Orquestra Gulbenkian

Foi em 1962 que a Fundação Calouste Gulbenkian decidiu estabelecer um agrupamento orquestral permanente, no início constituído apenas por doze elementos (Cordas e Baixo Contínuo), originalmente designada por Orquestra de Câmara Gulbenkian. Esta formação foi sendo progressivamente alargada, contando hoje a Orquestra Gulbenkian (denominação adoptada desde 1971) com um efectivo de sessenta e seis instrumentistas, que pode ser pontualmente expandido de acordo com as exigências dos programas executados.

Esta constituição, permite à Orquestra Gulbenkian a abordagem interpretativa de um amplo repertório que abrange todo o período Clássico, uma parte significativa da literatura orquestral do século XIX e muita da música do século XX. Obras pertencentes ao repertório corrente das grandes formações sinfónicas tradicionais, nomeadamente a produção orquestral de Haydn, Mozart, Beethoven, Schubert, Mendelssohn ou Schumann, podem assim ser dadas pela Orquestra Gulbenkian em versões mais próximas dos efectivos orquestrais para que foram originalmente concebidas, no que respeita ao equilíbrio da respectiva arquitectura sonora interior. Em cada temporada, a Orquestra realiza uma série regular de concertos no Grande Auditório Gulbenkian, em Lisboa, em cujo âmbito tem tido ocasião de colaborar com alguns dos maiores nomes do mundo da música (maestros e solistas), actuando igualmente em diversas localidades do País, cumprindo desta forma uma significativa função descentralizadora.

No plano internacional, por sua vez, a Orquestra tem vindo a ampliar gradualmente a sua atividade, tendo até agora efetuado digressões na Europa, Ásia, África e Américas. Mais recentemente, apresentou-se no Festival Enescu (13 de Setembro de 2011) e visitou a Arménia pela primeira vez, onde tocou dois concertos em Yerevan (15 e 16 de Setembro de 2011), em ambas as ocasiões sob a direção do maestro Lawrence Foster. Em Julho de 2013, apresentou-se no Festival Kissingen Sömmer (Alemanha) com o maestro Lawrence Foster e em Outubro realizou uma digressão à China com concertos em Macau, Cantão e Pequim, sob a direção de Paul McCreesh.

No plano discográfico, o nome da Orquestra Gulbenkian encontra-se associado às editoras Philips, Deutsche Grammophon, Hyperion, Teldec, Erato, Adès, Nimbus, Lyrinx, Naïve e Pentatone, entre outras, tendo esta sua actividade sido distinguida desde muito cedo com diversos prémios internacionais de grande prestígio.

Entre os últimos projectos discográficos, refira-se a primeira gravação mundial do Requiem de Salieri e um registo com obras de Ligeti, Kodály e Bartók, e uma nova colaboração com a pianista Sa Chen editada em 2012, e mais recentemente uma gravação com a violinista Arabella Steinbacher editada já em 2013, todas elas sob a direção do Maestro Lawrence Foster e para a Pentatone. A Orquestra Gulbenkian lançou um disco dedicado ao público juvenil – Pedro e o Lobo, de Prokofiev, O Carnaval dos Animais, de Saint Saëns e Guia da Orquestra para Jovens, de Britten –, sob a direcção de Joana Carneiro, editado em 2011. Como parte das comemorações do seu 50.º aniversário, a Orquestra Gulbenkian gravou três CDs onde atuam como solistas instrumentistas da orquestra, sob a direção de Lawrence Foster, Joana Carneiro e Pedro Neves. As comemorações da data foram celebradas ao longo da temporada 2012-2013 e incluíram muitas outras iniciativas, incluindo concertos especiais e uma exposição.

O Maestro Lawrence Foster foi responsável pela direcção artística do agrupamento entre 2002-2003 e 2012-2013, acumulando as funções de Maestro Titular. Claudio Scimone, que ocupou este último cargo entre 1979 e 1986, foi nomeado em 1987 Maestro Honorário. Joana Carneiro detêm o títulos de Maestrina Convidada desde as temporadas de 2006-2007 e Susanna Mälkki foi nomeada Maestrina Convidada Principal, começando a exercer estas funções em 2013-2014. Paul McCreesh foi nomeado Maestro Principal da Orquestra Gulbenkian a partir de 2013-2014.