Paulo Barriga

Bolsa Gulbenkian de Investigação Jornalística 2018

 

“A última Reforma Agrária” é um trabalho sobre o Alentejo pós-barragem do Alqueva, momento em que muitas terras mudaram de mãos, os negócios do azeite se transformaram, tal como transformaram a paisagem e a sustentabilidade daquele território.

A investigação foi publicada na revista Sábado.

 

Os novos escravos do Alentejo

3.º Capítulo. O olival da nação

Mais de 100 milhões de novas oliveiras foram plantadas em Alqueva na última década. O que alterou em definitivo a paisagem rural e humana do Alentejo. E fez disparar a criminalidade associada ao tráfico de pessoas. Esta é a última de uma série de reportagens realizadas ao abrigo de uma bolsa de investigação jornalística da Fundação Calouste Gulbenkian.

Sábado, 30 jan 2020

 

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O lado negro do negócio dourado do azeite

2.º Capítulo. O olival da nação

Na aldeia de Fortes, cerca de 80 habitantes sobrevivem cercados por uma pegajosa nuvem de fumo que se transforma em gordura e escorre pelas casas e plantações. É a consequência dos resíduos provenientes da produção de azeite, que estão a alcançar níveis nunca vistos.

Sábado, 23 jan 2020

 

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Os grandes donos do Alqueva

1.º Capítulo. O olival da nação

Cerca de 70% do território agrícola da região do Alqueva mudou de mãos nos últimos 10 anos – e o Alentejo passou de celeiro a olival da Nação. O antigo terratenente seareiro cedeu lugar a um novo megalatifúndio assente em fundos internacionais, com seis grandes grupos a deter ou a gerir mais de 65% dos olivais da região. São eles os grandes beneficiários do maior investimento público alguma vez realizado na agricultura portuguesa: 2,5 mil milhões de euros. Ao mesmo tempo que escasseia, a terra irrigada pelo Alqueva está a sofrer uma pressão sem precedentes, com o preço do hectare a crescer seis vezes em 15 anos. Neste período, graças aos novos olivais alentejanos, Portugal passou de importador crónico a quinto maior exportador mundial de azeite. E, segundo a Comissão Europeia, o olival poderá aumentar 88% até 2030. Este é o primeiro de três capítulos de uma reportagem realizada ao abrigo de uma bolsa de investigação jornalística da Fundação Calouste Gulbenkian.

Sábado, 16 jan 2020

 

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Bolsas de Investigação Jornalística

Conheça as propostas de investigação dos jornalistas selecionados para as Bolsas Gulbenkian de Investigação Jornalística.

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