Impacto do prémio

O Prémio para a Humanidade tem permitido que indivíduos e organizações alcancem enormes progressos na luta contra as alterações climáticas.

Desde que o Prémio foi instituído, em 2020, o júri independente – presidido este ano por Angela Merkel – distinguiu diferentes abordagens às alterações climáticas, incluindo a mobilização dos jovens, a formação de coligações, o desenvolvimento de soluções locais e a investigação científica.

O Prémio fortalece as comunidades que enfrentam os efeitos das alterações climáticas, ajudando-as a adaptar-se e a criar resiliência ao nível local. Apoia soluções escaláveis que terão um impacto real em termos nacionais e internacionais.

O principal legado do Prémio é o contributo que dá à humanidade para superar este nosso maior desafio.

Vencedores

Andhra Pradesh Community Managed Natural Farming, Rattan Lal e SEKEM

O Prémio Gulbenkian para a Humanidade 2024 foi atribuído a três pioneiros da agricultura sustentável: o programa Andhra Pradesh Community Managed Natural Farming (Índia), que apoia pequenos agricultores, sobretudo mulheres, na transição para uma “agricultura natural”; Rattan Lal, cientista pioneiro na abordagem à agricultura centrada no solo Rattan Lal (EUA/Índia); e SEKEM (Egito), uma organização com trabalho no domínio da agricultura biodinâmica, em particular pela sua iniciativa Associação Biodinâmica Egípcia, que apoia os agricultores na transição para práticas agrícolas regenerativas.

Os vencedores foram selecionados pela sua contribuição para a segurança alimentar global, a resiliência climática e a proteção dos ecossistemas, como reconhecimento da importância da complementaridade do seu trabalho e da necessidade de conciliar a investigação científica com aplicações práticas na área da agricultura sustentável.

Bandi “Apai Janggut”, Cécile Bibiane Ndjebet e Lélia Wanick Salgado

Três figuras inspiradoras do Sul Global foram selecionadas como vencedoras da quarta edição do Prémio: Bandi “Apai Janggut”, líder comunitário tradicional da Indonésia; Cécile Bibiane Ndjebet, ativista e agrónoma dos Camarões; e Lélia Wanick Salgado, ambientalista, designer e cenógrafa do Brasil.

Os três vencedores foram escolhidos pela sua liderança e trabalho incansável ao longo de décadas para restaurar ecossistemas vitais, incluindo florestas, paisagens e mangais, e proteger terras com e para o benefício das comunidades locais. O valor do Prémio foi dividido em igual parte e será utilizado para ajudar a ampliar o seu trabalho.

IPCC and IPBES

A terceira edição do Prémio reconheceu a importância da investigação científica para a construção de um pensamento sistémico baseado em evidência. O montante do Prémio foi dividido em partes iguais entre o Painel Intergovernamental sobre as Alterações Climáticas (IPCC) e a Plataforma Intergovernamental Científica e Política sobre a Biodiversidade e os Serviços dos Ecossistemas (IPBES), como reconhecimento do trabalho que ambas as organizações desenvolvem para chamar a atenção para as ameaças das alterações climáticas e da perda de biodiversidade.

2022 Award Ceremony António Feijó (President of the Gulbenkian Foundation), Hoesung Lee (IPCC), Anne Larigauderie (IPBES), and Angela Merkel (President of the Gulbenkian Prize for Humanity Jury) © Márcia Lessa

Pacto Global de Autarcas para o Clima e a Energia

A segunda edição do Prémio reconheceu a importância da ação local e a necessidade de as comunidades desenvolverem soluções para os desafios únicos que enfrentam. O Prémio foi atribuído ao Pacto Global de Autarcas para o Clima e a Energia – uma coligação de mais de 11.500 líderes municipais que representam mais de mil milhões de pessoas em todo o mundo. O Pacto utilizou o montante do Prémio para financiar dois projetos na África Subsariana, apoiando cidades na transição energética e na promoção da resiliência climática.

Greta Thunberg

Greta Thunberg foi a primeira laureada com o Prémio, como reconhecimento do seu trabalho sem precedentes de mobilização e inspiração das gerações mais jovens de todo o mundo para exigirem medidas de combate às alterações climáticas. O prémio de 1 milhão de euros foi doado pela Fundação Greta Thunberg para apoiar organizações comunitárias no Brasil, ajudar as comunidades na linha da frente das alterações climáticas na Índia, no Bangladesh e em todo o continente africano, viabilizar a criminalização internacional do ecocídio, apoiar o trabalho de limpeza na sequência de um derrame de petróleo ao largo da costa da Maurícia, combater a subnutrição e financiar projetos de apoio às pessoas refugiadas devido a fenómenos meteorológicos extremos.

 

 

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