Isto é PARTIS

Arte com espaço para todos

Nesta série de pequenos vídeos estão momentos, episódios, impressões e testemunhos captados no decorrer dos projetos da terceira edição da iniciativa PARTIS. Conheça alguns dos seus protagonistas e espreite um pouco do dia-a-dia da arte participativa.

PARTIS é uma iniciativa da Fundação Calouste Gulbenkian que apoia, através de financiamento e ações de capacitação, projetos que apostam nas artes para a construção de comunidades mais coesas e justas.

Conhecer os Projetos

VELEDA – Mulheres e Monoparentalidade

O projeto VELEDA é dirigido a mulheres sós, com filhos a cargo, nos três municípios da Cova da Beira.

Laura Garcia

“As minhas falas é mesmo como se fossem minhas. Acho que consegui chegar àquele nível em que sou eu que estou ali, mesmo que não tenha vivido aquela situação.”

Tânia Simões

“Os maiores problemas que nós temos como família monoparental são os horários escolares e os horários de trabalho. Normalmente na restauração trabalha-se sempre até altas horas da noite. Então, tive mesmo de desistir desse trabalho.”

Dicotomias

No Projeto Veleda, numa visita ao Centro de Arte Moderna, fala-se de “coisas que prezamos muito mas que muitas vezes entram em choque”: Casa e Trabalho, Liberdade e Valores, Independência e… Casamento?

Rosa Figueira

“Antes de participar no projeto Veleda era muito nervosa. Normalmente as frases acabavam e ninguém as percebia. Após participar no projeto já estou mais calma, já me conheço melhor. ‘Tou mais do ‘take it easy’, digamos assim.”

Meio no Meio

Meio no Meio pretende promover a capacitação, a criação de oportunidades de aprendizagem e a cidadania ativa de jovens e adultos residentes em quatro municípios associados da ARTEMREDE (Almada, Barreiro, Lisboa e Moita).

Alegria Gomes

“O que tem sido mais extraordinário nos ensaios da dança, eu posso dizer que é evoluir a cada dia mais. (…) Antigamente tinha de fazer mais força, agora sinto que por cada movimento que faça – por cada estranheza, como diz o Victor Hugo Pontes – sinto-o de uma forma mais leve.”

Mava José

“Uma vez uma colega minha, a Rolaisa, deu-me um movimento que era vir aqui e passar aqui para trás, e eu: ‘Ok, mas como é que faço isto dançado? Como é que mostro que isto é meu, mas na dança?’ Então foi quase como deixar o corpo ir, deixar o corpo falar mesmo, e não deixar que a cabeça pensasse muito”.

Maria Augusta

“Comecei a trabalhar muito cedo e estar em casa não me diz nada. Tenho de ir para a rua. E este projeto abriu-me os horizontes. Nunca pensei realmente vir a fazer estas coisas todas”

A idade para dançar

Nuno Varela apresenta um exemplo de coreografia de Hip-Hop para desenvolver com o grupo de trabalho Meio no Meio – adequada a todas as gerações!

Sob o mesmo Céu

Sob o mesmo Céu é um projeto focado na comunidade da urbanização Quinta do Alçada, em Leiria, visando promover competências sócio-emocionais e aumentar o sentimento de pertença dos participantes.

Melissa

“Os meus pais não falam muito nisto, eu chego a casa e digo-lhes o que é que fiz e eles dizem assim: ‘Gostaste?’, e eu digo: ‘Sim, adorei’, e eles dizem ‘Da próxima vais outra vez’. É isso.”

Francisco

“O meu bairro é o bairro da Quinta da Alçada. Às vezes é divertido brincar lá ao pé da igreja ou andar de bicicleta mas, do meu ponto de vista, acho que é um bocadinho neutro. As cores são muito neutras: preto, branco.”

António e Diana

“Quando estamos aqui estamos a pensar que vamos criar um bairro melhor, com melhores espaços e mais coisas para as crianças brincarem. E não só para as crianças, também para os adultos”

Filarmónica Enarmonia

O projeto Filarmónica Enarmonia promove a formação musical e a prática de instrumentos de sopro e percussão junto de 30 crianças, jovens e adultos cegos, com baixa visão ou normovisuais, em Lisboa.

Pausa de semínima

No projeto Filarmónica Enarmonia, aprende-se a pontuar os espaços, o tempo e as pausas de semínima na musicografia braille.

