Michel Corboz (1934 – 2021)

O Conselho de Administração da Fundação Calouste Gulbenkian exprime um sentido pesar pelo falecimento de Michel Corboz e profunda gratidão ao maestro honorário do Coro Gulbenkian.

Michel Corboz foi durante mais de meio século o maestro titular do Coro, tendo ocupado o lugar de maestro honorário em fevereiro deste ano. Em 2019, a Fundação assinalou a sua estreia com o Coro Gulbenkian, ocorrida a 17 de dezembro de 1969. Foi o primeiro de uma incontável série de concertos realizados com o Coro e a Orquestra Gulbenkian, muitos dos quais ficaram associados aos melhores momentos das formações, quer em espetáculos ao vivo, em Portugal e no estrangeiro, quer no que respeita a gravações.

A presidente da Fundação lembra o seu papel na “afirmação internacional do Coro Gulbenkian”, mas também “a sua direção artística consistente, que preparou gerações sucessivas de coralistas do próprio Coro Gulbenkian”. Isabel Mota recorda ainda as suas participações nas várias temporadas de música “momentos altos como os concertos de Natal e de Páscoa em que, ano após ano, Michel Corboz partilhou as suas leituras inspiradas das Paixões de São Mateus e São João ou das Oratórias de Natal e de Páscoa de Bach”.

Ao longo da sua carreira, o maestro suíço realizou 37 gravações com o Coro Gulbenkian, muitas delas premiadas a nível internacional: Jephte de Carissimi (1972), Le jugement Dernier de Charpentier (1979) e Lauda Sion de Mendelssohn (1979), galardoadas com o Grand Prix da Académie Charles Cros; o Requiem de Mozart (1976, Prix Académie National du Disque), Paulus de Mendelssohn (1988, Prix Berlioz 1989) e La Danse des Morts de Honegger (1990, Orphée d’Or 1991).

Foram também muitos os concertos memoráveis e as digressões internacionais de Michel Corboz com o Coro Gulbenkian pela América do Sul, Israel, Macau, França, Itália e Espanha, entre outros destinos.

Michel Corboz vivia em Lausanne, na Suíça, e tinha 87 anos de idade.

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