24 Abril 2019 Coesão e Integração SocialPARTIS

Lançamento do livro Uma Arte Irrequieta

Quatro décadas a fazer, acompanhar e investigar arte comunitária em cerca de 40 países culminam nestas “Reflexões sobre o triunfo e importância da prática participativa” de François Matarasso. O livro será apresentado a 8 de maio, no Porto e 9 de maio em Lisboa.

Uma Arte Irrequieta
Uma Arte Irrequieta

Quatro décadas a fazer, acompanhar e investigar arte comunitária em cerca de 40 países culminam nestas “Reflexões sobre o triunfo e importância da prática participativa” de François Matarasso. O livro será apresentado a 8 de maio na Casa da Música e a 9 de maio na Fundação Gulbenkian.

Com base em entrevistas a artistas e visitas a projetos de arte participativa em Portugal, Espanha, França, Grécia, Holanda, Sérvia, Alemanha, Bélgica, Bósnia Herzegovina, Marrocos, Finlândia, Lituânia e Grã-Bretanha, o livro Uma Arte Irrequieta debruça-se sobre a evolução da arte comunitária e participativa nos últimos cinquenta anos, traçando a sua história desde as raízes até aos dias de hoje.

François Matarasso parte de uma visão da arte participativa como espaço democrático de descoberta, compreensão e partilha de experiências, e procura analisá-la e interpretá-la à luz da prática contemporânea, apontando as valências e as dificuldades desta arte irrequieta, onde artistas profissionais e amadores se cruzam entre diferentes territórios, disciplinas, fronteiras e conceitos. “Uma aventura estimulante, por vezes difícil”, assim descreve o autor o processo de escrita deste livro que, afirma, “é como que um diálogo entre a prática corrente e a experiência passada, os artistas de hoje e os da [sua] geração, as ideias emergentes e as já testadas”.

O livro foi apoiado pela Fundação Calouste Gulbenkian e tem uma versão inglesa e portuguesa. Será apresentado pelo autor a 8 de maio na Casa da Música, no Porto, e na Fundação Gulbenkian no dia seguinte. A apresentação será seguida de uma conversa com a tradutora Isabel Lucena e Hugo Cruz (investigador e programador), no Porto, e Paulo Pires do Vale (Comissário do Plano Nacional das Artes), em Lisboa.

François Matarasso trabalha em projetos de arte comunitária desde 1981, enquanto artista, produtor, investigador, escritor e formador. Os seus livros e publicações sobre projetos sociais de participação artística, assim como sobre história, teoria e prática da arte comunitária são uma referência na área da arte participativa, do trabalho artístico com comunidade e do impacto que esse trabalho tem a nível social. Matarasso tem colaborado com diversas organizações, fundações e instituições públicas que promovem a atividade artística e cultural na comunidade, em cerca de 40 países, e é um forte defensor dos direitos de acesso à arte e à cultura. Mais informações sobre o seu trabalho podem ser encontradas em arestlessart.com.

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