Tchiloli: Família e dinastia

A série Tchiloli prossegue com mais um episódio sobre a tradição de São Tomé e Príncipe que atravessa uma linhagem entre várias gerações 
Tchiloli © Inês Gonçalves

Como manda a tradição, o Tchiloli é um legado familiar, que passa dos pais para os filhos, dos tios para os primos. Famílias inteiras representam conjuntos de papéis nas tragédias ou integram os grupos de Tchiloli. É o caso do Formiguinha da Boa Morte, fundado em 1955 por cinco irmãos da numerosa família Alves de Carvalho, que hoje é gerido pelos seus netos e outros descendentes.

Neste espetáculo, só os músicos são escolhidos exclusivamente pelo seu talento; para o resto, o talento está no sangue. Antes de começar, os atores bebem vinho de palma ou aguardente para convocar os espíritos dos que anteriormente ocuparam o seu lugar. Veja o terceiro episódio da série documental dedicada ao Tchiloli e ouça os vários testemunhos deste tradicional ritual da cultura santomense. 
 

 

Com mais de 500 anos de tradição, o Tchiloli é a encenação de uma história de morte e traição, paixões e conflitos morais que entusiasma público e atores, onde a música, o movimento e o corpo se fundem numa surpreendente expressão da arte e cultura africanas. Foi apoiado várias vezes pela Fundação Gulbenkian, sendo, desde janeiro de 2019, apoiado através do projeto “(Re)Criar o Bairro”, da ONGD Leigos para o Desenvolvimento, que tem como objetivo a valorização de produtos associados ao património cultural do Bairro da Boa Morte, em São Tomé, através das artes performativas, visuais e da tecnologia.

 

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Apesar de referido pelos participantes são-tomenses entrevistados, não existe prova documental conhecida que possa apoiar a afirmação que o Tchiloli existe em São Tomé desde o séc. XVI.