Espólio documental de Alberto Carneiro doado à Biblioteca de Arte

Um relevante conjunto de documentos está em exposição no átrio da Biblioteca até dia 18 de outubro.

O percurso artístico e pedagógico de Alberto Carneiro (1937-2017) está amplamente documentado neste vasto arquivo, doado à Fundação Gulbenkian por vontade expressa do artista. Composto por vários núcleos temáticos, quase todos integrando diferentes espécies de materiais, o espólio foi organizado pela historiadora de arte e investigadora Catarina Rosendo, responsável pelo legado artístico de Alberto Carneiro.

O Arquivo reúne manuscritos e originais datilografados com textos e apontamentos variados; correspondência com artistas, críticos, curadores e estudantes; material fotográfico das ações performativas realizadas na paisagem, que deram origem às obras de arte assentes na fotografia, realizadas na década de 1970; e documentação diversa relacionada com a prolífica atividade pedagógica do artista entre o final da década de 1960 e 1999.

A documentação do Arquivo Alberto Carneiro foi já reacondicionada e pode agora ser consultada, mediante autorização e marcação prévias, servindo de apoio à investigação das obras do artista e ao estudo de investigadores, curadores, críticos, nacionais e estrangeiros

Até dia 18 de outubro uma seleção de documentos pertencente a este acervo estará exposta no átrio da Biblioteca de Arte. Esta pequena mostra será reposta no hall da zona dos Congressos, no edifício principal, entre 1 e 6 de novembro, precisamente durante a semana da mesa-redonda dedicada ao artista, moderada Catarina Rosendo, que se realiza no dia 3 de novembro, às 18h30, com a participação de Joana Bértholo, Álvaro Moreira, Isabel Carlos e Vítor Silva.

Após realizar o curso de escultura na Escola Superior de Belas-Artes do Porto, Alberto Carneiro frequentou, em Londres, a Saint Martin’s School of Art (1968-1970) – com bolsa da Fundação Calouste Gulbenkian -, onde foi aluno dos escultores Anthony Caro e Philip King. Esta estadia refletiu-se no trabalho do artista, que se torna inovador nas suas práticas fundamentadas numa visão antropológica da relação com a natureza e com a arte e por uma aproximação às filosofias orientais e aos conceitos da Land Art. A obra Uma floresta para os teus sonhos (1970), que pertence ao acervo do Centro de Arte Moderna – onde foi realizada a sua primeira exposição antológica (1991) – é uma das suas criações mais significativas, resultado da aprendizagem inglesa.

Atualização em 15 outubro 2021

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