11 Maio 2020 Museu Calouste Gulbenkian

Museu Calouste Gulbenkian reabre no Dia Internacional dos Museus

O Edifício da Coleção do Fundador reabre ao público a 18 de maio com um programa comemorativo online que inclui música, dança, performances, depoimentos, visitas fora de horas e conversas com artistas e responsáveis de museus nacionais e internacionais.

O Dia Internacional dos Museus é, este ano, motivo de uma  dupla celebração já que coincide com a data de reabertura do Museu Gulbenkian. De modo a cumprir as regras de distanciamento impostas pela pandemia, há limitações no número de visitantes da Coleção do Fundador e da exposição temporária A Idade de Ouro do Mobiliário Francês. A Coleção Moderna permanece de portas fechadas, antecipando o encerramento previsto para as obras de remodelação que vão ligar o edifício da Coleção Moderna ao novo Jardim Gulbenkian.

O programa que assinala a reabertura do Museu inicia-se sábado, dia 16 às 11:00, com a inauguração de uma exposição participativa virtual, composta por meia centena de obras escolhidas pelo público, na sequência do desafio lançado nas redes sociais Curador por um dia. No domingo, 17 de maio, às 11:00, é dado a ouvir um conto persa – O Leão e a Lebre -em farsi e em português, a partir de um livro da coleção islâmica de Calouste Gulbenkian.

No dia 18, Dia Internacional dos Museus, às 11:00, Penelope Curtis, diretora do Museu Gulbenkian, dá as boas-vindas a todos os visitantes numa visita online em direto pelas galerias do Museu.

A partir das 11:3o e pelo dia fora, apresentam-se  curtos depoimentos vídeo no Instagram da Fundação Gulbenkian com obras para deixar o sol entrar. Resultam de um desafio lançado a alguns profissionais, que garantem o funcionamento diário do Museu e que lidam diretamente com as obras, para escolherem uma obra capaz iluminar estes tempos incertos.

A curadora Jessica Hallett  dá início a um ciclo de conversas que envolve artistas, convidados e responsáveis de Museus.  Às 11:30 reúne-se com Diana Pereira, Farhad Kazemi, Shahd Wadi, todos eles envolvidos no projeto O Poder da Palavra – uma iniciativa que pensa os museus como espaços de múltiplas leituras, convocando a comunidade local para investigar obras do Médio Oriente. A conversa, em inglês, incide sobre o tema Quantas vozes tem um museu?.

Às 15:00, Penelope Curtis junta-se a Manuel Fontán del Junco (diretor da Fundación Juan March, Espanha) e Katarina Pierre (diretora do Bildmuseet da Umeå University, Suécia)  para responder à questão: E agora que as portas reabrem? Numa conversa moderada por Maria Vlachou (Acesso Cultura) debatem os desafios que os museus enfrentam e apresentam as suas propostas para o futuro. O debate é em inglês.

Às 18:00, os artistas Ângela Ferreira, Hugo Canoilas e Horácio Frutuoso e a curadora Rita Fabiana refletem, noutro painel, sobre o tema Tempos certos e tempos incertos: que museu para um tempo de incerteza?

Ao longo do dia são apresentados espetáculos de música, dança e performances gravados nos espaços da Fundação Gulbenkian.

O programa  encerra com uma visita fora de horas, às 21:30, pelas galerias do Museu pela voz dos curadores João Carvalho Dias e Ana Vasconcelos.

 

Programa completo