

Gaya de Medeiros (1990, Belo Horizonte) é artista multidisciplinar e produtora. Durante 9 anos, foi bailarina da Cia de Dança do Palácio das Artes (BR). Em Portugal, colaborou com diversos criadores da dança, performance e do teatro. Encenou dois espetáculos, BAqUE e Atlas da Boca, que foi eleito um dos melhores de 2021 pelo Jornal Expresso. Fundou a BRABA.plataforma, que visa apoiar, viabilizar e financiar iniciativas da comunidade Trans.

dança não dança

Este evento insere-se no ciclo de (re)performances, filmes e conversas que constitui o primeiro eixo do programa dança não dança – arqueologias da Nova Dança em Portugal. Saber mais


Ficha técnica

Criação

Ary Zara e Gaya de Medeiros

Gestão

Irreal

Encomenda e produção

dança não dança / Fundação Calouste Gulbenkian

A Fundação Calouste Gulbenkian reserva-se o direito de recolher e conservar registos de imagens, sons e voz para a difusão e preservação da memória da sua atividade cultural e artística. Caso pretenda obter algum esclarecimento, poderá contactar-nos através do formulário Pedido de Informação.

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