Apps for Good em terceira edição

Inovação social digital

No dia 20 de setembro, a Fundação Gulbenkian recebe a final da 3.ª edição do Apps for Good, uma iniciativa com origem no Reino Unido que desafia alunos dos ensinos básico e secundário (dos 10 aos 18 anos) a conceberem aplicações para telemóveis, ou outros suportes tecnológicos móveis, com intuitos sociais. Depois dos encontros regionais realizados em junho e julho, nos Açores, em Matosinhos e em Lisboa, onde cerca de 140 equipas fizeram apresentações de três minutos a um júri constituído por representantes de diversas empresas e instituições que apoiam este programa, foram selecionadas 21 equipas para a final na Fundação Calouste Gulbenkian.

Nas edições anteriores, houve aplicações móveis premiadas para facilitar a comunicação com crianças autistas (2014/2015) e para ajudar os alunos do 9.º ano a estudar Físico-Química (2015/2016). No primeiro caso, a aplicação vencedora do Apps for Good foi concebida por estudantes do Agrupamento de Escolas de Santo António, no Barreiro, que desenvolveram um software para smartphones para ajudar crianças, jovens e adultos com autismo, síndrome de Down e vítimas de acidente vascular cerebral, a superarem dificuldades de comunicação. No ano seguinte, sagrou-se vencedora a aplicação desenvolvida por uma equipa de alunos da Escola Secundária de Sacavém, do Agrupamento Eduardo Gageiro, que oferecia tutoriais explicativos dos conteúdos do programa de Físico-Química e a resolução de qualquer parâmetro das fórmulas, estimulando o interesse e a motivação dos alunos para aprender esta disciplina, de forma apelativa e dinâmica.

A operacionalização do projeto decorre ao longo do ano letivo, onde professores (de todas as áreas disciplinares) e alunos têm acesso a conteúdos online com uma metodologia específica. Para apoiar no desenvolvimento do projeto, os participantes têm acesso a uma rede de especialistas que se ligam online à sala de aula, para prestar todo o apoio de esclarecimento de dúvidas. O modelo de implementação poderá ser em regime curricular ou extracurricular.

“O Apps for Good desenvolve a capacidade criativa e empreendedora dos jovens, sendo a tecnologia um meio e não apenas um fim, na resolução de problemas e de causas sociais que permitam criar uma sociedade mais cívica e mais sustentável”, afirma João Baracho, diretor executivo do CDI (Centre for Digital Inclusion) em Portugal, onde o programa foi implementado há cinco anos e que conta, entre os seus parceiros, com a Fundação Calouste Gulbenkian.

 

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