Ministério da Saúde e Fundação Gulbenkian assinam protocolo para promoção da Saúde

Dia Mundial da Saúde

No Dia Mundial da Saúde, assinalado a 7 de abril, o Ministério da Saúde e a Fundação Calouste Gulbenkian assinaram um protocolo com o objetivo de promover e reforçar as iniciativas avançadas no Relatório “Um Futuro para a Saúde – Todos temos um papel a desempenhar”, que a Fundação apresentou em 2014.

Este protocolo enquadra a colaboração entre o Ministério da Saúde e a Fundação Calouste Gulbenkian em áreas estratégicas nas quais a Fundação tem contribuído para melhorar a saúde e as condições de saúde dos portugueses, nomeadamente no que diz respeito à Diabetes, Infeção Hospitalar, Saúde Mental, Literacia em Saúde, Cuidados Paliativos e Recursos Humanos em Saúde. Esta colaboração poderá estender-se ainda a outras áreas que possam ser consideradas relevantes na promoção da saúde, na prevenção da doença, na disseminação de boas práticas entre os profissionais, na criação de ambientes propícios ao desenvolvimento saudável e bem-estar individual, e para a garantia de sustentabilidade do Serviço Nacional de Saúde.

“Ao longo dos 60 anos da sua existência, a Fundação concentrou parte da sua atividade filantrópica em áreas tão diversas como a estruturação do Plano Nacional de Vacinação, a modernização tecnológica dos hospitais públicos, a formação e a qualificação de profissionais, a promoção da investigação biomédica e a reflexão sobre modelos e sistemas de saúde. O apoio da Fundação Calouste Gulbenkian para o sector da saúde totaliza aproximadamente 400 milhões de euros, a preços de 2014, o que para uma instituição privada é especialmente significativo”, sublinhou Artur Santos Silva durante a cerimónia. “A Fundação tem estabelecido uma estreita relação com o sector da Saúde, cuja extraordinária evolução constitui o maior êxito das políticas públicas no nosso regime democrático”, afirmou ainda o Presidente da Fundação.

O relatório “Um Futuro para a Saúde”, elaborado por uma comissão de especialistas liderada por Nigel Crisp, antigo CEO do Serviço Nacional de Saúde inglês, identificava problemas concretos e lançava três desafios que a Fundação Gulbenkian assumiu: (1) Reduzir a incidência das infeções hospitalares; (2) Suster o crescimento da incidência de diabetes; e (3) Ajudar Portugal a tornar-se um exemplo de boas práticas na saúde e no desenvolvimento das crianças dos 0 aos 6 anos (projeto ainda em fase de preparação).

O desafio “STOP Infeção Hospitalar!” arrancou em 2015 e tem como objetivo reduzir em 50% a ocorrência de infeções hospitalares em 12 instituições do Serviço Nacional de Saúde. Este projeto conta com a experiência e o know-how do Institute for Healthcare Improvement, que já desenvolveu iniciativas muito semelhantes noutros países europeus.

Também lançado em 2015, o desafio Gulbenkian “Não à Diabetes!” junta autarquias e instituições de saúde locais, regionais e nacionais, envolvendo toda a sociedade numa iniciativa que pretende combater a progressão da diabetes em Portugal. O projeto quer evitar que 50 mil pré-diabéticos desenvolvam a doença nos próximos 5 anos e visa identificar, no mesmo período, 50 mil diabéticos que desconheçam ser portadores da doença, através de medidas de rastreio, educação para a saúde e criação de ambientes facilitadores da mudança de estilos de vida e adoção de melhores hábitos de consumo alimentar. Este projeto, que intervirá em 160 municípios, associa um vasto conjunto de parcerias de instituições públicas e de entidades privadas, como a Associação Nacional de Farmácias, Merck Sharp & Dohme, Novartis, Novo Nordisk, Fundação Astra Zeneca.