Para que serve um paraíso?

Do Jardim à Paisagem – 7 Conversas e Devaneios

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Data

  • 18:00 / Cancelado 18:00 / Esgotado 18:00 – 20:00
  • 18:00 / Cancelado 18:00 / Esgotado 18:00 – 20:00
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Local

Sala 2 Fundação Calouste Gulbenkian

Preço

10% – Cartão Gulbenkian e Cartão Gulbenkian Mais

Na sequência dos dois cursos dedicados ao Jardim e à Paisagem, este novo curso propõe sete encontros para refletir sobre o Paraíso como ideia, jardim e paisagem.

Desde os primórdios, a humanidade sonha com um Paraíso. Um lugar ideal, perdido ou por encontrar – um espaço de plenitude, beleza, equilíbrio.

Ao longo do tempo, esse conceito foi construído, reconstruído e reinterpretado em diversas formas: jardins, paisagens, mitos, arte, filosofia.

O Paraíso está presente no imaginário coletivo como um desejo profundo, uma memória ancestral ou uma utopia futura. Seja nas mãos de reis ou no coração de gente simples, foi desenhado, cantado, pintado e sonhado como símbolo de harmonia entre o ser humano e a natureza.

Este curso pretende ser um percurso entre memória, arte, cultura e políticas de paisagem.

Cada uma das sessões é autónoma. Estas sessões poderão ter momento de visita ao Jardim. Os participantes devem trazer vestuário e calçado adequados.

Idioma: Português

Biografias


Programa

1.ª Sessão / À procura do paraíso

Antes de encontrarmos o Paraíso, precisamos entender o que ele representa. A primeira conversa é um convite à busca – uma travessia entre linguagens, mitos e significados.
Como caminhar rumo ao Paraíso? Esta busca atravessa a etimologia, a filosofia, as religiões, as utopias. O Homem sonhou com lugares felizes desde sempre. Uma caminhada essencial para a compreensão desse espaço intrínseco à nossa humanidade.

2.ª Sessão / Entrada no paraíso

O que marca a entrada no Paraíso? Onde começa esse lugar sagrado – físico ou simbólico? Aqui, refletimos sobre os primeiros gestos humanos que deram forma ao sonho do Paraíso.
Muito antes de cidades ou jardins, a escolha do caminho já era essencial. O caçador e o recoletor, ao percorrerem o território, já traçavam rotas sagradas. As pinturas rupestres, os monumentos megalíticos, os espaços entre céu e terra, marcam o início dessa busca. Que caminhos traçamos hoje ?

3.ª Sessão / Dentro do paraíso

Entrar no Paraíso é também enraizar-se. O terceiro encontro trata da permanência: da construção de um lugar, do cuidado, da criação de um espaço que nos acolhe.
Quando uma semente é lançada à terra, nasce mais do que uma planta – nasce um território habitado. A Humanidade aprende com a natureza, guarda o lugar que lhe dá alimento físico e espiritual. Assim surgem jardins e paisagens: espaços onde se vive, produz, protege e contempla. Que lugares habitamos hoje com essa profundidade?

4.ª Sessão / Continuando dentro do paraíso

Nesta sessão, mergulhamos na beleza. Observamos como a sensibilidade transforma o espaço em arte – e como o olhar molda o jardim como obra viva.
Com a sobrevivência assegurada, vem o encantamento. A beleza da terra lavrada, o som da água, a sombra, o aroma, o tempo da vegetação – tudo se torna matéria de criação. Sarah Affonso trocou tintas por terra e bordou o mundo com natureza. Outros artistas e jardineiros também elevaram o jardim a uma expressão estética. Qual é hoje a dimensão artística dos nossos espaços de demora?

5.ª Sessão / Ainda lá dentro

O Paraíso não é apenas um espaço natural – pode ser também político, social, coletivo. Aqui, discutimos o jardim como lugar de inclusão, liberdade e igualdade.
Quando a ordem social se alinha com a Natureza, o jardim deixa de ser privado para se tornar público. O Paraíso torna-se paisagem partilhada – espaço de liberdade e cidadania. Um jardim que espelha a harmonia natural e inspira a construção de uma sociedade mais justa. Ainda é esse o papel dos nossos jardins e paisagens?

6.ª Sessão / O paraíso para lá dos limites

Chegando ao fim do percurso, olhamos o Paraíso hoje – um conceito que se tornou ainda mais denso e desafiador no mundo contemporâneo.
O tema “Paraíso, hoje” marcou a presença portuguesa na Bienal de Arquitetura de Veneza de 2025. Mais do que um ideal, o Paraíso é agora um campo de reflexão sobre ética, ecologia e convivência. Michel Serres propôs um “contrato natural” – um pacto entre o ser humano e o planeta. Será que os jardins e paisagens de hoje seguem esse caminho? São projetos de integração, harmonia, visão global, como propõem Edgar Morin e o Papa Francisco?

7.ª Sessão / Paraíso como jardim

Na sétima sessão, descansamos.
Descansamos no Jardim. Passeamos. Contemplamos. Procuramos as pausas, os segredos, o Paraíso que contém e os paraísos de cada um. Deixamos o Paraíso lá fora e reflectimos sobre os Paraísos na sala que nos acolheu ao longo destas 7 sessões.

Ficha técnica

Conceção e orientação

Aurora Carapinha

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