Pós-memórias e literatura

Com Joëlle Sambi Nzeba, Djaimilia Pereira de Almeida, Paulo Faria e Margarida Calafate Ribeiro

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No âmbito da exposição Europa Oxalá, a mesa-redonda com as escritoras Djaimilia Pereira de Almeida, Joëlle Sambi e o escritor Paulo Faria pretende dar a ver como é que a novíssima literatura europeia lida com as heranças do passado colonial europeu, seja através de representações das guerras coloniais e dos processos de descolonização que os autores não viveram, seja através de ficcionalizações de histórias familiares interrompidas que se iniciam nas antigas colónias europeias, seja nas interrogações identitárias dos protagonistas de muitas obras que nos levam a circular entre Bruxelas, Kinshasa, Luanda, Lisboa ou Maputo, seja ainda na apreensão de territórios difusos, mais ou menos reais, mais ou menos fantasmáticos, entre a Europa e África, onde se encenam histórias que nos questionam a todos.

Há uma literatura da pós-memória colonial europeia? Qual é o seu repertório? Onde estão esses escritores e poetas? O que os levou ao tema? Como dialogam com as gerações anteriores? Quais as suas influências e quais as suas demandas? Como é que esta literatura dialoga com as outras expressões artísticas?

Paulo Faria, Djaimilia Pereira de Almeida (via teams) e Joëlle Sambi estarão à conversa com Margarida Calafate Ribeiro e consigo nesta mesa-redonda que lhe propomos.


TRADUÇÃO SIMULTÂNEA

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BIOGRAFIAS

Djaimilia Pereira de Almeida é escritora. Escreveu, entre outros, Luanda, Lisboa, Paraíso e Três Histórias de Esquecimento. Os seus livros e ensaios estão publicados em Portugal, no Brasil, nos Estados Unidos da América, na Argentina, nos países de língua alemã e, em breve, em Árabe, Catalão, Dinamarquês, Eslovaco, Italiano e Mandarim. Recebeu, entre outros, o Prémio Oceanos 2019 e 2020, o Prémio Fundação Inês de Castro 2018 e o Prémio Fundação Eça de Queiroz 2019. Foi bolseira de criação literária do Centro Nacional de Cultura e do Ministério da Cultura e é a escritora residente da Literaturhaus Zürich na Primavera de 2022. Doutorou-se em Teoria da Literatura na Universidade de Lisboa. Nasceu em Luanda e cresceu nos subúrbios de Lisboa.

Joelle Sambi Nzeba nasceu em Bruxelas, em 1979 onde passou os seus primeiros anos de vida e cresceu em Kinshasa. Regressou à Bélgica em 2021 para prosseguir os seus estudos em jornalismo, na Universidade Livre de Bruxelas, onde se licenciou. É em Bruxelas que vive e trabalha atualmente. Romancista, performer, atriz, slammeuse, poeta Joëlle Sambi Nzeba é também feminista e ativista LGBTQI+. É autora de Je ne sais pas rêver, 2002 e de Le monde est gueule de chèvre, 2007, pelo qual recebeu o prémio Gros Sel, em 2008. A sua última obra poética Caillasses, saiu pelas edições Arbre de Diane, em 2021. Publica regularmente no seu blogue Solola Bien.

Margarida Calafate Ribeiro é investigadora-coordenadora no Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, professora no programa de doutoramento Pós-Colonialismos e Cidadania Global (CES/ FEUC) da Universidade de Coimbra e, com Roberto Vecchi, responsável pela Cátedra Eduardo Lourenço, Camões / Universidade de Bolonha. Coordenou o projeto MEMOIRS Filhos de Império e Pós-Memórias Europeias, do Conselho Europeu de Investigação, entre outros projetos, e é autora de vários livros e artigos. A sua última publicação em coautoria com Fátima da Cruz Rodrigues intitula-se Des-Cobrir a Europa, Filhos de Impérios e Pós-memórias Europeias (Afrontamento, 2022).

Paulo Faria nasceu em Lisboa, em 1967.

É tradutor literário, tendo traduzido autores como Cormac McCarthy, Don DeLillo, Jack Kerouac, George Orwell e muitos outros.

Em 2015, venceu o Grande Prémio de Tradução da Associação Portuguesa de Tradutores e da Sociedade Portuguesa de Autores, pela tradução de História em duas cidades, de Charles Dickens.

Publica textos esporadicamente no jornal Público.
Com o seu segundo romance, Gente acenando para alguém que foge, venceu o Prémio Autores 2021 da Sociedade Portuguesa de Autores: Melhor Livro de Ficção Narrativa.

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