Luiz Vaz 73

No ano em que se comemora o centenário do nascimento de Ernesto de Sousa, o Centro de Arte Moderna apresenta a obra «Luiz Vaz 73», em colaboração com o Serviço de Música e com o musicólogo Jaime Reis.

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No ano em que se comemora o centenário do nascimento do artista multidisciplinar, realizador, curador, crítico e ensaísta Ernesto de Sousa,  o Centro de Arte Moderna, em colaboração com o Serviço de Música da Fundação Calouste Gulbenkian e com o musicólogo Jaime Reis, apresenta no palco do Grande Auditório da Fundação a obra  Luiz Vaz 73 (1975-1981), um projeto mixed-media da autoria de Ernesto de Sousa (Lisboa, 1921-1988) e do compositor, pianista, maestro e professor Jorge Peixinho (Montijo, 1940-Lisboa, 1995). A sua apresentação marca também a incorporação, em 2019, de Luiz Vaz 73 na coleção do CAM – a obra física e a documentação associada dos dois autores –, completando assim um ciclo de trabalhos de conservação (restauro, digitalização dos diapositivos analógicos e transcrição digital das fitas magnéticas), de estudo e de reconstituição material e histórica da obra.

O título da obra faz referência ao poema épico Os Lusíadas, de Luiz Vaz de Camões, publicado 400 anos antes em Lisboa, em 1573, e que esteve na génese da composição de uma obra de música eletrónica, com o mesmo título, que o compositor Jorge Peixinho realizou em Gante, no Instituto de Psicoacústica e Música Electrónica (Bélgica), entre 1973 e 1974. Em 1975, Jorge Peixinho e Ernesto de Sousa começam a trabalhar no «envolvimento musical-visual» Luiz Vaz 73 (1975-1981).  Esta obra é simultaneamente um projeto espacial, visual e sonoro, construído a partir de uma estrutura visual e de uma composição musical, com improvisação ao vivo (instrumentos acústicos) pelo Grupo de Música Contemporânea de Lisboa (fundado em 1970).

Com seis apresentações ao longo dos anos de 1975 e 1981, a obra foi originalmente apresentada em Gante, em 1975, e em Lisboa, na Galeria Nacional de Arte Moderna de Belém, em 1976, esta última com a colaboração plástica do artista Fernando Calhau, na conceção do espaço. Postumamente, a obra foi reapresentada em 2009, na Sala Polivalente do CAM, no contexto da exposição Anos 70. Atravessar Fronteiras. Passados 12 anos desta última apresentação pública, impunha-se um novo olhar sobre as fontes, a documentação produzida pelos autores, os materiais físicos da obra, restaurados e transcritos (diapositivos e fitas magnéticas), os suportes tecnológicos (históricos e atuais) e uma nova leitura curatorial. A atual reapresentação de Luiz Vaz 73 teve como base documental a versão apresentada em 1976, na Galeria de Belém.

 

 

 


FICHA TÉCNICA

Curadoria Rita Fabiana e Jaime Reis com Diogo Marques e Sofia Mendes
Tratamento de áudio e restauro Jaime Reis
Tratamento de imagem e restauro Lupa – Luís Pavão, lda. e Sónia Casquiço
Cenografia Sofia Mendes (adaptação do projeto cénico de Fernando Calhau para a Galeria de Belém em 1976)
Músicos GMCL – Grupo de Música Contemporânea de Lisboa, com a participação de Ana Castanhito (harpa), Jorge Sá Machado (violoncelo), José Sá Machado (violino), João Pereira Coutinho (flauta), Luís Gomes (clarinete) e Ricardo Mateus (viola d’arco)
Direção Musical e Espacialização Sonora Jaime Reis

Uma produção do Centro de Arte Moderna, em colaboração com o Serviço de Música e com os Serviços Centrais da Fundação Calouste Gulbenkian


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