Prémio Vilalva

Recuperação de Jardins históricos afetados pelos incêndios de outubro vence a 10.ª edição

O projeto distinguido vai recuperar, conservar e valorizar os jardins que envolvem o Santuário de Nossa Senhora das Preces, localizado na aldeia de Vale de Maceira, em plena Serra do Açor, bastante afetados pelos incêndios de outubro do ano passado.

O santuário tem por base uma lenda que remonta ao século XIV e que, à semelhança de Fátima, envolve uma aparição a pequenos pastores. O seu conjunto patrimonial inclui um Jardim Botânico e um Bosque que serão objeto de um programa de intervenção que prevê a remoção das árvores mortas e a plantação de novas espécies, programas de educação ambiental dirigidos sobretudo aos mais jovens, a introdução de novos painéis informativos e de materiais de divulgação, a sugestão de vários percursos e a recriação das procissões e romarias associadas ao local.

O júri louvou as valências deste projeto, apresentado pela Irmandade da Nossa Senhora das Preces, destacando o exemplo e estímulo que representam para a região, aplaudindo também a capacidade para envolver as estruturas locais, como é o caso da Associação para o Desenvolvimento Integrado da Serra do Açor, a Câmara Municipal de Oliveira do Hospital e a Junta de Freguesia da Aldeia das Dez.

Abel Gouveia, presidente da Irmandade de Nossa Senhora das Preces, expressou a sua satisfação pelo Prémio, o qual vai permitir obter os recursos necessários para concretizar a recuperação dos jardins e a sua contínua valorização. Deixou também uma palavra de agradecimento quer à Fundação Gulbenkian, promotora do concurso, quer a todas as entidades locais envolvidas na apresentação deste projeto, em particular os membros da Irmandade a que preside.

Foi ainda atribuída uma Menção Honrosa ao Projeto de recuperação do conjunto habitacional da Quinta do Pinhô, da autoria do RA\\Architectural & Design Studio, uma das mais importantes granjas que integravam o couto do Mosteiro Cisterciense de Santa Maria de Salzedas. A intervenção envolveu também a reabilitação dos caminhos, das estruturas em granito de suporte dos socalcos e de captação e distribuição das águas de rega.

No valor de 50 mil euros, o Prémio Vilalva foi criado em homenagem ao filantropo Vasco Vilalva e teve este ano o foco na recuperação de jardins. O júri foi constituído por António Lamas, Gonçalo Byrne, Raquel Henriques da Silva, Luís Paulo Ribeiro, Teresa Portela Marques, Santiago Macias e Rui Esgaio.

 

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