Desenvolver Capacidades: repensar o valor social da cultura

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Qual o papel social da arte? Embora a questão seja debatida desde a época de Platão, tem vindo a ganhar novo folego na sociedade atual. Parece cada vez mais claro o papel que a arte pode desempenhar para a aquisição de competências e confiança do indivíduo, assim como para fortalecer a inclusão social ou o sentimento de comunidade.

O que poderá isto significar para os artistas, investigadores ou decisores políticos? Será que implica sobrecarregar a cultura com obrigações sociais desadequadas? Ou será uma questão de reinventar as relações entre os criadores de arte e quem a experiencia – reconhecendo que a antiga fronteira entre estes grupos é agora permeável?

Estas serão as questões exploradas nesta conferência internacional, coorganizada pela Fundação Calouste Gulbenkian e pelo Traction, um projeto de investigação interdisciplinar que desenvolve novas tecnologias digitais para a cocriação de óperas com as comunidades de Barcelona, Dublin e Leiria – Estabelecimento Prisional para Jovens.

A par com os representantes das instituições parceiras do projeto Traction e do seu coordenador François Matarasso, esta conferência juntará convidados de outras entidades com trabalho desenvolvido na área – como Luís Sousa Ferreira (23 Milhas e Teatro Nacional D. Maria II), Maria Vlachou (Acesso Cultura), António Miguel (Maze) ou Ana Rita Barata e Pedro Sena Nunes (Vo’arte) – para refletir sobre o modo como a arte participativa pode ajudar a desenvolver capacidades e talentos individuais e fortalecer os direitos humanos.

No fim da conferência, será apresentado um concerto com artistas profissionais envolvidos no projeto Ópera na Prisão, que interpretarão árias de Mozart.

Conferência co-organizada pela Fundação Calouste Gulbenkian e pelo projeto Traction. O projeto Traction é financiado pelo programa Horizonte 2020 da Comissão Europeia.

 

Língua Gestual Portuguesa
Carolina Silva, Sandra Faria, Sofia Figueiredo


TRANSMISSÃO


Programa

Moderação:
Vanessa Rodrigues

09:30   Abertura

Luís Jerónimo, Fundação Calouste Gulbenkian

09:40   Introdução

François Matarasso, investigador e artista comunitário

10:00   A missão das instituições culturais

Valentí Oviedo, Gran Teatre del Liceu, Barcelona

10:45   Coffee break

11:15   Opera na Prisão

Paulo Lameiro, Sociedade Artística Musical dos Pousos, Leiria

12:00   As instituições no desenvolvimento de capacidades

Maria Vlachou, Acesso Cultura, Lisboa
Richard Willacy, Birmingham Opera Company, Inglaterra

13:00   Pausa para almoço

14:30   Nós da cultura / Cultural communiTIES

Luís Sousa Ferreira, 23 Milhas e Teatro Nacional D Maria II, Lisboa

15:15   As pessoas no desenvolvimento de capacidades

Raquel Gomes e David Ramy, Sociedade Artística Musical dos Pousos, Leiria
Ana Rita Barata e Pedro Sena Nunes, Vo’Arte, Lisboa

16:00   Coffee Break

16:30   Novas tecnologias no desenvolvimento de capacidades

António Miguel, Maze, Lisboa
Camille Donegan, Virtual Reality Ireland, Irlanda
James Bingham, Irish National Opera, Irlanda

17:30   Notas Finais

Mikel Zorrilla, Vicomtech, Espanha

18:30   Cocktail

19:30   Concerto O prisioneiro Mozart


BIOGRAFIAS

Ana Rita Barata nasceu em 1972. Estudou Dança clássica e moderna na Escola Superior de Dança de Lisboa (Portugal) e no European Dance Development Centre em Arhnem (Holanda). Enquanto intérprete, trabalhou com diversos coreógrafos consagrados, como Paulo Ribeiro, Yoshiko Chuma, Carolyn Carlson, Wim Vandekeybus, Benoit La Chambre, Steve Paxton, Samuel Louwick/Alain Platel, entre outros. Trabalhou com Pedro Sena Nunes a partir de 1994 na criação de projetos e espetáculos transdisciplinares junto de diversas comunidades com características especiais. É diretora artística da Vo’Arte desde 1997. Destaca-se a cocriação da CiM – Companhia Integrada Multidisciplinar.

