Hergé

A primeira exposição em Portugal dedicada ao autor de Tintin apresenta tesouros do Museu Hergé e revela as diversas facetas do autor, da ilustração à banda desenhada, passando pela publicidade, imprensa ou desenho de moda e artes plásticas.

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Esta é uma exposição dedicada a Georges Remi, o artista de múltiplos talentos conhecido por “Hergé”.

Organizada em colaboração com o Museu Hergé de Louvain-la-Neuve, a mostra reúne uma importante seleção de documentos, desenhos originais e várias obras criadas pelo autor de Tintim, através da qual o público terá a ocasião de decifrar a arte de um criador de génio que usa todos os meios à sua disposição para realizar as suas composições, da ilustração à banda desenhada, passando pela publicidade, imprensa ou desenho de moda e artes plásticas.

Inspirando-se em várias correntes artísticas da sua época – da pop art ao abstrato, passando pelo minimalismo –, este artista autodidata também se interessou por civilizações antigas e pelas chamadas artes primitivas.

O que torna a arte de Hergé única e a distingue da de muitos outros autores de banda desenhada é a sua extraordinária capacidade de representar a realidade por um lado, de uma forma inventiva, mas por outro, tão familiar que o leitor pode facilmente projetar-se neste universo criado a partir do zero. Com linhas simples de uma impressionante precisão, sob o estandarte da inimitável “linha clara”, Hergé dá origem a personagens emblemáticas que encarnam os grandes valores da sociedade.

Esta exposição é uma oportunidade única para os visitantes descobrirem alguns dos tesouros dos Museu Hergé: pranchas originais, pinturas, fotografias e documentos de arquivo.

Será também a ocasião para revelar uma faceta do artista menos conhecida: a sua brilhante carreira como designer gráfico publicitário, revelada pelos seus cartazes altamente criativos.

Surpreenda-se com as diversas facetas de uma personalidade artística de referência do século XX!


VÍDEOS

A Braços com Hergé
Ana Vasconcelos convida Maria Helena Borges

Todos podemos ser Tintin
Ana Vasconcelos convida António Jorge Gonçalves


Núcleos

A pouca importância atribuída à banda desenhada afetava Hergé, cuja obra, internacionalmente consagrada, suscitava entusiasmo, mas tardava em ser reconhecida como uma verdadeira arte. Esta exposição celebra hoje o grande artista que ele foi, sob a forma de um regresso às origens, e propõe ao visitante explorar certos aspetos menos conhecidos da sua personalidade, começando pelas suas incursões na pintura no início dos anos 1960 e pelo fascínio que, naquela época, ele tinha pela arte do seu tempo, a mais moderna.

Hergé, Composition sans titre, c.1960 © Pedro Pina
Hergé, Composition sans titre, c.1960 © Pedro Pina
Hergé, Composition sans titre, c.1960 © Pedro Pina

Muito antes do seu encontro pessoal com a arte moderna, Hergé está já familiarizado com as correntes artísticas de diversas origens e épocas. Logo nos primeiros anos da sua atividade profissional no jornal Le Vingtième Siècle, o jovem entra em contacto com artigos dedicados às pinturas e esculturas realizadas pelos seus contemporâneos, mas que fazem também referência às correntes artísticas do passado, próximo ou distante.

Essas reportagens abordam assuntos tão diversificados como a arte pré-colombiana, Van Gogh, Tutankhamon, Brueghel, Utrillo, Dürer, Goya, Monet, etc. Outras ainda dão a conhecer aos leitores museus como o do Cinquantenaire, o Museu das Belas-Artes de Tournai, as exposições nas galerias belgas…

O retrato de Hergé, pintado por Andy Warhol em 1977, é enquadrado por fotografias do primeiro encontro entre os dois © Pedro Pina
O “H”, Plexiglass. Haddock leva um “H” para Moulinssart, afirmando que se trata de uma obra de arte. Coleção Archibald Haddock © Pedro Pina
Presença assídua em algumas galerias de arte contemporânea de Bruxelas, Hergé foi formando ao longo dos anos a sua própria coleção © Pedro Pina

