16 novembro 2018 Sustentabilidade

Primeiro programa nacional de aceleração de projetos de bioeconomia

Blue Bio Value já tem vencedores

Pitch do projeto Undersee © DR
Undersee © DR

Holandesa Hoekmine e portuguesas Undersee e SEAentia receberam 45 mil euros para desenvolver projetos de bioeconomia azul.

A startup holandesa Hoekmine apresentou-se com uma tecnologia altamente inovadora de desenvolvimento de cores com base em bactérias marinhas. Estas cores podem ser aplicadas em vestuário, cosméticos, automóveis e muitas outras indústrias, substituindo a utilização de químicos. A nível nacional, a Undersee, nascida em Coimbra, desenvolveu um dispositivo e aplicação para recolher dados de qualidade da água em tempo real e a SEAentia, de Cantanhede, dedicou-se à produção sustentável em aquacultura de corvina num sistema de recirculação e, seguindo um conceito de economia circular, espera expandir a produção de algas, mexilhões e outras espécies.

Estas foram as três vencedoras da primeira edição do Programa de Aceleração Blue Bio Value, promovido pela Fundação Calouste Gulbenkian e pela Fundação Oceano Azul e desenvolvido em parceria com a Fábrica de Startups, a Bluebio Alliance e a Faber Ventures. As três vencedoras receberam um total de 45 mil euros para desenvolverem os seus projetos.

No encerramento do programa, José Soares dos Santos, fundador e presidente da Fundação Oceano Azul, enalteceu a coragem dos empreendedores que deram um passo importante e saíram da sua zona de conforto, para muitos o laboratório, para criar um negócio e uma empresa. “É preciso ser especial para ser empresário e estes empreendores demonstraram ter o que é necessário.”

“O resultado desta primeira edição vem confirmar que a aposta de ambas as Fundações foi correcta e portanto a próxima edição deve ser ainda mais ambiciosa, no sentido de criar também condições de incubação e de crescimento para as startups.”

Já Isabel Mota, presidente da Fundação Calouste Gulbenkian, realçou o empenho da Fundação em “acelerar a transição para uma economia azul sustentável, que ajude a criar empregos e a fomentar o progresso de uma forma inteligente, inclusiva e amiga do ambiente”. Isabel Mota acrescentou que ao impulsionar “modelos de negócio de impacto positivo, estaremos a promover padrões sustentáveis de produção e consumo.”

 

Sobre o programa Blue Bio Value

O Blue Bio Value é um programa internacional de aceleração de projetos e startups ligadas à bioeconomia azul. A iniciativa visa atrair projetos e ideias e transformá-las em oportunidades de negócio ao longo da cadeia de valor dos biorrecursos marinhos, incluindo biotecnologia, e que tenham como solução o desenvolvimento de produtos ou serviços sustentáveis, integrados em negócios viáveis. Com este Programa, a Fundação Oceano Azul e a Fundação Calouste Gulbenkian unem esforços para contribuir para que Portugal se torne num polo internacional relevante e inovador no desenvolvimento da mais inovadora bioeconomia marinha, promovendo também uma utilização mais sustentável do oceano.

www.bluebiovalue.pt