António Miguel é fundador da MAZE e responsável pelo trabalho de Desempenho Governamental e pelas áreas de investimento através do fundo MSM, do qual é sócio gerente. Trabalhou na área de investimentos de impacto durante mais de 10 anos no Reino Unido, Canadá e na Europa. É, também, professor de Investimentos de Impacto na Nova School of Business and Economics e anteriormente foi analista na Social Finance no Reino Unido. Tem um mestrado em Administração de Empresas pela Católica Business School e é um Global Shaper do Fórum Económico Mundial. O seu lema é que 99 não é igual a 100.

Camille é uma consultora de Realidade Virtual premiada e produtora de conteúdos com uma carreira de 15 anos tanto na área das tecnologias como nas artes (teatro, cinema, rádio). Entre os seus projetos mais recentes contam-se: Emperor 101, da The Performance Corporation – uma peça de teatro de Realidade Viva/Virtual apresentada no Dublin Theatre Festival e no SXSW em Austin, Texas; The Dala Project da Adaptas Training – uma série de 360 filmes incorporados para o CAMHS (Serviços de Saúde Mental para Crianças e Adolescentes no âmbito de saúde, segurança e ambiente - SSA) destinado a ajudar adolescentes que sofrem de ansiedade, e a Solas VR – uma aplicação de meditação de realidade virtual disponível nos auriculares Oculus e Pico. Além disso, é membro fundador da Eirmersive (ver www.eirmersive.com) – a voz do setor tecnológico imersivo na Irlanda. Em parceira com a Virtual Reality Ireland desde 2017, produziram em conjunto conteúdos de Realidade Virtual (RV) e de Realidade Aumentada (RA) para os mais diversos setores. Orgulham-se de fazer parte do consórcio TRACTION e de trabalhar em Out of the Ordinary / As an nGnách.

Nasceu em Havana (Cuba), em 1978. Iniciou os estudos de música em 1988 na Escola de Artes Manuel Saumell, em Havana. Em 1994, começou a fazer Teatro na Escola Nacional de Artes de Cuba, até 1998. Foi nesse ano que integrou o Grupo Teatro Estudio – um grupo essencial na história do teatro cubano do século XX. Entre os anos 1999 e 2001, esteve ligado à Escola Internacional de Cine e T.V. de Havana, onde fez alguns workshops com Fernando Pérez, reconhecido realizador cubano, e Harry Hook, reconhecido realizador inglês. Trabalhou como ator em cinema com o ICAIC - Instituto de Cinema de Cuba, nos filmes "Violeta" (coprodução com o México,1997), "Miel para Ochún" (2000), "Nada+" (2001) e "Miradas" (2001). Em 2003, participou na média-metragem "Un tanto %", do realizador César Fernandez, na Alemanha. Entre 2005 e 2007, trabalhou em Madrid com o grupo Minimal Teatro, do diretor de teatro Miguel Ponce. Vive em Leiria desde 2008, onde trabalha com a SAMP nos projetos Jardim das Artes e Berço das Artes, e como professor de teatro dos alunos do ensino oficial. Trabalha, também, com os grupos de teatro "O Nariz" e "libélula teatro", e é professor de guitarra no Colégio da Cruz d´Areia.

François Matarasso trabalha na área das artes comunitárias desde 1981 como artista, investigador, professor, decisor político e escritor. O seu relatório de 1997, ‘Use or Ornament?’, consagrou conceitos decisivos de política cultural. Entre 2011 e and 015, produziu diversos livros sobre áreas subvalorizadas da vida cultural sob o título coletivo de “Regular Marvels”.  O seu último livro “A Restless Art – How participation won and why it matters” foi publicado em 2019. Trabalhou em cerca de 40 países e foi professor honorário no Reino Unido e na Austrália. É um dos parceiros do projeto europeu Traction (2020-22) que se dedica a pesquisar formas de a tecnologia apoiar a inclusão social através da cocriação de óperas.

James Bingham foi descrito pelo Sunday Times como ‘messiânico despudorado’ relativamente à inclusão e acessibilidade da música clássica. Em Novembro de 2018, James Bingham juntou-se à equipa da Ópera Nacional Irlandesa como seu produtor de Estúdio e Trabalho de Divulgação, com o objetivo de desenvolver uma ampla variedade de projetos para envolver novos públicos com óperas. James trabalhou como coordenador de projetos no departamento de educação em Glyndebourne, e como coordenadora do grupo coral da Opera North sediada em Leeds, onde dirigiu cerca de mil crianças por semana numa série de projetos diferentes para a empresa. James trabalhou como regente de coro independente e animador para organizações como o Brighton Festival Youth Choir, a Catedral de Sheffield, Only Boys Aloud e The National Children’s Choir da Grã-Bretanha. James tem um mestrado em direção coral do Royal Welsh College of Music & Drama, onde estudou com o mestre de coro da BBC, Neil Ferris. Também publica comentários no blogue senseofpitch.com e foi um dos quatro finalistas do prémio Young Influencer of the Year Award 2018 h100 em conjunto com The Hospital Club e The Arts Desk. James também canta atualmente como tenor com o coro de câmara New Dublin Voices.