Com o aparecimento de As Aventuras de Tintin e através das suas redes de amigos e de conhecidos, Hergé vai pouco a pouco reunir uma reserva de imagens documentais que lhe permitirão integrar nas suas vinhetas referências a diversas correntes artísticas. Com a sua iniciação à arte moderna nos anos 1960, Hergé descobre então o prazer da coleção privada e rodeia-se de diversas obras, verdadeiras paixões, que serão colocadas nas paredes da sua casa, mas também nas dos Studios Hergé.

Em várias entrevistas, Hergé explica que sempre gostou de contar histórias e, ao mesmo tempo, de as acompanhar com desenhos ilustrativos.

Inspirando-se no cinema mudo, no cinema a preto-e-branco, no expressionismo alemão, mas influenciado também pelas suas leituras de criança e adolescente, Hergé desde cedo desenvolve um conhecimento bastante consequente da arte da découpage, da construção da história e da representação. Criar uma atmosfera, um cenário, um ambiente, construir uma narrativa, uma intriga, criar uma galeria de personagens, eis em poucas palavras os atributos de um autor-desenhador que estará em constante evolução ao longo da sua carreira profissional.

As atenções recaem sobre a grande composição na parede do fundo, que mostra os diferentes álbuns das Aventuras de Tintin publicados em dezenas de línguas. © Pedro Pina
Hergé dá grande importância ao movimento e ao suspense presentes no grande ecrã. King Kong, por exemplo, terá inspirado a figura do gorila de “A Ilha Negra” © Pedro Pina

 

Apropriando-se de uma série de métodos caraterísticos do romance, mas também de alguns “truques” próprios da linguagem cinematográfica, Hergé transfigura-os para criar uma obra original, uma mistura harmoniosa de palavras e imagens que fazem dele um grande autor.

A elipse, o running gag, o MacGuffin, o jogo de palavras, a alternância de situações trágicas e cómicas, o humor, a dimensão psicológica dos personagens… são inúmeros os exemplos que conferem a Hergé o estatuto de autor de exceção.

1940. As tropas alemãs ocupam a Bélgica. O jornal Le Vingtième Siècle desaparece e, com ele, Le Petit Vingtième. Hergé deixa de ter onde publicar os seus desenhos, até que surge a solução: o diário Le Soir, de Bruxelas, pretende criar um suplemento semanal para a juventude. As Aventuras de Tintin reaparecem primeiro no suplemento Le Soir Jeunesse, até julho de 1941 e, mais tarde, diretamente no Le Soir, sob a forma de tiras diárias. A colaboração de Hergé com o Le Soir e alguns jornais de língua flamenga, todos sob domínio das forças de ocupação, causar-lhe-ia grandes inquietações no momento da Libertação. Preso várias vezes, em setembro de 1944, para ser interrogado, é ilibado oficialmente apenas em maio de 1946 com a obtenção do seu “certificado de civismo”.

Maqueta do ‘Observatório Astronómico’ realizada por Alan Leonis para “A Estrela Misteriosa”, álbum publicado em 1942, em plena II Guerra Mundial. © Pedro Pina
“A Estrela Misteriosa” é o primeiro álbum a ser publicado inteiramente em quadricromia © Pedro Pina
O álbum “O Segredo do Licorne”, adaptado ao cinema em 2011 por Steven Spielberg, tem continuação no álbum “O Tesouro de Rackham, o Terrível”, ambos publicados em 1943. © Pedro Pina

Para o desenhador, a Segunda Guerra Mundial coincide com um período de sucesso: nunca a tiragem dos seus álbuns na Casterman fora tão grande. Mas foi, sobretudo, a época da sua maturidade gráfica. Pressionado pelo editor, mas sempre guiado pelos seus princípios de simplicidade e de legibilidade, Hergé adotou finalmente a cor em A Estrela Misteriosa, mas escolheu tons delicados aplicados de forma uniforme, sem sombras nem degradês. Perante a monumental tarefa de editar a cores os álbuns mais antigos, precisava de ajuda: foi então que conheceu Edgar P. Jacobs!

