Temporada 26/27
A primeira temporada com a assinatura do novo diretor da Gulbenkian Música, Fredrik Andersson, apresenta mais de 120 espetáculos, entre setembro de 2026 e junho de 2027.
A Orquestra e o Coro Gulbenkian são os pilares de uma programação que conta com alguns dos mais notáveis intérpretes da atualidade e que dará a ouvir concertos sinfónicos, música coral, música de câmara, recitais, cine-concertos e músicas do mundo.
A programação vai cruzar grandes obras do repertório clássico com outras menos conhecidas do grande público, incluindo criações contemporâneas, algumas encomendadas a compositores nacionais e internacionais, que assinalam os 70 anos da Fundação Gulbenkian e que serão apresentadas em estreia absoluta.
Agenda Brochura
É para mim uma grande honra apresentar a minha primeira temporada como Diretor da Gulbenkian Música. Ao longo da história, a Humanidade tem utilizado a música como um meio para expressar os sentimentos mais profundos – alegria, desespero, esperança ou saudade – tanto em momentos de celebração como de luto.
É tarefa do músico comunicar e partilhar todas estas emoções com o público. Estou encantado por, na próxima temporada, termos a oportunidade de receber um grande número de artistas convidados extraordinários, todos com uma capacidade única de nos tocar profundamente.
Receberemos personalidades bem conhecidas, que já nos visitaram várias vezes, como Grigory Sokolov, András Schiff, Matthias Goerne e Evgeny Kissin. Para além destes mestres excecionais, teremos também a oportunidade de conhecer músicos notáveis que partilham a mesma capacidade única de cativar o público: nomes como Jeanine De Bique, Seong-Jin Cho ou Inmo Yang atuam em todo o mundo, e estou certo de que nos proporcionarão momentos inesquecíveis.
A base do nosso trabalho assenta, naturalmente, nos nossos próprios agrupamentos, a Orquestra e o Coro Gulbenkian. Semana após semana, estes músicos e coralistas dedicados e talentosos trabalham incansavelmente para oferecer experiências enriquecedoras ao nosso público.
A temporada 26/27 inclui, naturalmente, várias obras de grandes mestres como Bach, Haydn, Mozart, Brahms e Bruckner – música intemporal dos gigantes da história, amada por tantos. Outros compositores bem conhecidos são Liszt, Berlioz, Chostakovitch, Prokofiev, Bartók e Stravinsky – autores com vozes próprias que moldaram a história da música. Para além destes nomes célebres, a temporada apresenta também compositores que, por várias razões, permaneceram na sombra, pelo que teremos a oportunidade de conhecer música de Fanny Mendelssohn-Hensel, Grażyna Bacewicz, Gideon Klein, Louise Farrenc ou Rodion Shchedrin – artistas extraordinários e singulares que nos interessa destacar.
É também um prazer especial dar espaço à música de Joly Braga Santos, um dos mais relevantes compositores portugueses do século XX, com a interpretação da sua música de bailado Encruzilhada e da poderosa Quarta Sinfonia.
Para que uma instituição musical como a Gulbenkian Música se mantenha relevante hoje, é essencial que também reflita o nosso tempo. A capacidade do ser humano se expressar através da música está em constante evolução, e é com grande entusiasmo que anunciamos várias estreias mundiais nesta temporada. O compositor finlandês Sebastian Fagerlund criou uma grande obra para coro e orquestra, que será o grandioso final da temporada. Para celebrar o 70.º aniversário da Fundação Calouste Gulbenkian, convidámos três compositores a escrever novas obras para nós. Carlos Caires e Hawar Tawfiq irão enriquecer o repertório da Orquestra, enquanto Andreia Pinto Correia escreveu uma nova obra para o Coro. Deste modo, celebramos a tradição e olhamos ao mesmo tempo para o futuro. Falando em música nova, destacamos também dois compositores que se têm feito notar ao longo do último século. György Kurtág e Betsy Jolas nasceram em 1926 e, enquanto escrevo estas palavras, continuam ambos altamente ativos e criativos.
O seu centenário será celebrado com três concertos, ao longo de uma semana, em setembro.
É sempre fascinante conhecer música de outras culturas. No ciclo Músicas do Mundo, ouviremos música original de diferentes países, incluindo Coreia do Sul, Argentina e Irão. Trata-se de uma oportunidade fantástica para os ouvintes descobrirem música com sonoridades e expressões completamente diferentes da tradição ocidental mais comummente acessível.