Diretor do Programa Gulbenkian Desenvolvimento Sustentável desde janeiro 2020. Integra a Fundação Calouste Gulbenkian desde 2006, tendo trabalhado entre 2009 e 2010 na Delegação do Reino Unido da Fundação. Foi gestor de projetos (2011-2016) e Diretor Adjunto (2017-2018) do Programa Gulbenkian Desenvolvimento Humano, coordenando projetos na área da inovação social e investimento de impacto. Em 2019 foi Diretor do Programa Gulbenkian Coesão e Integração Social e do Programa Gulbenkian Sustentabilidade. É atualmente membro do Board of Directors da European Venture Philanthropy Association e Administrador não executivo da MAZE, uma startup dedicada ao investimento de impacto criada pela Fundação Calouste Gulbenkian. É licenciado em Filosofia pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, tendo concluído em 2013 o INSEAD Social Entrepreneurship Programme e em 2015 o General Management Programme na Judge Business School da Universidade de Cambridge.

Luís Sousa Ferreira é diretor do 23 Milhas, projeto que agrega os quatro espaços culturais do município de Ílhavo, e é também adjunto da direção artística do Teatro Nacional D Maria II. Entre 2019 e 2020, foi consultor artístico da candidatura Braga’27 e diretor artístico do projeto Aldear, abrangendo os 11 municípios da região do Tâmega e Sousa.  Participou como membro do Conselho Consultivo da representação de Portugal à Expo 2020 Dubai e, também, como membro do Grupo de Trabalho da DG ARTES (Ministério da Cultura) para o Aperfeiçoamento do Modelo de Apoio às Artes, entre 2019 e 2021. Acumula, com a actividade profissional, a actividade de docente na ESAD das Caldas da Rainha, no curso de Programação e Produção Cultural. Foi fundador e Diretor do festival BONS SONS, entre 2006 e 2019, e comissário do Caminhos do Médio Tejo, programa cultural em rede integrando 13 municípios, entre 2016 e 2018. Diplomado em Design Industrial pela ESAD.CR, assumiu a coordenação de produção e desenvolvimento da experimentadesign entre 2009 e 2015. Anteriormente, entre 2006 e 2009, trabalhou no Centro de Estudos de Novas Tendências Artísticas (CENTA) como produtor cultural e foi cofundador do colectivo‐mente. É cronista regular na revista Gerador.

Consultora em Gestão e Comunicação Cultural. Membro fundador e Diretora Executiva da associação Acesso Cultura, o qual promove o acesso físico, social e intelectual à participação cultural. Autora do blogue bilingue (pt/en) Musing on Culture, onde escreve sobre cultura, artes, museus, gestão e comunicação cultural e acesso. Gestora da página de Facebook Museum texts / Textos em Museus e cogestora do blogue Museums and Migration. Participou no projecto europeu RESHAPE – Reflect, Share, Practice, Experiment, sendo membro do grupo “Arts and Citizenship”. Foi Diretora de Comunicação do São Luiz Teatro Municipal (2006-2012) e Responsável de Comunicação do Pavilhão do Conhecimento – Ciência Viva (2001-2006) em Lisboa. Membro dos corpos gerentes do ICOM Portugal (2005-2014) e editora do seu boletim. Foi consultora do Museu Arpad Szenes – Vieira da Silva e da Comissão Cultural da Marinha. Colaborou com os programas Descobrir e Próximo Futuro da Fundação Calouste Gulbenkian. Fellow e membro do ISPA – International Society for the Performing Arts (2018, 2020). Alumna do DeVos Institute of Arts Management at the Kennedy Center for the Performing Arts (Washington, 2011-2013); Mestre em Museologia pela University College London (1994), tendo realizado estágios no Petrie Museum of Egyptian Archaeology e no Natural History Museum; Licenciada em História e Arqueologia (Universidade de Ioannina, 1992).