Este período carateriza-se também pela estreia de um novo personagem: o Capitão Haddock, que surge pela primeira vez em O Caranguejo das Tenazes de Ouro. Generoso, brusco e irascível, utilizando palavrões com desenvoltura, este homem muito sentimental não deixará de nos impressionar com o seu inabalável sentido de amizade.

As pranchas desenhadas a lápis apresentadas ao público nesta sala testemunham o grande domínio de Hergé na arte do retrato.

O seu traço a lápis torna-se mágico quando se concentra nos seus personagens. É examinando, de perto ou de longe, os retratos realizados por Hergé que nos damos conta até que ponto ele desenha bem. A sua sensibilidade, o seu feeling e o seu domínio deste género são notáveis. Ele observa e reproduz, muitas vezes ao vivo (outros posam para ele) e o resultado é magistral.

O Castelo de Moulinsart é uma cópia quase perfeita do Castelo de Cheverny, situado no Vale de la Loire, ao qual foram retiradas as alas laterais © Pedro Pina
O português Oliveira da Figueira surge no 4º álbum “Tintin e os Charutos do Faraó” (1934), a bordo de um navio que levava Tintim até ao Egito © Pedro Pina
Na maquete do castelo de Moulinsart, que ocupa parte da sala, escondem-se as principais personagens dos álbuns de Tintin © Pedro Pina
Prancha, ainda em esboço, para “O Caso Girassol”, 1955 © Pedro Pina
Página 36 da primeira edição do álbum “O Caso Girassol”, 1956 © Pedro Pina

 

Se a banda desenhada foi, durante muito tempo, considerada uma arte menor, foram personalidades como Hergé que a impulsionaram para níveis artísticos nunca igualados. Certos esboços, realizados a grafite, do Capitão Haddock, de Tintin ou do Professor Girassol, por exemplo, lembram-nos — pela sua complexidade, a sua turbulência sábia, a justeza de tom — exercícios de estilo que nada ficam a dever aos grandes mestres que Hergé admirava: Dürer, Holbein, Da Vinci, Ingres…

A relação entre o desenhador e os seus personagens é profunda, íntima e duradora. Mas esta caraterística aplica-se sobretudo à série de as aventuras de Tintin e Milu. Essa conivência será menos forte em Quim e Filipe, embora os dois miúdos vivenciem peripécias e situações inspiradas em parte na própria infância de Hergé. E será praticamente inexistente no que refere às histórias de Joana, João e o Macaco Simão.

João e Joana (sem o macaco Simão), personagens criadas por Hergé para a revista francesa “Coeurs Vaillants”, fogem aqui da explosão do vulcão Karamako. © Pedro Pina
Nestor, das Aventuras de Tintin, também será desenhado desequilibrado nuns patins, como a personagem “O Testamento do Sr. Pump”, da coleção As Aventuras de Joana, João e o Macaco Simão © Pedro Pina

 

Podemos, neste último caso, falar de um verdadeiro trabalho de encomenda. O desenhador trabalha nesta série, manifestamente sem entusiasmo, limitando-lhe, aliás, o número de álbuns.

Embora o autor se regozije por ter sido, quase de imediato, publicado em França, na Suíça e em Portugal, lamenta, no entanto, o facto de as aventuras de Tintin, tal como as de Joana, João e o Macaco Simão terem sido apresentadas, impressas, e até coloridas, sem muito respeito pelos critérios qualitativos observados nas publicações de origem. O coração de Hergé não reagiu com grande valentia quando viu a sua obra reproduzida em Coeurs Vaillants.

O termo “reclame” não foi escolhido por acaso: é uma alusão direta ao que era utilizado nos anos 1930, em substituição do termo “publicidade” como dizemos agora. Os anos 1930 assistiram, assim, ao nascimento do L’Atelier Hergé-Publicité.

