Tchaikovsky / Rachmaninov / Mussorgsky

Concertos de Domingo

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Música e Ciência: Paula Duque

Viagem ao interior das plantas

Como se relacionam a música e a ciência? Numa parceria com o Instituto Gulbenkian de Ciência, em cada Concerto de Domingo um investigador é convidado a apresentar um tema que relaciona as duas áreas.

As bruxas têm a reputação de conhecerem bem os poderes ocultos das plantas, que utilizam nos seus feitiços, sortilégios e poções mágicas. Também os cientistas se interessam pelas plantas e tentam desvendar os segredos que elas encerram. Paula Duque, investigadora no Instituto Gulbenkian de Ciência, irá mostrar como descobertas feitas nas plantas têm sido cruciais para o avanço da ciência e falar do potencial da biologia molecular das plantas para resolver os enormes desafios que a humanidade enfrenta atualmente.

 


Programa

Orquestra Gulbenkian
Nuno Coelho Maestro
Jonathan Roozeman Violoncelo
Vasco Dantas Piano
Maja Plüddemann Comentadora

Piotr Ilitch Tchaikovsky (1840 – 1893)
Variações sobre um tema rococó, para violoncelo e orquestra, op. 33
Tema: Moderato assai quasi andante
Var. 1: Tempo della Thema
Var. 2: Tempo della Thema
Var. 3: Andante sostenuto
Var. 4: Andante grazioso
Var. 5: Allegro moderato
Var. 6: Andante
Var. 7 e Coda: Allegro vivo

As Variações sobre um tema rococó para violoncelo e orquestra, foram compostas por Piotr Ilitch Tchaikovsky entre 1876 e 1877. A obra foi estreada em Moscovo, a 18 de novembro de 1877, pelo violoncelista e dedicatário da obra Wilhelm Fitzenhagen. Pretensamente autorizado para tal, Fitzenhagen alterou substancialmente o manuscrito antes da estreia, tendo introduzido modificações na parte do solista: eliminou uma variação e subverteu a ordem das restantes, bem como o posicionamento das cadências. Foi nessa versão adulterada (e afinal não autorizada pelo compositor) que as Variações foram publicadas e interpretadas desde 1878. Só em 1941 seria finalmente publicada e estreada em público a versão original. Utilizando uma orquestra de efetivo reduzido, à maneira do século XVIII, é uma obra estilisticamente inspirada em W. A. Mozart, constituindo uma demonstração do quanto Tchaikovsky admirava o compositor clássico austríaco.

 

Sergei Rachmaninov (1873 – 1943) 
Rapsódia sobre um tema de Paganini, op. 43
Introdução: Allegro vivace –
Var. 1: (Precedente)
Tema: L’istesso tempo
Var. 2: L’istesso tempo
Var. 3: L’istesso tempo
Var. 4: Più vivo
Var. 5: Tempo precedente
Var. 6: L’istesso tempo
Var. 7: Meno mosso, a tempo moderato
Var. 8: Tempo I
Var. 9: L’istesso tempo
Var. 10: L’istesso tempo
Var. 11: Moderato
Var. 12: Tempo di minuetto
Var. 13: Allegro
Var. 14: L’istesso tempo
Var. 15: Più vivo scherzando
Var. 16: Allegretto
Var. 17: Allegretto
Var. 18: Andante cantabile
Var. 19: L’istesso tempo
Var. 20: Un poco più vivo
Var. 21: Un poco più vivo
Var. 22: Un poco più vivo (Alla breve)
Var. 23: L’istesso tempo
Var. 24: A tempo un poco meno mosso

Sergei Rachmaninov foi o último grande representante do Romantismo tardio russo e a sua produção forneceu um contributo notável para o repertório do piano. A última criação nesse âmbito, a Rapsódia sobre um tema de Paganini, foi composta no verão de 1934 e estreada a 7 de novembro desse ano, em Baltimore, com a Orquestra de Filadélfia e o compositor ao piano, sob a direção de Leopold Stokowski. Fundindo o princípio da variação com o do concerto em três andamentos, Rachmaninov elaborou uma série de 24 variações sobre o tema do último dos 24 Caprichos de Paganini, peças que já anteriormente tinham motivado a elaboração de transcrições e variações para piano por parte de Liszt, Schumann e Brahms.

 

Modest Mussorgsky (1839 – 1881) 
Uma noite no monte calvo

Apesar da sua curta vida, Modest Mussorgsky produziu obras de grande impacto no universo musical russo do final do século XIX. No verão de 1867, dedicou-se à composição de obras para orquestra e completou o poema sinfónico Uma noite no monte calvo. O processo de escrita foi complexo e moroso, tendo tido início em 1860, quando o Barão Georgy Mengden, colega de Mussorgsky no exército, escreveu uma peça teatral. Numa das cenas é apresentado um encontro de bruxas para invocar o diabo. Pensa-se que essa foi a génese do poema sinfónico, tentando a música traduzir e enfatizar a invocação do sobrenatural na noite do solstício de verão. A obra não foi apresentada na altura e Mussorgsky reformulou-a duas vezes, a primeira em 1872, com a adição de um coro, e a segunda em 1880, para a ópera A feira de Sorochyntsi, que ficaria incompleta. Foi esta versão que serviu de base à orquestração de Rimsky-Korsakov, estreada com sucesso em 1886, sob a forma de fantasia sinfónica. Passadas algumas décadas, a obra ganharia popularidade planetária ao ser incluída no clássico do cinema de animação Fantasia, de Walt Disney.


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