Hack for Good 2018

E os vencedores são…

… um projeto que ajuda no diagnóstico precoce da doença de Parkinson, outro que ajuda idosos a comprar alimentos mais adequados à sua saúde e, por fim, uma plataforma destinada a promover a educação tecnológica dos mais novos

Chegaram às 10h 30 de sábado, dia 5, e às 11h já estavam a trabalhar. Vinte e oito horas depois, as 35 equipas entregavam o seu projeto ao júri da Hackathon, a maratona de programação com a qual a Fundação Calouste Gulbenkian tem promovido o desenvolvimento de soluções tecnológicas para certos problemas sociais. 
Dos dez finalistas convidados a apresentar o sue projeto, saíram três vencedores:

O primeiro prémio da terceira edição da Hachathon foi para a equipa EyeBrain, que se dedicou ao desenvolvimento de uma ferramenta que vai ajudar no diagnóstico precoce da doença de Parkinson. Na apresentação do projeto, Ana Sousa, a estudante de doutoramento que tem dedicado a sua tese à pupilometria e foi eleita porta-voz da equipa, explicou: “criámos um add-on para smartphone que permite, em 15 segundos, a medição da variação da dinâmica pupilar conforme a luminosidade. A pessoa vê um vídeo de 15 segundos e, graças a um flash, esta ferramenta faz a análise ao diâmetro da pupila e deteta doenças degenerativas”.

Em segundo lugar ficou a equipa Barcoders, cujos membros (oriundos de Lisboa) desenvolveram uma aplicação móvel que procura ajudar os mais vais velhos a melhorar a sua alimentação no momento de fazer compras. Com este dispositivo (o Haomscan), os idosos podem fazer a leitura dos rótulos dos produtos alimentares e perceber, através de um código de cores, se estes são ou não benéficos para a sua situação específica de saúde. O segundo lugar permitiu à Barcoder ganhar um prémio pecuniário de dois mil euros, licenças de software e acesso a um bootcamp que decorrerá durante o mês de junho.

A equipa Lit Maker, a única das três premiadas que jogava em casa (no Porto), arrecadou o terceiro prémio do Hackathon. Os seus seis membros convenceram o júri ao apresentar uma plataforma destinada a promover a educação tecnológica de crianças e jovens com idades compreendidas entre os 10 e os 14 anos. A sua proposta, baseada num kit de “faça você mesmo” é a de aliar a criatividade ao pensamento lógico, promover o sentido de causa e consequência e a curiosidade pelas ciências da computação desde tenra idade.

A terceira edição do Hackathon, a maratona de programação tecnológica HackForGood, promovida pela Fundação Calouste Gulbenkian, decorreu a 5 e 6 de maio, no Palácio dos Correios, no Porto. Participaram 170 “hackers”, empenhados em utilizar soluções tecnológicas para aumentar o bem-estar dos idosos, de crianças e jovens e promover a integração de migrantes e refugiados.

Com a conquista dos prémios, as equipas EyeBrain, Barcoders e Lit Maker terão acesso a um programa de acompanhamento e mentoria (um bootcamp, que decorrerá em junho) e à possibilidade de apresentar o seu trabalho na Web Summit, em novembro.

Ir para o site Hack for Good Gulbenkian