Ação Climática

A Fundação Calouste Gulbenkian está comprometida com a urgência da ação climática, procurando promover uma sociedade de baixo carbono, mais resiliente e mais preparada para as alterações globais do futuro.

 

A humanidade enfrenta hoje uma crise climática sem precedentes, com efeitos devastadores em praticamente todos os fatores essenciais para o desenvolvimento sustentável, desde a saúde pública, o emprego, o acesso a água potável, a segurança na oferta alimentar ou até mesmo o abrigo seguro.

Nos últimos anos, vários países enfrentaram períodos de seca extrema, as temperaturas atingiram máximos históricos em vários pontos do globo e, em 2019, os eventos atmosféricos extremos causaram, em média, um desastre natural por semana. Os impactos como perda massiva de biodiversidade, colapso dos ecossistemas naturais ou extinção de espécies rapidamente se alastram para incluir a migração de milhões de pessoas em todo o mundo, o aumento dos níveis de pobreza extrema e das desigualdades, as quebras na produção e segurança alimentar, a destruição de postos de trabalho e os graves problemas de saúde pública.

Para a comunidade científica é consensual a urgência de limitar o aumento da temperatura abaixo dos 1,5°C até ao final do século de forma a evitar impactos catastróficos e irreversíveis na humanidade. Isto implica reduzir as emissões de dióxido de carbono em 45% até 2030, o que envolve uma profunda transformação ao modelo económico atual, ainda altamente dependente de energia e materiais.

Não foi necessário esperar mais uma década e muito menos pelo final do século. A pandemia de Covid-19, a maior crise humanitária da nossa geração, veio reforçar como a nossa relação com a natureza pode constituir uma enorme ameaça à saúde pública em termos globais. Atualmente, mais de 75% das novas doenças infeciosas têm origem na vida selvagem e os cenários das alterações climáticas previstas para a Europa vêm potenciar o risco da introdução ou reintrodução de várias doenças transmitidas por vetores, como é o caso da malária, dengue, leishmania, encefalite europeia ou doença de Lyme.

A Fundação Calouste Gulbenkian está fortemente comprometida com a urgência da ação climática, procurando intervir em projetos que promovam uma sociedade de baixo carbono, mais resiliente e mais preparada para as alterações globais do futuro.

Os eixos prioritários centram-se em:

  • Reconhecer e potenciar soluções climáticas, ao nível global, que se destaquem pela sua originalidade, inovação e impacto;
  • Apoiar a transição para modelos de produção e consumo mais sustentáveis, tais como a economia circular ou a bioeconomia, procurando potenciar a utilização da tecnologia na resolução de problemas ambientais; 
  • Reforçar o conhecimento, as capacidades, os valores e as atitudes necessárias para viver, desenvolver e suportar uma sociedade sustentável e eficiente no uso dos recursos;
  • Aumentar a perceção pública através de comunicação de qualidade por forma a promover práticas individuais, coletivas e organizacionais mais amigas do ambiente. 

 

Conheça os projetos