15 janeiro 2019 Língua e Cultura Portuguesas

Jorge de Sena na Colóquio

A revista Colóquio/Letras chega este mês ao número 200 com uma homenagem ao escritor de Sinais de Fogo.

Jorge de Sena, 1949 © Fernando Lemos

Criada em 1971 com o propósito de divulgar a cultura e literatura portuguesas e lusófonas, a revista tem mantido, ao longo da sua história, uma linha coerente na publicação de ensaios, recensões e textos de criação inéditos, de autores contemporâneos, jovens e consagrados.

Nos seus quase 50 anos de vida, este ducentésimo número é celebrado com uma homenagem a Jorge de Sena (1919-1978), quando se comemoram os cem anos do seu nascimento. Nome fundamental da cultura portuguesa, poeta, ficcionista e dramaturgo, Jorge de Sena dedicou-se igualmente à tradução e aos estudos literários que acompanharam a sua atividade de professor no Brasil e em Santa Barbara, nos Estados Unidos. Como declarou em entrevista, a poesia representava para ele “um desejo de destruir pelo tumulto insólito das imagens qualquer disciplina ultrapassada […], um desejo de exprimir o que entend[ia] ser a dignidade humana — uma fidelidade integral à responsabilidade de estarmos no mundo”.

 

Um dia para celebrar o poeta

Para repensar a sua obra multifacetada à luz do século XXI, a Colóquio/Letras reuniu um grupo de especialistas portugueses e brasileiros que se encontrarão no próximo dia 22, no Auditório 3, por ocasião do seu lançamento. Ida Alves, Mário Avelar, Gastão Cruz, Jorge Vaz de Carvalho, Helder Macedo e Isabel de Sena são alguns dos convidados que estarão presentes nesta jornada que atravessa vários aspetos da vida e obra de Sena e termina com a leitura, por Jorge Silva Melo, de poemas do homenageado.

Este número da revista integra ainda três cartas inéditas de Jorge de Sena, correspondência nunca antes mostrada entre João Cabral e Murilo Mendes, um conto de Marco Lucchesi, textos em memória de Luís Amado e Ofélia Paiva Monteiro e, como habitualmente, uma vasta secção de recensões críticas.

A capa e os separadores da revista são da autoria de Rui Sanches.

 

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