Mikel Zorrilla é licenciado em Engenharia de Telecomunicações, tem uma pós-graduação em Ciências Informáticas e um Doutoramento intitulado Tecnologias Interoperáveis para Serviços de Meios de Comunicação Multi-dispositivo”. O Dr. Zorrilla é o diretor do Departamento de Meios Digitais e Comunicações na Vicomtech e organizou e participou em vários projetos de investigação e inovação nacionais e internacionais. Atualmente, coordena o projeto H2020 TRACTION, onde se explora a cocriação de ópera como uma via para a inclusão social e cultural. Também participa num projeto colaborativo de interação multi-utilizador num ambiente de Realidade Aumentada (H2020 ARETE). Tem gerido a parte técnica e científica da FP7 MediaScape, desenvolvendo tecnologias para criar e adaptar serviços multimédia multi-dispositivo. Tem participado no projeto HBB4ALL, tratando dos serviços de comunicação interativos para televisões conectadas. O seu principal trabalho de investigação centra-se nas tecnologias de comunicação interativas, normas em matéria de meios de comunicação, gestão de fluxo de trabalho de vídeo e tecnologias 5G. O Dr. Zorrilla é, desde 2018, Professor Associado na Universidade de Deusto em tecnologias multimédia (2014). É Professor Associado na UOC (Universitat Oberta de Catalunya) na área das Tecnologias Multimédia.

Etnomusicólogo, pedagogo, comunicador e criativo português natural de Leiria. Depois de uma breve carreira como Barítono, tendo cantado a solo e integrado o Coro do Teatro Nacional de São Carlos em Lisboa, dedicou-se ao ensino e assumiu a direção de várias escolas de música, nomeadamente o Conservatório Nacional de Lisboa, o Orfeão de Leiria e a Escola de Artes SAMP em Pousos. É especialmente a partir desta sua aldeia natal que desenvolve, desde 1992, projetos de educação e produção artística para a primeira infância, de que se destacam Berço das Artes, Músicos de Fraldas, Concertos para Bebés e Pinhal das Artes. Tem vindo a interessar-se mais recentemente pelas práticas artísticas com a comunidade, de que sobressaem projetos como Ópera na Prisão, com reclusos, Novas Primaveras para pessoas idosas, Il Trovatore ou os Roma do Lis com comunidades de etnia cigana. Foi membro fundador, e integrou o primeiro Conselho Científico, do Instituto de Etnomusicologia da Universidade Nova de Lisboa – FCSH, tendo publicado como etnomusicólogo em várias revistas da especialidade. Integrou ainda a Comissão de Liturgia e Música Sacra da Diocese de Leiria-Fátima, e foi o fundador e maestro titular durante 12 anos da Schola Cantorum Pastorinhos de Fátima. Em 2018 assumiu a coordenação executiva da Rede Cultura, tendo sido o responsável pela candidatura de Leiria a Capital Europeia da Cultura 2027.

É pai do Simão e da Natércia, e tem como passatempo a criação de carpas KOI para quem gosta de olhar demoradamente.

Paulo Lameiro recebeu vários prémios ao longo da sua carreira, incluindo um prémio da Câmara Municipal de Leiria (1993), Mérito Profissional do Ano pelo Rotary Club de Leiria (1998), o "Prémio Afonso Lopes Vieira" atribuído pelo semanário Região de Leiria (1998 e 2017), profissional mais relevante na área da Cultura pelo Rádio Clube de Leiria (1999), YEAH! Prémio Inovação (2013) e Prémio "Afonso Lopes Vieira" (2014) como Director Artístico da Musicalmente; Prémio ACESSO CULTURA (2016), Prémio COESÃO da Fundação Calouste Gulbenkian (2017) e Prémio de Melhores Práticas no Envelhecimento Activo - Categoria Vida+ Envelhecimento@Coimbra (2018), como Director Artístico da SAMP.

Pedro Sena Nunes é diretor, produtor, fotógrafo, professor e programador. Terminou o curso de Cinema depois de frequentar Engenharia de Máquinas. Foi cofundador da Companhia Teatro Meridional, onde é responsável pela área do audiovisual. Entre Barcelona, Lyon, Sitges, Budapeste, Lisboa e Florença participou em cursos e workshops de cinema, fotografia, vídeo, teatro e escrita criativa. Realizou documentários, ficções e trabalhos experimentais em cinema e vídeo e produziu mais de 100 spots publicitários para a televisão e rádio. Foi bolseiro de várias instituições – Fundação Calouste Gulbenkian, Universidade de Ciências de Lisboa, Pépenières, Visions. Tem sido convidado a participar em conferências nacionais e internacionais. Foi júri em concursos e festivais de fotografia, teatro, design, dança e cinema, dos quais se destaca o Instituto Cinema e Audiovisual (ICA). Foi fundador do Teatro Meridional, Ananti.pt, Apordoc e Associação Portuguesa de Realizadores e é diretor artístico da Associação Vo’Arte e consultor de outras associações e projetos artísticos pontuais.

