STOP Baixo Peso ao Nascer

Dar a cada criança o melhor começo possível através da redução do baixo peso à nascença e melhorar a saúde individual da mulher grávida em cada um dos fatores de risco intervencionados.

 

O problema

O baixo peso ao nascer – abaixo dos 2.500 g conforme definição da Organização Mundial da Saúde -, é uma das principais preocupações globais de saúde pública e contribui de forma desproporcional para as elevadas taxas de mortalidade e morbilidade infantis.

Em 2012, a 65.ª Assembleia Mundial da Saúde aprovou um plano abrangente sobre nutrição materno-infantil, que especifica seis metas globais para 2025. A terceira meta aponta para a redução de 30% no número de nascimentos de baixo peso até essa data, alertando para a necessidade de intervir e criar políticas com boa relação custo-benefício que levem a essa redução.

 

 

Na Europa, a prevalência de nascimentos com baixo peso não revelou variação homogénea ao longo das duas últimas décadas. No entanto, Portugal apresenta um aumento constante, chegando a atingir 9,0% em 2018, valor superior à média de 6,5% observada nos países da OCDE e que é superado apenas pela Grécia (9,3%, em 2017).


Fatores de risco modificáveis

Entre o conjunto de determinantes do baixo peso ao nascer foram identificados fatores modificáveis e suscetíveis de processos eficientes de referenciação e alteração comportamental. Estes determinantes são áreas-alvo passíveis de intervenção, tendo em conta a sua frequência e a fração atribuível esperada.

 

Tabagismo

Tabagismo

Efeito vasoconstritor e outros efeitos adversos da nicotina e de outras substâncias e o tabagismo passivo na gravidez

Consumo de álcool

Consumo de álcool

Efeito teratogénico e impacto negativo na capacidade intelectual, malformações congénitas, competências motoras e mentais

Depressão

Depressão

Depressão pré-natal aumenta o risco de prematuridade e de baixo peso ao nascer, hipertensão, pré-eclampsia e diabetes gestacional

Violência interpessoal

Violência interpessoal

Provoca baixo peso ao nascer, prematuridade e restrição do crescimento fetal, perturbações comportamentais e fisiológicas relacionadas com o stress, limitação da autonomia da mulher para decidir sobre a sua saúde


A intervenção

O objetivo principal é avaliar o efeito da implementação de um modelo eficaz de referenciação para intervenção precoce em fatores/comportamentos de risco – tabagismo, consumo de álcool, violência e depressão – na redução da prevalência de nascimentos de baixo peso, por comparação com o padrão de cuidados atualmente existente (standard of care).

 

 

As unidades funcionais (UF) – Unidades de Saúde Familiar (USF) ou Unidades de Cuidados de Saúde Personalizados (UCSP) – de Agrupamentos de Centros de Saúde (ACeS) das áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto serão utilizadas como unidades de randomização e as díades grávida/recém-nascido como unidade de análise.

Unidades participantes da área metropolitana de Lisboa: Lisboa Central, Lisboa Norte, Loures / Odivelas, Sintra, Arco Ribeirinho, Arrábida.

Unidades participantes da área metropolitana do Porto: Gondomar, Maia / Valongo, Póvoa do Varzim / Vila do Conde, Porto Ocidental, Porto Oriental, Gaia, Espinho / Gaia.

 

Público-alvo da intervenção

Grávidas nos Cuidados de Saúde Primários do Serviço Nacional de Saúde

Intervenção

Referenciação para unidades especializadas e programas de cuidados

Resultado

Reduzir em 30% a incidência de baixo peso à nascença e melhorar a saúde da mulher grávida


Fases do Projeto

Fases do Projeto

STOP Baixo Peso ao Nascer

Contributo da Fundação Calouste Gulbenkian para solucionar problemas complexos através de Desafios Gulbenkian ambiciosos, de entre os quais se destaca ajudar o país a tornar-se um exemplo na saúde e no desenvolvimento dos primeiros anos de infância.

Saber mais

Parceiros

Logo ARS ARS Norte ispup logo