Conversa sobre o Futuro da Igualdade 

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Moderada por Miguel Poiares Maduro, presidente da Comissão Científica do Fórum Futuro, a Conversa sobre o Futuro da Igualdade conta com a participação de Daniel Markovits (Universidade de Yale) e de Philippe van Parijs (Universidade de Lovaina).

A opinião defendida por cada um dos autores nesta Conversa pode ver-se nas Gulbenkian Ideas que prepararam para este efeito.

Esta é a segunda conferência do ciclo de Conversas sobre o futuro, realizado em parceria com a RTP3, no qual oradores internacionalmente reconhecidos debatem temas fundamentais do nosso futuro próximo.


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PUBLICAÇÕES


BIOGRAFIAS

Daniel Markovits é Professor Guido Calabresi de Direito na Faculdade de Direito de Yale e Diretor Fundador do Centro de Estudos de Direito Privado. Markovits publica amplamente e num vasto conjunto de disciplinas, incluindo direito contratual, teoria jurídica, filosofia moral e política e economia comportamental. Os seus ensaios foram publicados nas publicações Science, The American Economic Review e The Yale Law Journal. O seu livro atual, The Meritocracy Trap (Penguin Press, 2019), desenvolve um ataque sustentado à meritocracia norte-americana. O ideal meritocrático – que todas as pessoas devem avançar com base nas suas próprias realizações e não na classe social dos seus pais – tornou-se o senso comum literal da nossa era. Markovits argumenta, no entanto, que tanto para cima como para baixo na escada social, a meritocracia é uma farsa. Hoje em dia, a meritocracia tornou-se exatamente aquilo que foi criada para derrotar – uma nova aristocracia, só que desta vez baseada na escolarização e não na reprodução. A mobilidade ascendente tornou-se uma fantasia, e é mais provável que a classe média reprimida se afunde entre os trabalhadores mais pobres do que ascenda à elite profissional. Ao mesmo tempo, a meritocracia corrompe mesmo aqueles que conseguem chegar ao topo, prendendo adultos ricos numa competição impiedosa, o que os obriga a trabalhar com uma intensidade avassaladora, explorando a sua dispendiosa educação a fim de extrair algum tipo de retorno.

Philippe Van Parijs detém doutoramentos em filosofia (Oxford) e ciências sociais (Louvain). É professor convidado nas Universidades de Louvain e Leuven. Foi o diretor fundador da Cátedra Hoover de Ética Económica e Social de Louvain entre 1991 e 2016, e professor visitante regular na Universidade de Harvard, de 2004 a 2008, e na Universidade de Oxford, de 2011 a 2015. É membro da Academia Real das Ciências da Bélgica, membro da Academia Britânica e doutor honoris causa da Universidade de Laval (Quebeque). Foi galardoado com o Prémio Francqui em 2001 e o Prémio Arca para a Liberdade de Expressão em 2011. Em Julho de 2020, a revista britânica Prospect selecionou-o como “o padrinho do movimento dos rendimentos básicos”, entre “os dez melhores pensadores do mundo para a era Covid-19”. Preside ao Conselho Consultivo da Rede de Renda Básica da Terra, que cofundou em 1986, e ao Conselho de Bruxelas para o Multilinguismo, criado pelo governo da Região de Bruxelas-Capital em 2020. É o coordenador – a par com o economista Paul De Grauwe – da iniciativa Re-Bel (“Repensar as Instituições da Bélgica no Contexto Europeu”) que cofundou em 2009. Um artigo de opinião por ele publicado em maio de 2012, com o título “Piquenique nas Ruas” desencadeou o movimento de desobediência civil que levou à pedonização das faixas centrais de Bruxelas. Os seus livros incluem Evolutionary Explanation in the Social Sciences (Rowman & Littlefield, 1981), Le Modèle économique et ses rivaux (Droz, 1990), Qu’est-ce qu’une société juste? (Seuil, 1991), Marxism Recycled (Cambridge U.P., 1993), Real Freedom for All (Oxford U.P. 1995), What’s Wrong with a Free Lunch? (Beacon Press, 2001), Just Democracy. The Rawls-Machiavelli Programme (ECPR 2011), Linguistic Justice for Europe and for the World (Oxford U.P. 2011), After the Storm. How to Save Democracy in Europe (Lannoo 2015, ed. com L. van Middelaar), Basic Income. A radical proposal for a free society and a sane economy (Harvard U.P. 2017, com Y. Vanderborght) e Belgium. Une utopie pour notre temps/Belgium. Een utopie voor onze tijd (Académie royale de Belgique/Polis, 2018).


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