Nos últimos 14 anos tem-se dedicado simultaneamente à área da pedagogia, criando e dirigindo laboratórios dedicados à criação e experimentação, tanto documental como ficcional. Foi professor convidado na Escola de Teatro e Cinema (ESCT) , Dance Forum, Instituto Piaget, Ana Wilson School, Oficina de Cinema e Vídeo de Glasgow (GFVW), Centro em Movimento (C.E.M.) e EITC (Escola Técnica de Imagem e Comunicação). Ressalta-se a sua colaboração como consultor na reforma do ensino artístico, um trabalho feito em colaboração com o Ministério da Educação.

Raquel Gomes é Coordenadora de Projetos Comunitários na SAMP (Sociedade Artística Musical dos Pousos), professora de música, terapeuta expressiva e doula do final de vida. Nascida em 1972, Sé Nova, Coimbra, a Raquel Gomes é casada com o Nuno e mãe do Tiago e do Simão e é doula de final de vida. Academicamente tem o título de Professora de Música e Terapeuta Expressiva, mas na verdade a sua verdadeira escola, curso, mestrado ou doutoramento provém da universidade da Vida, do contacto diário com o Outro. Quando através da sua Arte entra numa pediatria, numa unidade de Dor, numa unidade de Cuidados Paliativos, numa unidade de Psiquiatria, num Bairro Cigano, numa Prisão, com um familiar de um recluso, com um Idoso, com um acamado, com bebés e suas famílias. A paixão pelas Artes e pelo Ser Humano fazem-na compreender que a Vida é curta de mais para ser desperdiçada. Vive de Sonhos e Sonha em Viver a Vida. Olha para Morte com o mesmo carinho e respeito com que olha para Vida. Encontra na sua Espiritualidade, Família e Amigos o seu Porto Seguro.

Richard Willacy é o Diretor Geral da Birmingham Opera Company. É responsável por dirigir, produzir e avaliar diversos projetos de grande envergadura voltados para o exterior, incentivando ativamente novos formatos e envolvendo novos públicos nas áreas de Ópera, Teatro-Música Experimental, Novas Escritas, Trabalho de Campo Específico, Digital, Teatro, Dança e projetos participativos, financiados através de diversas iniciativas, tais como ERDF, ESF, ACE, Câmara Municipal, Lotaria, instrumentos de vizinhança, trusts e fundações e rendimentos de trabalho. A Birmingham Opera Company pretende realizar óperas que cheguem a todos, refletindo a cidade onde vivem – através do público, dos artistas e das histórias que contam. O seu trabalho pioneiro atrai constantemente novos e diferentes públicos. Dispondo de recursos muito limitados, trabalham no sentido de atrair alguns dos artistas mais interessantes do mundo a Birmingham para criar um espetáculo de grande dimensão num espaço extraordinário.

O catalão Valentí Oviedo é diretor cultural e diretor geral do Grande teatro del Liceu deste maio de 2018. Licenciado em Gestão e Administração de Empresas pela Universidade Autónoma de Barcelona, Oviedo tem um MBA, IESE e uma pós-graduação em Controlo de Gestão. Colaborou como Professor de Finanças e Marketing no Mestrado e, Gestão Cultural da Universidade de Barcelona e da Universidade Internacional da Catalunha. Foi membro da direção da Associação de Profissionais de Gestão Cultural e da Associação Cultural "El Galliner" de Manresa. Em 2008 chefiou o Teatro Kursaal em Manresa, cargo que manteve até 2013 quando passou a assumir a direção do Auditório de Barcelona. Em 2016 foi nomeado diretor do Instituto de Cultura de Barcelona.

Vanessa Rodrigues é jornalista, documentarista e professora universitária. Doutorada em Estudos de Comunicação para o Desenvolvimento, centrando-se em documentário social, jornalismo e contra esferas públicas. É membro da MEXE Associação Cultural, uma associação sem fins lucrativos que também organiza o MEXE - Encontro Internacional de Arte e Comunidade. Viveu no Brasil e na Jordânia e, mais recentemente, tem trabalhos em curso na Guiné Bissau e Moçambique.

Co-organização

Financiador

A Fundação Calouste Gulbenkian reserva-se o direito de recolher e conservar registos de imagens, sons e voz para a difusão e preservação da memória da sua atividade cultural e artística. Caso pretenda obter algum esclarecimento, poderá contactar-nos através do formulário Pedido de Informação.

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