West-Eastern Divan Orchestra

Prémio Calouste Gulbenkian 2012

A orquestra criada em 1999 por Edward Said e Daniel Barenboim, que junta músicos israelitas, palestinianos e de outros países árabes, é a vencedora do Prémio Calouste Gulbenkian 2012, no valor de 250 mil euros.

Prémio é atribuído a uma instituição ou a uma pessoa, portuguesa ou estrangeira, que se tenha distinguido pelo seu papel na defesa dos valores essenciais da condição humana e surge em substituição dos cinco prémios Gulbenkian atribuídos entre 2007 e 2011, nas áreas dos Direitos Humanos e Ambiente, da Arte, Ciência, Beneficência e Educação. Criados para assinalar o cinquentenário da Fundação, em 2006, os Prémios Gulbenkian distinguiram mais de três dezenas de pessoas e instituições ao longo de cinco anos.

O júri presidido por Jorge Sampaio, e constituído por Pedro Pires (antigo presidente de Cabo Verde), pela Princesa Rym Ali da Jordânia (fundadora do Jordan Media Institute), Vartan Gregorian (Carnegie Corporation, EUA), Paul Brest (Hewlett Foundation, EUA), António Sampaio da Nóvoa (Reitor da Universidade de Lisboa) e Miguel Poiares Maduro (Instituto Universitário de Florença e Prémio Gulbenkian Ciência em 2010), reconheceu o inestimável contributo da Orquestra para o diálogo e a aproximação no Médio Oriente, mas também para a educação e o desenvolvimento dos dois povos.

O presidente do Júri afirmou: A escolha da West-Eastern Divan Orchestra é oportuna e exemplar a vários títulos: celebra o poder de comunicação universal da música e a sua capacidade de transcender divisões e conflitos; aposta nos jovens e na sua aptidão em encontrar soluções novas para problemas velhos; é uma chamada de atenção para um conflito que grassa há décadas e se repercute numa região inteira. Mas é também a celebração do valor do diálogo intercultural e do seu contributo para a harmonia e a paz.

A West-Eastern Divan Orchestra tem a clara intenção de ajudar a ultrapassar as barreiras e os conflitos históricos entre israelitas e palestinianos, a partir do gosto pela música que os leva a conhecerem-se melhor e a superarem ódios e desentendimentos. Para os criadores da Orquestra, a única convicção política sobre o conflito do Médio Oriente é a de que nunca será resolvido pela via militar. Acreditando que os destinos dos dois territórios estão ligados para sempre, Said e Barenboim quiseram mostrar, com esta Orquestra, que só construindo pontes se pode encorajar as pessoas a ouvirem os dois lados do conflito.

Em 2005, o maestro e pianista Daniel Barenboim dirigiu pela primeira vez em Ramallah, na Cisjordânia, aquele que foi considerado como “um concerto histórico” na vida dos dois povos. Em Lisboa, em agosto de 2007, a West-Eastern Divan Orchestra deu um concerto memorável no Grande Auditório da Fundação Gulbenkian, no encerramento da programação do Estado do Mundo.

 

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