Esta sala revela um lado desconhecido dos talentos do desenhador de banda desenhada. Encontramos aqui belos e grandes cartazes concebidos por Hergé e pelo seu sócio José De Launoit. Descobrimos aqui o verdadeiro talento do pai de Tintin no domínio da publicidade e das mensagens de vocação publicitária. Toda uma época, todo um estilo!

Na década de 1930, Hergé mergulha na arte do “reclame”, criando cartazes para grandes empresas belgas © Pedro Pina
Projeto de publicidade para a cerveja belga White Star Leopold, no início dos anos 30 © Pedro Pina

 

Os documentos expostos proporcionam também uma lição de grafismo: a simplicidade da mensagem, o lettering, a distribuição, a repartição dos espaços, a passagem a cor: toda uma série de caraterísticas e de particularidades que reencontramos nos princípios fundamentais próprios da linha clara.

Os mesmos princípios se aplicam às ilustrações de capas, panfletos publicitários e outros documentos relacionados com o domínio da publicidade.

Este aspeto menos conhecido, marginal em relação à notoriedade da obra de BD de Hergé, inclui um outro que também não o é menos: a série sobre animais Tim l’Écureuil (Tim, o Esquilo), influenciada pela visualização, na época, dos desenhos animados.

É incontestável que para Hergé o acontecimento mais importante da década de 1930 foi o seu encontro com Tchang Tchongjen e a publicação do álbum O Lótus Azul.

O jovem ocidental é “confrontado” com um jovem oriental. Pontos em comum: a arte (pintura, escultura, desenho, banda desenhada), a religião (Tchang é católico), a língua (Tchang fala francês). O choque…

Um encontro que se materializa com uma nova aventura de Tintin, dotada de maior dimensão na narrativa em comparação com os episódios anteriores.

Foi no suplemento infantil “Petit Vingtième”, publicação do jornal “Vingtième Siècle”, que Hergé começou a sua carreira, em janeiro de 1929 © Pedro Pina
Com “O Lótus Azul”, Hergé descobre uma civilização que desconhecia ao mesmo tempo que toma consciência da sua responsabilidade enquanto ilustrador © Pedro Pina
Influenciado por Tchang Tchong-Jen, o álbum “O Lótus Azul” marca a forma de Hergé ver o mundo e de o retratar, com maior abertura e rigor © Pedro Pina
Conjunto de pincéis chineses oferecidos a Hergé por Tchang Tchong-Jen © Pedro Pina

 

Esse acontecimento é celebrado nesta sala por numerosos documentos: pranchas realizadas a tinta da China, ilustrações de capas do Le Petit Vingtième relacionadas com O Lótus Azul, folhetos, objetos pessoais de Tchang, etc.

A parede com fascículos do Le Petit Vingtième evoca, por sua vez, a intensa atividade de Hergé desenhador e ilustrador durante os anos 1930. Atividade que não se limita, claro, à criação do episódio de O Lótus Azul. Não deixa de ser notória a piscadela de olho a Quim e Filipe e a outras produções assinadas por Hergé durante esses anos de trabalho intenso.

O destino de Hergé mudou para sempre a 10 de janeiro de 1929. Tintin está em marcha!

Hergé sempre gostou de contar histórias. Dotado de uma memória extraordinária e de uma curiosidade sem limites, este puro autodidata assimila rapidamente a arte de contar uma história, a découpage, as receitas para que aquilo “funcione”.

A ideia da morte de Tintin, no álbum “Tintin no País dos Sovietes”, foi manifestamente exagerada. Seria, pelo contrário, o início de uma grande carreira © Pedro Pina
No início, Hergé construía a história à medida que a ia publicando © Pedro Pina
Milu é um fiel companheiro de Tintin desde os primeiros desenhos. O fox terrier pensa, fala e ajuda o seu dono em todas as aventuras © Pedro Pina

 

Das influências reconhecidas pelo próprio autor (Rabier, Saint-Ogan, McManus) aos primeiros desenhos significativos, dos “pecados da juventude” às pranchas conseguidas, da pré-publicação no Le Boy-Scout aos álbuns na Casterman, das técnicas de reprodução aproximativa à bela impressão sobre papel de qualidade superior, vamos descobrir a evolução do processo criativo que levará o jovem Georges Rémi a tornar-se Hergé, pai da banda desenhada europeia.