O ciclo Música de Câmara da temporada anterior teve um sucesso imediato. De novo, através de programas interessantes e variados, teremos a oportunidade de conhecer músicos excecionais num contexto mais intimista. Neste ciclo, o repertório mais divulgado convive com obras menos familiares. Encontramos também programas diversificados no ciclo de música de câmara que os próprios músicos da Orquestra Gulbenkian trazem ao Grande Auditório. Alguns deles, também se apresentarão como solistas nos populares Concertos de Domingo.
O Coro Gulbenkian continua a explorar o repertório coral sob a direção da sua Maestra Titular, Martina Batič, em três concertos temáticos a cappella. Estes concertos e os recitais de música de câmara dos solistas da orquestra são também de grande importância para fortalecer e desenvolver o nível artístico dos agrupamentos. Tanto o coro como a orquestra mantêm um nível artístico muito elevado, mas têm sempre a ambição de se desenvolverem ainda mais. É por isso uma enorme alegria anunciar que renovámos o nosso compromisso de colaboração com os nossos dois Maestros Titulares, Hannu Lintu e Martina Batič, até 2030. Trabalhar de perto e de forma intensa com dois maestros tão requisitados e respeitados garante-nos experiências musicais extraordinárias.
Por fim, gostaria de agradecer a todos vós que vêm fielmente à Gulbenkian para assistir aos nossos concertos. Existimos por vós e é um privilégio ter um público tão entusiasta e empenhado. Queremos que cada concerto seja um oásis no quotidiano de quem nos visita.
Tenho esperança de que se sintam curiosos em relação a tanto que temos para oferecer e que, com mente aberta, se atrevam a explorar o que talvez ainda esteja por descobrir, para além das obras já conhecidas e amadas.
Fredrik Andersson
– Diretor da Gulbenkian Música
Orquestra e Coro Gulbenkian
No centro da Gulbenkian Música encontram-se os seus dois agrupamentos artísticos residentes, a partir dos quais é definida uma importante parte da programação, que conta com a liderança de maestros e solistas de grande prestígio internacional.
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Grandes Intérpretes
Todos os anos, o Ciclo Grandes Intérpretes traz à Gulbenkian Música um conjunto de artistas e agrupamentos de exceção, capazes de revelar com grande conhecimento e apuro técnico a plena amplitude de cada obra, proporcionando-lhe um fôlego renovado em cada interpretação.
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Piano
Num mundo cada vez mais sobrecarregado de estímulos, poucos haverá que se tornem tão únicos e memoráveis como a experiência de assistir à performance de um pianista de primeiro plano, sozinho em palco, entregue à música e a um instrumento de recursos quase ilimitados.
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Coro Gulbenkian
Este ciclo de três concertos a cappella, sob a direção da maestra Martina Batič, permitirá ao público apreciar esta expressão única da música vocal e testemunhar a versatilidade e a qualidade técnica e artística do Coro Gulbenkian.
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Concertos de Domingo
A ligação à música deve começar cedo e os Concertos de Domingo, comentados em ambiente descontraído e pensados para famílias, convidam à descoberta dos intérpretes, compositores e obras como “Sonho de Uma Noite de Verão”, “A Bela Adormecida” ou “West Side Story”.
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Met Opera Live
Verdadeiro fenómeno de popularidade, o ciclo Met Opera Live garante a transmissão em direto para o Grande Auditório Gulbenkian das extraordinárias produções da Metropolitan Opera, em Nova Iorque, como “Otello”, “Così fan tutte” ou “Parsifal”.
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Músicas do Mundo
O Ciclo Músicas do Mundo traz à Gulbenkian Música intérpretes de várias latitudes e sonoridades de diversas culturas e civilizações. Ao longo do ano, passarão pelo Grande Auditório músicos e agrupamentos de países como Coreia do Sul, Portugal, Itália, Argentina ou Irão.
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Música de Câmara
Com seis recitais ao longo da temporada, este ciclo permitirá ao público da Gulbenkian Música contactar com um repertório fascinante, propício a uma musicalidade intimista e a uma exploração mais subtil e detalhada dos instrumentos e da relação entre si.
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