Castafiore 

Performance por Catarina Molder

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Partindo da icónica personagem feminina da banda desenhada As Aventuras de Tintin, Bianca Castafiore – a Diva que canta, ad aeternum, a famosa “Ária das Joias” da ópera Fausto, de Gounod – este espetáculo procura evocar e desconstruir a figura da Diva e a sua própria caricatura: a Diva que perdeu a noção do tempo e do mundo, recusando-se a sair do seu pedestal.

Por ironia, no mundo real, a Diva caiu mesmo do pedestal e perdeu a aura que a envolvia. Diva procura-se!


FICHA TÉCNICA

Catarina Molder Soprano, conceção e cocriação
Tânia Carvalho Direção cénica, desenho de luz e cocriação
André Hencleeday Piano preparado e cocriação
Nuno da Rocha Assessoria musical


BIOGRAFIAS

Natural de Lisboa, Catarina Molder é licenciada em canto pela Escola Superior de Música de Lisboa, tendo feito uma pós-graduação em canto na Hochschule für Musik und Theater de Hamburgo, que frequentou como bolseira do governo alemão e da Fundação Calouste Gulbenkian.

Tem-se apresentado nos principais teatros e festivais portugueses e colaborado com inúmeras orquestras nacionais. Participou e criou diversos projetos de cruzamento disciplinar, num repertório que vai de Verdi e Puccini ao cabaret e à música contemporânea.

Criou a Ópera do Castelo, estrutura com a qual concebe, produz e se apresenta em projetos de ópera inovadores, com cruzamentos múltiplos, incluindo o audiovisual, dos quais se destaca a série televisiva Super Diva, ópera para todos, para a RTP2, cuja primeira série ganhou em 2013 o Prémio SPA para melhor programa televisivo.

Em 2020, em plena pandemia, lançou um novo Festival de Ópera em Lisboa, Operafest Lisboa, com repetido sucesso no Verão de 2021, cruzando tradição e vanguarda.

Presentemente prepara uma série televisiva de ficção operática Cortina Vermelha, para a RTP2 e a criação absoluta da nova ópera de António Chagas Rosa, O Homem dos Sonhos, na qual, além de interpretar a personagem principal é responsável pela direção do projeto.

Nasceu em Lisboa em 1988, é performer e compositor sediado nesta cidade.

Concluiu o curso de Piano no Conservatório Nacional de Lisboa e mais tarde a Licenciatura em Composição na Escola Superior de Música de Lisboa. Apresenta-se e grava regularmente com agrupamentos no domínio da música improvisada, trabalhando regularmente com Ernesto Rodrigues. Foi assistente de Miguel Azguime no O’Culto da Ajuda.

No contexto da exposição Desenho Sem Fim, de Rui Chafes, realizou um concerto de encerramento com o projeto “Candura” que divide com Pedro Coragem.

Mais recentemente, estreou-se como solista na peça Inferno, de Nuno da Rocha, com o Coro e a Orquestra Gulbenkian na Fundação Calouste Gulbenkian.

Estudou Artes Plásticas na Escola Superior de Arte e Design, nas Caldas da Rainha, em 1994, e na Escola Superior de Dança entre 1995 e 1997. Concluiu o Curso de Intérpretes de Dança Contemporânea do Fórum Dança em 1999 e o Curso de Coreografia da Fundação Calouste Gulbenkian em 2005, em Lisboa.  Teve aulas particulares de piano e formação musical com João Aleixo, Diogo Alvim e Yuri Popov (2007-2013) e de Erhu, com Inês (2018) e Cheong Li (2019 até aos dias de hoje).

Como coreógrafa, tem-se apresentado regularmente em teatros, festivais e residências artísticas tanto em Portugal como no estrangeiro. Fez criações para outras companhias, como o Ballet de l’Opera de Lyon (Xylographie), a Company of Elders, em Londres (I Walk, You Sing), a Companhia Nacional de Bailado (S), a Companhia Paulo Ribeiro (Como é que eu vou fazer isto?), a Companhia de Ballet do Norte (3), e a Dançando com a Diferença (Doesdicon).

Em 2018, assinalou os seus vinte anos de criação artística com o “Ciclo Tânia Carvalho” programado pelos Teatros Maria Matos, São Luiz e Companhia Nacional de Bailado.

É também criadora dos projetos musicais Madmud, Trash Nymph e Moliquentos, e cofundadora do coletivo de artistas Bomba Suicida, onde permaneceu até à sua dissolução, em 2014. Em 2015, criou, em nome individual, a sua produtora.

Compõe pontualmente bandas sonoras para as suas criações, bem como para as de outros coreógrafos, como Luís Guerra e Simon Vincenzi. Uma das suas composições integrou o filme ALinha, de Manuel Guerra. Realizou Um Saco e uma Pedra – peça de dança para ecrã (2018), o seu primeiro filme.

Integrou a rede internacional de programadores e coreógrafos Modul Dance (2011-2014) e programou a secção nacional do Festival Cumplicidades (Portugal, 2018). Integrou, com O Reverso das Palavras, o Festival Best Of (Les Subsistances, Lyon, 2018


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