Podemos ver vinhetas notáveis, extraídas de Tintin no País dos Sovietes. Uma bela reflexão sobre “a beleza silenciosa do preto e branco”, e a receita da linha clara.


Programa

O Futuro de Tintin
Sexta, 01 de outubro, 19:00

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Ciclo Hergé no mundo contemporâneo
Moderação de António Costa Pinto

Entrada gratuita mediante levantamento de bilhete a partir do dia útil anterior ao evento.

Hergé e o Portugal do Estado Novo
António Cabral e António Araújo
Sexta, 12 de novembro, 18:00 / Auditório 3

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Hergé global
Carlos Gaspar e João Pedro George
Segunda, 22 de novembro, 18:00 / Auditório 3

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Hergé e o mundo contemporâneo
Miguel Bandeira Jerónimo e Maria Inácia Rezola
Terça, 23 de novembro, 18:00 / Auditório 3

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Ciclo Ler Hergé hoje
Moderação de João Paulo Cotrim

Entrada gratuita mediante levantamento de bilhete a partir do dia útil anterior ao evento.

A linha é assim tão clara?
Fernanda Fragateiro e Francisco Vidal
Segunda, 29 de novembro, 18:00 / Auditório 3

Espécie de catacrese!
Patrícia Portela e José Pedro Serra
Segunda, 10 de janeiro, 18:00 / Auditório 3

 

Apresentação do livro Tintin no país dos Sovietes
pelas Edições Asa
Segunda, 06 de dezembro, 18:00 / Auditório 3

Castafiore
Performance de Catarina Molder
Entrada gratuita mediante levantamento de bilhete no dia anterior ao evento.
Sábado, 11 de dezembro, 18:00 / Auditório 2
Sábado, 08 de janeiro, 18:00 / Auditório 2

Visita e conversa com os curadores: Hergé
Sexta, 01 de outubro, 17:00 / Galeria Principal

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Visita orientada: Hergé e Tintin… hoje
09, 13, 16, 20, 23, 30 de outubro, 16:00 / Galeria Principal
03, 06, 13, 17, 20, 27 de novembro, 16:00 / Galeria Principal
04, 11, 15, 18 de dezembro, 16:00 / Galeria Principal
04, 08 de janeiro de 2022, 16:00 / Galeria Principal

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Visita e conversa com a curadora e convidados: Hergé
Ana Vasconcelos convida…
Quinta, 07 de outubro, 18:00 / Galeria Principal
Quinta, 14 de outubro, 18:00 / Galeria Principal
Quinta, 18 de novembro, 18:00 / Galeria Principal
Quinta, 06 de janeiro, 18:00 / Galeria Principal

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Visitas presenciais para escolas e grupos organizados
Mediante marcação prévia, através de preenchimento de formulário online

Formulário de marcação

Tintin por tim tim
Uma oficina desenhada! (para famílias)
Sábado, 23 de outubro, 15:00 / Sala 1
Sábado, 30 de outubro, 15:00 / Sala 1
Sábado, 06 de novembro, 15:00 / Sala 1
Sábado, 20 de novembro, 15:00 / Sala 1

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Sketch Lab
BD em ação!
Sábado, 06 de novembro, 15:00 / Sala 2
Sábado, 20 de novembro, 15:00 / Sala 2
Sábado, 04 de dezembro, 15:00 / Sala 2

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A Fundação Calouste Gulbenkian reserva-se o direito de recolher e conservar registos de imagens, sons e voz para a difusão e preservação da memória da sua atividade cultural e artística. Caso pretenda obter algum esclarecimento, poderá contactar-nos através de [email protected] .


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