3 Janeiro 2020 PARTISNotícias Desenvolvimento Sustentável

Isto é PARTIS 2020

De 24 a 26 de janeiro, os “novos centros de criação artística” vão estar em discussão num encontro PARTIS, que quer dar voz à imprevisibilidade da arte comunitária e participativa.

Meio no Meio @ José Caldeira
Meio no Meio@ José Caldeira

O Isto é PARTIS vai ser mais do que uma oportunidade para mostrar o resultado do trabalho desenvolvido pelos vários projetos apoiados na iniciativa PARTIS – Práticas Artísticas para a Inclusão Social. Em plena terceira edição (2019-2021), a iniciativa de apoio a projetos que apostam nas artes para a construção de comunidades mais coesas e justas abre-se à discussão sobre a emergência de centros de criação artística “das margens”, comunitários e participativos, através da reflexão e partilha nacional e internacional e da apresentação de projetos que, não sendo apoiados diretamente pela iniciativa PARTIS, são exemplos inspiradores desta complexa realidade.

A abrir o programa para o público, no dia 24 de janeiro, a conferência internacional “Arriscar juntos: que novos centros de criação artística hoje?” vai convidar Philipp Dietachmair, da European Cultural Foundation, na Holanda, e Stella Duffy, cofundadora do projeto “Fun Palaces”, no Reino Unido, para apresentarem as suas perspetivas de outros cantos da Europa. De tarde, o foco regressa para o contexto nacional, com convidados como Magda Henriques, diretora artística das Comédias do Minho, ou Marco Paiva, fundador da Terra Amarela, entre outros. O encontro termina com a apresentação do livro Arte e Esperança. Percursos da iniciativa PARTIS, coordenado por Hugo Cruz e publicado em setembro do ano passado.

No mesmo dia, pelas 19:00, Estamos todos no mesmo barco dará a ver o resultado da residência artística com o Leirena Teatro, que decorreu no âmbito projeto Pavilhão Mozart – Ópera na Prisão: uma peça inspirada n’Os Lusíadas, recriada e interpretada por reclusos do Estabelecimento Prisional de Leiria – Jovens. O espetáculo repete no dia seguinte, às 16:00, também no Auditório 2.

Na manhã de sábado, dia 25, o cenário passa para a Biblioteca Municipal de Marvila, onde pode conhecer o projeto Meio no Meio, uma iniciativa da ARTEMREDE que desenvolve formações artísticas com jovens e adultos residentes na Área Metropolitana de Lisboa, como forma de promover a capacitação, as oportunidades de aprendizagem e a cidadania ativa. O programa para a manhã inclui uma curta-metragem, exercícios práticos de teatro e dança, um videoclip de música Hip Hop/Rap e uma battle de Hip Hop, e ainda a inauguração de uma exposição de trabalhos de artes visuais.

 

Dos projetos apoiados pela PARTIS, serão ainda mostrados durante o fim-de-semana a instalação/performance Enxoval, um bordado a muitas mãos, que, partindo do símbolo do enxoval enquanto representação social da condição feminina, propõe a criação de um bordado feminista coletivo e subversivo (dia 26, das 11:00 às 18:00); e o teatro Monstro em Mim, o primeiro espetáculo do projeto Mare Liberum, onde 13 jovens do Centro Educativo Navarro de Paiva interpretam uma história sobre medo e superação, pensada e criada por eles (dia 26, 15:00).

Podem ainda ser vistos os filmes Batida de Lisboa (programado em parceria com a Associação Passa Sabi, dia 25, 18:30) e Djon África (dia 26, 18:30), ambos produzidos pela Terratreme. Ambos são documentários sobre a busca interior e a afirmação de um lugar em territórios onde o conflito de identidades é premente.

Por fim, o concerto da Orquestra de Percussão Corporal (dia 26, 17:00), do Conservatório d’Artes de Loures, é a prova de que qualquer pessoa pode fazer música, utilizando apenas o seu corpo.

 

Todos os eventos têm entrada gratuita.

Conheça a programação