Apps for good

Aplicações com intuitos sociais

No dia 13 de setembro, a Fundação Gulbenkian recebe a final da Apps for Good, uma iniciativa com origem no Reino Unido que desafia alunos dos ensinos básico e secundário a conceberem aplicações para telemóveis, ou outros suportes tecnológicos móveis, com intuitos sociais. Esta é a segunda edição portuguesa do projeto que tem mobilizado vários parceiros, entre os quais a Fundação Calouste Gulbenkian. Nesta edição participaram 66 escolas, num total de 1300 alunos, e serão apresentadas as 20 aplicações finalistas, escolhidas nos eventos regionais de Lisboa e Porto, realizados no final de junho.

A Apps for Good envolve professores e alunos (dos 10 aos 18 anos) que trabalham em equipa para darem resposta a questões relevantes do seu dia a dia, criando aplicações para smartphones ou tablets. Este trabalho, em que o professor assume o papel de coordenador e inspirador, permite-lhes terem acesso a conteúdos digitais e a contactar com especialistas de todo o mundo.

Na edição do ano passado, uma aplicação móvel para facilitar a comunicação com crianças autistas ficou em primeiro lugar na competição nacional realizada na Fundação Gulbenkian. A aplicação vencedora foi concebida por estudantes do Agrupamento de Escolas de Santo António, no Barreiro, que desenvolveram um software para smartphones que ajuda crianças, jovens e adultos com autismo, síndrome de Down e vítimas de acidente vascular cerebral, a superarem dificuldades de comunicação.