Nobel da Medicina foi bolseiro Gulbenkian

Ardem Patapoutian, distinguido este ano com o Prémio Nobel da Medicina, recebeu uma bolsa Gulbenkian em 1985 para estudar na Universidade Americana de Beirute.
Ardem Patapoutian ©Scripps Research

O investigador de origem arménia, nascido no Líbano em 1967, frequentou o primeiro ano do curso de Química na Universidade Americana de Beirute com a ajuda de uma bolsa atribuída pelo Serviço das Comunidades Arménias da Fundação Calouste Gulbenkian, no ano letivo de 1985/86, antes de migrar com a família para os Estados Unidos.

Ardem Patapoutian é hoje neurocientista no instituto Scripps Research em La Jolla, na Califórnia, e foi premiado esta semana com o Prémio Nobel da Fisiologia ou Medicina de 2021, juntamente com o investigador norte-americano David Julius, “pelas suas descobertas de recetores para a temperatura e o tacto”, segundo anunciado pelo comité do Nobel no Instituto Karolinska, em Estocolmo (Suécia). 

Com este prémio, o comité do Nobel destaca a importância do trabalho de Patapoutian para ajudar a esclarecer como o calor, o frio e o tato podem iniciar sinais no nosso sistema nervoso. O investigador foi responsável pela descoberta de uma nova classe de sensores que respondem a estímulos mecânicos na pele e nos órgãos internos através de células sensíveis à pressão.

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