Centenário da I Grande Guerra

A Fundação Calouste Gulbenkian associa-se às iniciativas que assinalam o Centenário da I Grande Guerra (1914-1918) integrando na sua programação do Jardim de Verão (23 junho a 20 julho) um conjunto de eventos em que se inclui uma exposição, uma conferência, uma leitura encenada, um ciclo de cinema e três concertos evocativos da Grande Guerra.

 

Exposição

‘E tudo se desmorona’: Impactos Culturais da Grande Guerra em Portugal
De 30 junho a 4 setembro – 10:00 até 18:00

Exposição que procura dar conta do impacto da Grande Guerra na sociedade e cultura portuguesas, quer no decurso do conflito propriamente dito, quer nos anos subsequentes, tendo como referência um período cronológico situado entre 1914 e 1935. Organizada em torno de seis núcleos temáticos, a exposição apresenta diversas obras e documentos inéditos evocativos dos acontecimentos, mudanças e tendências sociais e culturais ocorridas neste período e que tiveram a sua génese ou foram acentuadas com a deflagração da Grande Guerra.

 

Conferência

“’Ninguém sabe que coisa quer’: A Grande Guerra e a Crise dos Cânones Culturais Portugueses”
De 28 junho a 30 junho – 10:00 até 18:00

Para lá do seu profundo impacto político, económico e social, a participação de Portugal na I Guerra Mundial marcou profundamente todos os domínios da vida cultural portuguesa, desde as práticas e representações quotidianas à criação artística e literária. Esta conferência analisa e discute os efeitos do conflito na Literatura, nas Artes Plásticas, na Música, no Teatro e no Cinema, mas também no pensamento político, na esfera religiosa, nos comportamentos e nas mentalidades.

 

Leitura encenada

Pra Um País Tão Pequeno
Qua, 28 junho, 2017 – 19:00

Leitura encenada do texto de Tiago Torres da Silva, a partir de letras de fados, quadros de revista e outros textos do início do século XX alusivos à I Grande Guerra ou às suas consequências e danos colaterais. Falar-se-á assim da vida do soldado nas trincheiras, mas também da vida dos que ficaram e das restrições que lhes foram impostas. Obviamente que a proximidade cronológica com a implantação da república em Portugal teve consequências políticas e artísticas que não podem ser deixadas de fora – grandes sucessos deste tempo como “Fado do Ganga” – criação de Estevão Amarante na Revista “Novo mundo” (1916), “Fado do 31” ou “Cruz de guerra” estabelecerão os caminhos que o espetáculo irá percorrendo em pouco mais de uma hora de duração.

 

Cinema

Imagens da Grande Guerra

Sala Polivalente do Edifício da Coleção Moderna
Entrada gratuita

Dos combates iniciais nas colónias africanas à partida do Corpo Expedicionário Português para a Flandres, as câmaras das primeiras reportagens filmadas captam a realidade dos largos milhares de jovens portugueses de todas as classes mobilizados para o combate, e deixam documentada a experiência do recrutamento, do treino, da partida para a frente, do quotidiano trágico das trincheiras, do trauma do cativeiro e do regresso. E mais tarde a ficção cinematográfica revisitará a memória dolorosa do conflito, narrando-o à luz das ideologias do momento.

 

O Milagre de Tancos, Portugal na I Guerra Mundial (2014, 26´)
Seg, 3 julho, 2017 – 19:00

Realização de Fernando Rosas
No final do filme haverá uma conversa com o público, com a presença de Fernando Rosas e moderada por Rui Vieira Nery.

 

Lutaram como Diabos: Barcelos na Grande Guerra (2017, 28´)
Ter, 4 julho, 2017 – 19:00

Realização de Carlos Araújo; Argumento de Manuel Penteado Neiva; Produção de Alberto Serra.

 

À Porta da História – Jaime Cortesão (2014, 30′)
Ter, 4 julho, 2017 – 19:00

Realização: Jorge Paixão da Costa

 

A Arte de ir à Guerra Mundial (2014, 48´)
Qua, 5 julho, 2017 – 19:00

Realização de José Carlos Oliveira

 

João Ratão (1940, 106’)
Qui, 6 julho, 2017 – 19:00

Realização de Jorge Brum do Canto

 

Concertos evocativos da Grande Guerra

Banda da Armada
Dom, 2 julho, 2017 – 21:00

Banda Sinfónica do Exército
Dom, 9 julho, 2017 – 21:00

Banda de Música da Força Aérea Portuguesa
Dom, 16 julho, 2017 – 21:00