Refugiados e imigrantes em Portugal

Conferência dia 27 de março

No dia 27 de março, a Fundação Calouste Gulbenkian organiza uma conferência intitulada “Reconhecimento de Qualificações e Competências de Imigrantes e Refugiados” onde vão ser discutidos os mecanismos de reconhecimento de qualificações e competências dos estrangeiros no nosso país, em particular de imigrantes e refugiados, e as necessidades das empresas portuguesas de recursos humanos qualificados. Em parceria com a Câmara Municipal de Lisboa e o Alto-Comissariado para as Migrações, e comissariada por João Peixoto (Univ. Lisboa), esta conferência realiza-se no âmbito do Plano Municipal para a Integração de Imigrantes em Lisboa (2015-2017).

O caso da Alemanha estará em foco já que nos últimos anos têm sido adotadas estratégias de integração muito relevantes, sendo um dos destinos europeus com maior fluxo de imigrantes e dos países que mais refugiados tem acolhido. Em janeiro deste ano, a Agência Federal do Trabalho alemã divulgou dados que apontavam para a queda do desemprego para um mínimo histórico naquela que continua a ser a maior economia da zona euro, ainda que centenas de milhares de refugiados tenham sido registados como estando à procura de emprego.

Cursos de línguas, formação profissional e reconhecimento de qualificações, bem como a simplificação dos processos burocráticos, podem facilitar a empregabilidade de imigrantes e refugiados e a sua integração no mercado de trabalho, que por sua vez pode contribuir para reverter o envelhecimento das sociedades europeias. Na conferência, onde também estarão representadas entidades empregadoras e sindicais, vai ser debatido um vasto conjunto de competências, desde o nível intermédio ao superior, incluindo tanto as certificadas como as não certificadas, tendo em conta, em particular, a situação dos imigrantes e refugiados em Portugal.

Recorde-se que, entre 2003 e 2011, a Fundação Gulbenkian desenvolveu três projetos em parceria com o Serviço Jesuíta aos Refugiados e o Ministério da Saúde, para o reconhecimento de habilitações de médicos e enfermeiros imigrantes e para a sua integração profissional. Em resultado destes projetos, foram reconhecidas as habilitações de mais de duzentos médicos e enfermeiros imigrantes, que foram então integrados no Sistema Nacional de Saúde.

 

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