Oncologia em Cabo Verde

Projeto para a capacitação do sistema de saúde e melhoria dos cuidados aos doentes oncológicos

Projeto para a capacitação do sistema de saúde, que surge na sequência de uma solicitação do Ministério da Saúde de Cabo Verde como resposta ao aumento das doenças ditas não comunicáveis no país.

O projeto tem como objetivo contribuir para a redução da mortalidade associada ao cancro do colo do útero e da mama, através da melhoria do diagnóstico precoce e do tratamento das lesões pré-malignas e malignas.

A Fundação Calouste Gulbenkian apoiou os dois hospitais principais do país – Agostinho Neto na Praia, em 2013 e Baptista de Sousa no Mindelo, em 2016 – com a aquisição de dois mamógrafos de última geração para melhoria da capacidade de diagnóstico de cancro da mama no país. Em 2010, a Fundação apoiou a aquisição do primeiro equipamento de Tomografia Computorizada (TAC) de Cabo Verde para o Hospital Dr. Agostinho Neto, na cidade da Praia.

O projeto piloto “Rastreio de base populacional do cancro do colo do útero em Cabo Verde” decorreu entre março de 2016 e junho de 2017 e formou quatro médicos especialistas – dois ginecologistas e dois anatomopatologistas – e cinco técnicos de anatomia patológica, deu-se formação nas cidades da Praia e Mindelo a todos os ginecologistas cabo-verdianos, 26 médicos e 30 enfermeiros responsáveis pelo rastreio, e procedeu-se à aquisição de equipamento essencial ao diagnóstico e tratamento de pequenas lesões (colposcópios e aparelhos de eletrocirurgia) que permitiu o teste das metodologias de rastreio, a implementar a nível nacional em três concelhos, num total de quase 2.600 mulheres, detetando e tratando 174 mulheres com lesões pré-malignas.

No 2.º semestre de 2017 realizou-se a formação adicional de uma equipa cirúrgica (um médico e uma enfermeira) do Hospital Dr. Agostinho Neto no IPO do Porto, e adquiriu-se um isolador a instalar no Hospital Dr. Agostinho Neto que permitirá a manipulação e preparação com segurança e qualidade de medicamentos citotóxicos.

O projeto é gerido e financiado pela Fundação Calouste Gulbenkian, numa parceria com a Direção Nacional de Saúde de Cabo Verde e a Direção Geral de Saúde de Portugal, e a colaboração técnica da Liga Portuguesa Contra o Cancro, Instituto de Patologia e Imunologia Molecular da Universidade do Porto e os Institutos Portugueses de Oncologia Dr. Francisco Gentil de Coimbra e Lisboa.

Atualização em 18 Dezembro 2018