ENXOVAL – Tempo e Espaço de Resistência

Partindo da ideia do enxoval enquanto representação social da condição feminina, este projeto propõe a criação coletiva de um outro ENXOVAL, construído por homens e mulheres, em Amarante e no Porto, com vontade de questionar e transformar os estereótipos de género e abrir espaços de liberdade e mudança.

Ser Brava

“O que é ser brava é: uma pessoa ter garra daquilo que faz. (…) Gostar de fazer as coisas, e com aquela canseira, com aquela angústia de fazer as coisas. Acho que é uma mulher brava”

O Abutre

“A ideia é que são três da manhã numa rua vazia. Mas vocês sabem onde é que vão. Portanto, alguma precaução, mas com direção, afirmativo. Entretanto, o abutre vai começar a revelar-se…”

Tarefas invisíveis

No projeto Enxoval, por entre gestos e lençóis, fala-se nas tarefas invisíveis que recaem sobre as mulheres e nos padrões que é preciso romper.

Como desenhar uma cidade?

O projeto Como Desenhar uma Cidade? envolve um grupo de 60 pessoas provenientes de contextos sociais, económicos e culturais distintos, que vivem, estudam ou trabalham na freguesia do Lumiar. Através da fusão de três linguagens artísticas – o teatro, a música e os audiovisuais –, promove um processo de reflexão, prática e criação para construir um espaço social coletivo, mais inclusivo, acessível e participativo.

Nelson e Bárbara

“Bárbara, o tempo ficou justo com ele [Nelson]?”
“Sim, tive de acrescentar e explicar as dificuldades de uma pessoa que tem sempre de decidir… ou seja, esta cidade não tem acessibilidade, a pessoa está sempre dependente dos funcionários e tudo o resto.”

Gonçalo

“Uma cidade… Uma cidade, para mim, é um sítio onde as pessoas deviam sentir-se felizes. (…) É difícil agradar a gregos e troianos, mas acho que a felicidade é mesmo o objetivo de uma cidade.”

Rui Fonseca

“Se eu acordasse e tudo à minha volta fosse uma utopia, as angústias, os medos, os desgostos com que me deitei ontem tornariam cada partícula do meu corpo em sentimentos, gosto por viver”

Mafalda Rosado

“Não há aquela harmonia, tipo… Tem que se subir escadas com a ajuda de alguém. Temos de ter um elevador, para andar sozinha, fazer as minhas coisas sozinha, ser independente.”

Mare Liberum

Mare Liberum é um projeto-piloto que trabalha com jovens em três centros educativos de Lisboa, procurando, através do teatro, da escrita e de sessões de navegação, ajudá-los a desenvolver a sua autoestima, capacidade criativa e espírito de equipa.

Navegar

“O facto de eles navegarem numa embarcação que é a réplica de um barco português de há 500 anos (…), percebem que, se não, como costumamos dizer, remarem todos no mesmo sentido, o navio não vai a lado nenhum…Eu acho que isso lhes dá uma grande unidade, dá-lhes um sentido de pertença.”

Trabalho de equipa

“Se entrasse um colega novo eu explicava-lhe que era bom estar no teatro porque fazer o papel de outra pessoa é bom e também é uma experiência positiva, criar novas relações e fazer trabalho de equipa.”

Catarina Aidos

“A pandemia ensinou-nos alguma coisa de que nós já desconfiávamos: é que não é possível não estarmos juntos. Por muitas formas que se inventem de ligação, se não há presença e proximidade as relações perdem-se ou ficam enfraquecidas.”

Notas de Contacto

O projeto Notas de Contacto, da Orquestra de Câmara Portuguesa, desenvolve ações e atividades musicais orientadas para potencializar as capacidades da pessoa com deficiência, promovendo a sua qualidade de vida e integração na comunidade e contribuindo para a promoção de uma sociedade inclusiva.

Liliana

“Sabes o que é que eu tenho lá na sala? É o meu namorado.”
“O teu namorado também toca?”
“Toca um bocadinho. Ele é canhoto.”

Corpoemcadeia

Este projeto alia a dança aos princípios da terapia Gestalt, para a criação de um espaço de experimentação artística e de desenvolvimento pessoal com jovens reclusos do Estabelecimento Prisional de Linhó.

Paulo Barbosa

“Para nós, que estamos aqui presos fisicamente, o corpo está preso – e este ambiente tende muito a prender os movimentos e o corpo -, este projeto tem sido a libertação. Cada sessão é a libertação do corpo, da mente, de tudo.”

 

 

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